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Obama volta a fórum hispânico na Flórida após quatro anos de ausência

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, volta a participar nesta sexta-feira de um influente fórum hispânico que é realizado na Flórida (sudeste), no qual participou há quatro anos como candidato, o que lhe valeu críticas de oportunismo de seu rival republicano Mitt Romney.

Nesta sexta-feira, “o presidente Obama falará aqui, pela primeira vez desde sua última campanha. Poderia admitir que não cumpriu todas as suas promessas”, disse na quinta-feira Mitt Romney, o provável candidato republicano à Presidência ao se apresentar na 29ª conferência anual da Associação Nacional de Funcionários Latinos Eleitos e Designados (NALEO), realizada na Flórida.

“Provavelmente, o presidente vai dizer-lhes que, embora vocês não estejam melhor hoje em relação há quatro anos, as coisas poderiam ser piores”, afirmou o republicano, lembrando que, com Obama, o desemprego em meio à comunidade hispânica é de 11%, superando a média nacional de 8% e prometendo que, se chegar à Casa Branca, promoverá uma reforma migratória de longo prazo.

O presidente Obama obteve na eleição de 2008 67% dos votos dos latinos nos Estados Unidos, a maior minoria no país, que naquele ano representou 7,4% do eleitorado nacional.

A enorme maioria hispânica foi contagiada com a mensagem de mudança de Obama, então candidato, que também prometeu uma reforma migratória integral para os 11,5 milhões de imigrantes ilegais que vivem no país e a aprovação da lei Dream Act, que abre caminho para a legalização de jovens estudantes criados nos Estados Unidos.

“Certamente se tivesse vindo às conferências da NALEO nestes anos teria recebido várias vaias, não apenas pelo descumprimento de sua promessa de uma reforma migratória, mas pelas deportações, pela intensidade das deportações, pela severidade do sistema de deportações”, disse à AFP Pilar Marrero, especialista em assuntos migratórios e autora do livro “O despertar do sonho americano”.

Durante os três anos e meio de mandato do presidente Obama, um número recorde de pessoas foram deportadas, cerca de um milhão, em sua maioria latino-americanas, com uma média de 400 mil por ano.