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Milhares de refugiados entram na Alemanha; Grã-Bretanha diz que vai receber 15 mil

Levadas de trem pela Áustria, cerca de 13 mil pessoas fugindo de conflitos no Oriente Médio devem atravessar fronteira no fim de semana. O premiê britânico quer autorização do Parlamento para bombardear o Estado Islâmico

A empresa estatal ferroviária da Áustria (ÖBB) transportou no sábado 11.000 refugiados, procedentes da Hungria, até a vizinha Alemanha, enquanto outros 2.200 estão a caminho, informou neste domingo uma porta-voz da companhia à agência de notícias austríaca APA.

Assim, o número total de refugiados do Oriente Médio que cruzaram a fronteira entre Hungria e Áustria no final de semana já supera os 13.000, frente às estimativas iniciais que antecipavam cerca de 10.000 pessoas. Na Hungria saíram esta manhã vários trens com mil refugiados a bordo, com destino à cidade de Hageyshalom, onde iam tomar outro trem até a fronteira austro-húngara.

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Nos próximos dias, o fluxo de refugiados deve crescer também em direção à Inglaterra. O governo britânico está disposto a acolher 15.000 refugiados sírios e espera obter a autorização dos parlamentares para realizar ataques aéreos contra o grupo jihadista Estado Islâmico, informou o dominical The Sunday Times. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, foi pressionado em seu país e no exterior para que dê uma resposta à crise dos refugiados.

Cameron pretende estender o programa britânico de realojamento de pessoas vulneráveis, aceitar 15.000 refugiados e lançar operações militares contra os traficantes de pessoas, afirma o Sunday Times. O primeiro-ministro também quer convencer os deputados do opositor Partido Trabalhista a apoiar os bombardeios aéreos na Síria, em uma votação prevista para o início de outubro, acrescentou o semanário.

A Grã Bretanha optou por não participar em um sistema de cotas para receber os pedidos de asilo através da União Europeia, apesar de ter sido convocada pelo bloco para uma participação que levasse a uma colaboração mais equitativa.

David Cameron conseguiu neste domingo (horário local) um apoio inesperado para os ataques aéreos contra o EI, do ex-arcebispo de Canterbury e chefe da Igreja Anglicana, George Carey. “A Grã Bretanha deve ajudar a combater o EI e podem ser necessários “bombardeios aéreos”, escreveu Carey no jornal The Telegraph.

Desde de 2014, uma coalizão antijihadista liderada pelos Estados Unidos bombardeia as zonas sob controle do EI na Síria e no Iraque, mas sem grande resultado.

(Com agências EFE e France-Presse)