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ONU: Irã arma rebeldes houthis do Iêmen desde 2009

Relatório confidencial apresentado ao Conselho de Segurança da ONU aponta que os iranianos enviaram navios com armas para os xiitas houthis derrubarem o governo sunita

O Irã envia armas a rebeldes houthis do Iêmen desde pelo menos 2009, segundo um relatório confidencial da Organização das Nações Unidas (ONU) revelado nesta sexta-feira pela imprensa europeia, que destaca que o apoio de Teerã data dos primeiros anos da insurgência xiita. O relatório, feito por uma comissão de especialistas, foi apresentado na semana passada ao Comitê de Sanções contra o Irã do Conselho de Segurança, em um momento em que a ONU busca negociar o fim da campanha de bombardeios aéreos da coalizão encabeçada pela Arábia Saudita no Iêmen e a volta das negociações.

A Arábia Saudita apoia o presidente iemenita, Abd Rabbo Mansur Hadi, e o Irã, maior país xiita da região, apoia as milícias rebeldes, mas sempre negou o fornecimento de armas. O informe é apresentado após uma investigação de especialistas que foi motivada após autoridades iemenitas apreenderem em sua costa o barco iraniano Jihan, que levava armas a bordo.

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As informações coletadas “sugerem que o caso do Jihan foi antecedido por outras entregas por mar no Iêmen, que remontam, no mínimo, a 2009”, explica o relatório que a agência France-Presse e jornais europeus tiveram acesso. “A análise sugere também que o Irã era a origem destas entregas e que os destinatários eram os xiitas houthis no Iêmen e, talvez, em outros casos, destinatários em outros países vizinhos”, acrescentaram os especialistas.

“O apoio militar atual do Irã aos houthis foi corroborado por transferências de armas, realizadas durante pelo menos cinco anos”, destacou o documento. Além do Jihan, os investigadores registraram outros cinco casos de embarcações iranianas transportando armas destinadas ao Iêmen com o objetivo de armar os rebeldes para desestabilizar o governo sunita.

Os xiitas houthis e seus aliados conquistaram amplos territórios nos últimos meses, incluindo a capital Sana, e expulsaram o presidente iemenita de seu cargo. Riad acusa o Irã de apoiar os rebeldes e decidiu bombardeá-los para impedir a instauração de um Estado favorável a Teerã as suas portas. O governo dos Estados Unidos advertiu que não vai tolerar o apoio do Irã aos rebeldes xiitas houthis no Iêmen. O país que é tido como importante aliado dos EUA na luta contra a Al Qaeda – o braço mais atuante da rede terrorista fica no Iêmen.

(Da redação)