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ONU denuncia 400 mortos na Síria desde início da missão da Liga Árabe

Quatrocentas pessoas morreram na Síria desde que uma missão da Liga Árabe começou a monitorar a situação no país, em 26 de dezembro, afirmou nesta terça-feira o secretário-adjunto da ONU, B. Lynn Pascoe, citado pela embaixadora americana na organização, Susan Rice.

Pascoe deu este novo número durante reunião do Conselho de Segurança sobre a Síria. A ONU havia informado anteriormente que mais de 5.000 pessoas tinham morrido na Síria desde o início dos protestos contra o regime de Bashar al-Assad, em março de 2011.

Após a reunião, diplomatas ocidentais fizeram apelos à Rússia para retomar as negociações no Conselho de Segurança para aprovar uma resolução de condenação à repressão na Síria.

A Alemanha liderou os apelos europeus por “negociações sérias” para aprovar uma resolução da ONU sobre a Síria, ao mesmo tempo em que um funcionário da organização concedia uma entrevista coletiva sobre os esforços para por um fim à sangrenta repressão.

O embaixador da Alemanha nas Nações Unidas, Peter Witting, disse que as reticências da Rússia para discutir uma resolução que condene as ações do presidente sírio, Bashar al-Assad, tornam o processo “insatisfatório”.

Rússia e China vetaram um esboço europeu, em outubro, que condenava o governo de Assad pela repressão mortal aos protestos.

Moscou chegou a propor um esboço alternativo, no qual condenava a violência das duas partes, do governo e da oposição.

No entanto, um diplomata europeu assegurou que as negociações com Moscou estão “profundamente congeladas”, já que a Rússia se negou, inclusive, a negociar as mudanças propostas.

“Queremos negociações sérias para iniciar uma resolução. Estamos prontos para encurtar a distância que nos separa, mas negociações sérias devem começar”, disse Witting aos jornalistas, antes da reunião de terça-feira.

Desde dezembro, diplomatas ocidentais têm pressionado a Rússia a acelerar as negociações. Os russos bloquearam o esboço de resolução anterior alegando que o texto era um primeiro passo rumo a uma “mudança de regime” na Síria.

“Só mantivemos duas reuniões de especialistas dos 15 países antes do fim do ano e nenhuma mais desde então, nem sequer se fez uma compilação das modificações que sugerimos”, acrescentou Witting. “Isto é insatisfatório”, emendou.

“Repetimos o nosso apelo para lançar uma mensagem rápida e de unidade por parte do Conselho de Segurança para as autoridades sírias com o objetivo de dar peso às decisões e os planos de ação da Liga Árabe”, acrescentou.