Militares alemães irão combater tráfico de armas no Mediterrâneo

A Alemanha quer recuperar o protagonismo das suas Forças Armadas na Europa após décadas de enfraquecimento por sanções recebidas depois da II Guerra Mundial

O governo da Alemanha aprovou nesta quarta-feira o envio de até 650 militares para uma missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de combate ao tráfico de armas do Estado Islâmico (EI) no mar Mediterrâneo.

O envolvimento alemão na operação marítima da Otan irá durar até o final de 2017. Em emergências, é possível um aumento temporário no número de soldados envolvidos na missão. O envio de soldados representa uma expansão do papel militar da Alemanha na Europa e na Otan.

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A ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, busca recuperar o protagonismo das Forças Armadas alemãs na Europa após décadas de enfraquecimento por sanções recebidas depois da II Guerra Mundial.

Preocupados com o aumento de armamentos pesados e de uso exclusivo militar em território europeu, membros da Otan concordaram em iniciar uma nova missão marítima em uma cúpula na Polônia em julho. Navios alemães também estão participando em uma missão militar da União Europeia (UE) chamada Sophia, para tentar combater o tráfico de armas e de pessoas na costa da Líbia.

(Com agência Reuters)