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No Iraque, Al Qaeda ameaça matar cristãos onde estiverem

Igreja copta tinha um prazo de 48 horas para libertar cristãs convertidas ao islã

Dois dias após exigir da igreja copta do Egito informações sobre o paradeiro de muçulmanas convertidas, um conglomerado de grupos terroristas liderados pela Al Qaeda no Iraque ameaçou matar cristãos onde quer que estejam. Para a organização, eles se tornaram “alvos legítimos” depois do fim do ultimato dado à igreja para libertar duas mulheres.

Ao reivindicar o ataque contra uma igreja de Bagdá no domingo, o Estado Islâmico do Iraque (ISI) deu um prazo de 48 horas à igreja copta do Egito para libertar pelo menos duas cristãs convertidas ao islã que, segundo a organização, estão “encarceradas em mosteiros” do país. “O ultimato expirou. Portanto, todos os centros, organizações, instituições, dirigentes e fiéis cristãos são alvos legítimos para os mujahedines (combatentes), onde puderem ser alcançados”, afirma um comunicado divulgado nesta quarta-feira.

A mensagem também exige que o Vaticano se desvincule da igreja copta. “Que saibam estes infiéis e a sua liderança, o Vaticano, que a espada da morte não se erguerá dos pescoços dos seus seguidores até que (o Vaticano) anuncie que não tem nada a ver com o que fazem os cachorros da igreja egípcia”, acrescenta a nota.

Ataque – Na noite de 31 de outubro para 1 de novembro, pelo menos 52 pessoas – a maioria mulheres e crianças – morreram na igreja de Sayida An Nayá (Nossa Senhora do Socorro, em árabe), em Bagdá. Após um ataque armado, houve uma operação para libertar os reféns presos por cinco terroristas no interior do templo.

Durante o atentado, os sequestradores exigiram a libertação de suas “irmãs na religião, detidas nas prisões dos mosteiros e nas igrejas da infidelidade no Egito”. O grupo terrorista se referia, entre outras, a Camilia Shehata, uma cristã que teria se convertido ao islã e é mantida presa em um mosteiro. Essa versão, porém, foi desmentida pela igreja egípcia e pela própria Camilia em um vídeo postado na internet, cuja veracidade, no entanto, foi questionada pelos grupos muçulmanos. Após o ultimato, fontes policiais asseguraram que tinham reforçado as medidas de segurança nas igrejas do Iraque, onde os coptas representam cerca de 10% da população.

(Com agência EFE)