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Médicos venezuelanos completam 72 horas em greve de fome contra crise

Eles exigem ações das autoridades frente à péssima situação sanitária no país

Um grupo de médicos venezuelanos, residentes do Hospital Universitário de Los Andes (HULA), no estado de Mérida, completou nesta quinta-feira 72 horas em greve de fome para exigir ações das autoridades frente à crise sanitária no país.

Segundo Miguel Cancini, um dos médicos em greve, o grupo é formado por dez manifestantes, e entre eles estão duas mulheres e o presidente da Federação Médica Venezuelana, Douglas León.

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Cancini explicou que a greve foi iniciada depois de três meses de protestos exigindo às autoridades sanitárias e governamentais que reúnam esforços para melhorar a situação catastrófica do setor saúde do país. “Não contamos com as condições mínimas para prestar os serviços”, denunciou. O médico disse que, apesar das reiteradas reivindicações que fizeram às autoridades locais e nacionais, não receberam nenhuma resposta.

Ajuda internacional – A oposição venezuelana também cobra das autoridades a ajuda oferecida por algumas organizações internacionais e vários países para aliviar a escassez de remédios e materiais médicos. “Ao senhor (presidente da Venezuela) Nicolás Maduro Mouros pedimos que aceite a ajuda humanitária”, afirmou Cancini.

A Assembleia Nacional discutiu hoje a situação destes médicos e aprovou um acordo de solidariedade com os profissionais de saúde desse hospital.

Em janeiro deste ano, o Parlamento declarou “crise humanitária de saúde” pela escassez de remédios, ao mesmo tempo em que instou o Executivo a solicitar ajuda humanitária. A decisão foi rejeitada pelos chavistas por considerá-la um convite à intervenção estrangeira.

(Com EFE)