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Nova etapa de conferência de paz começa nesta segunda

Primeira rodada de conversações foi concluída em janeiro, sem avanços. Representantes do regime sírio e da oposição ainda estão longe de acordo

A segunda rodada das conversas de paz entre representantes do regime de Bashar Assad e do grupo opositor Coalizão Nacional Síria começa nesta segunda-feira em Genebra, na Suíça, depois do fracasso da primeira etapa. Concluída em 31 de janeiro, a primeira fase não apresentou avanços significativos e terminou com os dois lados trocando acusações.

Se algum ponto positivo pode ser destacado da primeira rodada da conferência de paz que está sendo chamada de Genebra II (a primeira conferência foi realizada em 2012), é o fato de que os dois lados negociaram frente a frente pela primeira vez desde o início do conflito, há quase três anos. Nesta segunda, o enviado especial da ONU para a Síria, Lakhdar Brahimi, deverá se encontrar com a oposição e, em seguida, com representantes do regime Assad.

A nova etapa ocorre depois da retirada de centenas de civis das zonas cercadas da cidade de Homs, no centro do país. Neste domingo, mais de seiscentas pessoas foram retiradas da localidade depois que disparos quebraram a trégua humanitária de três dias que havia sido acordada com a ONU.

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Veículos de organizações humanitárias tiveram dificuldade para entrar na cidade durante o fim de semana ao serem alvo de tiros e explosivos. Autoridades de Assad e rebeldes trocaram acusações de responsabilidade pelos ataques que impediram a entrada de uma equipe conjunta da ONU e do Crescente Vermelho no centro velho de Homs por várias horas. O comboio foi atacado enquanto agentes humanitários entregavam alimentos e suprimentos médicos no distrito onde a ONU diz que 2.500 pessoas estão retidas por um cerco militar desde meados de 2012. A área é dominada por rebeldes, mas está cercada pelo Exército sírio.

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Ajuda humanitária – O chanceler francês Laurent Fabius afirmou que a França e outros países vão apresentar uma resolução na ONU pedindo acesso para que ajuda humanitária possa ser enviada ao país. “É totalmente escandaloso que haja discussões durante tanto tempo e as pessoas continuem famintas”, disse a uma rádio francesa.

A primeira rodada foi encerrada no final de janeiro, com indícios de que os dois lados ainda estão longe de alcançar algum acordo. O regime insiste que as conversas devem ter como foco a luta contra o “terrorismo”, como classifica a ação dos grupos rebeldes, enquanto a oposição exige que a prioridade seja a saída de Bashar Assad do poder, como foi previsto no encontro realizado em Genebra em 2012.

(Com agência Reuters)