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Morre aos 64 anos Kim Geun-tae, o ‘padrinho’ da democracia sul-coreana

Seul, 30 dez (EFE).- Kim Geun-tae, ex-ativista e político liberal de destaque, conhecido na Coreia do Sul como o padrinho da democracia no país, morreu nesta sexta-feira, aos 64 anos, vítima de uma doença cerebral, informou a agência ‘Yonhap’.

Kim Geun foi torturado e preso durante as ditaduras sul-coreanas das décadas de 70 e 80, devido à sua oposição aos regimes totalitários que governaram o país e à luta pelos direitos humanos.

O ex-ativista sofria de Mal de Parkinson desde os cinco anos de idade. Há um mês, ele teve uma trombose cerebral e foi internado num hospital de Seul com complicações renais e pneumonia.

O ex-ativista deixa dois filhos e esposa. Em 1988, ele saiu da prisão e ganhou o prêmio Robert F. Kennedy de Direitos Humanos, além de ter sido homenageado pela Anistia Internacional.

Anos depois, foi eleito deputado da Assembleia Nacional da Coreia do Sul, cargo que ocupou por diversos mandatos.

Em 2004, ele foi ministro da Saúde e em seguida nomeado líder do partido governista. Apesar de ser considerado um potencial sucessor do presidente Roh Moo-hyun, ele se retirou da vida pública após ter desistido de concorrer nas eleições de 2007.

Desde então, passou a atuar nos bastidores como assessor do principal grupo político da Coreia do Sul, o Partido Democrático Unido, corrente que ajudou a formar e que reúne o setor progressista do país. EFE