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No Irã, Ban Ki-moon pede transparência na questão nuclear

Para o secretário-geral da ONU, o país deve dissipar as dúvidas sobre a possibilidade de seu programa nuclear ter uma vertente armamentista

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu nesta quinta-feira ao governo do Irã que cumpra ‘plenamente’ as resoluções estipuladas pelo Conselho de Segurança (CS) do organismo sobre o controle de seu programa nuclear e ‘coopere totalmente’ com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), autorizando a entrada de enviados no país.

Em seu discurso durante a abertura da Cúpula do Movimento de Países Não-Alinhados (MPNA), que está sendo realizada em Teerã, Ki-moon ainda se dirigiu às autoridades iranianas pedindo ‘transparência’ em seu programa nuclear, após uma nova tentativa de acordo ter acabado sem um consenso na última sexta-feira

Para o secretário-geral da ONU, o país deve dissipar as dúvidas levantadas pela comunidade internacional e pela AIEA sobre a possibilidade de seu programa ter uma vertente armamentista – o que Teerã nega, garantindo que seu programa é civil, com finalidades pacíficas – a fim de evitar ‘uma guerra de palavras que pode gerar um violento enfrentamento’.

Leia também: AIEA cria equipe especial para questão nuclear iraniana

Como signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), a nação árabe deve submeter suas instalações nucleares à verificação da agência, mas pode reivindicar o direito de enriquecer urânio.

Holocausto – Ki-moon ainda condenou as ameaças feitas por Israel e Estados Unidos de atacar o Irã, mas ressaltou que é inaceitável a negação da existência do estado judaico e do holocausto por parte das autoridades de Teerã. “Não aceito que nenhum país ameace atacar outro, mas também não aceito que se negue um fato histórico tão dramático como o holocausto”, concluiu.

(Com Agência EFE)