NY reforça segurança. Polícia vê conexão entre explosões

Bomba que explodiu em Chelsea foi 'ato de terrorismo', segundo o governador

As autoridades de Nova York acreditam que há conexão entre a explosão de uma bomba no bairro de Chelsea, em Manhattan, que feriu 29 pessoas no sábado, e a explosão em um cano em Nova Jersey. “Não sabemos de tudo. Acreditamos que estão conectados? Sim. Mas não há provas disso ainda”, afirmou Robert Boyce, chefe dos detetives do Departamento de Polícia de Nova York. A polícia ainda busca por suspeitos e motivação para os ataques.

A cidade ampliou neste domingo as medidas de segurança nas estações ferroviárias, aeroportos, linhas de metrô e de ônibus, informou o chefe de Polícia, James O’Neill. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, explicou que um contingente extra de 10.000 agentes de segurança vai patrulhar as ruas da cidade nos próximos dias. “Vamos encontrar quem fez isso e eles serão levados à Justiça”, disse, acrescentando que se trata de um ato de terrorismo, mas que não existem provas de ligação com grupos internacionais.

O prefeito da cidade, Bill De Blasio, por sua vez, pediu para que a população esteja “vigilante” e que qualquer pista sobre a autoria do crime seja entregue à Polícia.

Investigações preliminares indicam que o artefato teria explodido dentro ou nas proximidades de uma lixeira em Chelsea, no coração de Manhattan. Horas mais tarde, foi encontrada um segunda bomba caseira – uma panela de pressão ligada a um celular por alguns fios – ainda em Chelsea, a poucos quarteirões da primeira explosão.

A candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, condenou neste domingo o que chamou de “aparentes ataques terroristas” em Minnesota, Nova Jersey e Nova York. Os três ataques no sábado envolveram um esfaqueamento em um shopping em Minnesota que feriu nove pessoas, a explosão de uma bomba no bairro de Chelsea, em Manhattan, que feriu 29 pessoas e uma explosão em um cano em Nova Jersey.