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Macron dá as cartas: Trump irá à França no Dia da Bastilha

Festa francesa celebrará também o centenário da entrada das tropas americanas na Primeira Guerra Mundial

O presidente francês, Emmanuel Macron, convidou o americano Donald Trump para assistir em Paris ao desfile do Dia da Bastilha, em 14 de julho. Sinal do prestígio do francês, eleito há dois meses, a Casa Branca confirmou a presença de Trump no evento e disse que o presidente americano aguarda com expectativa “a reafirmação dos fortes laços de amizade entre os Estados Unidos e a França ao comemorar este importante dia com os franceses”. Além do marco da Revolução Francesa, a cerimônica celebrará também o centenário da entrada das tropas americanas na Primeira Guerra Mundial. Soldados americanos desfilarão junto aos seus homólogos franceses em presença dos dois dirigentes.

As relações dos chefes de Estado chamaram atenção desde o primeiro encontro, em 25 de maio, durante a cúpula da Otan. Desse encontro, prevaleceu como imagem o forte aperto de mãos que constrangeu Trump. Macron, que posteriormente admitiu o gesto não tinha sido inocente, disse que o fez para demonstrar que a França não tem intenção de fazer concessões. O francês foi o líder que mais duramente criticou a decisão do americano de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris. Macron parafraseou o slogan eleitoral de Trump para batizar uma plataforma digital com a qual o seu país prevê facilitar a mobilização internacional a respeito. Com a chamada “Façamos o nosso planeta grande outra vez”, pediu a pesquisadores, associações, ONGs e sociedade civil que se instalem na França para prosseguir com os seus esforços nesse campo.

O convite de Macron a Trump foi feito durante um telefonema, na terça-feira, no qual ambos abordaram “a necessidade de trabalhar para uma resposta comum em caso de um ataque químico na Síria”. Segundo a Casa Branca, os dois líderes mundiais continuarão a desenvolver uma forte cooperação na luta contra o terrorismo e sua parceria econômica. Trump viajará à Europa em julho para a reunião do G20, em Hamburgo, Alemanha. Além disso, o republicano já marcou uma visita à Polônia em 6 de julho, onde discursará em um local próximo ao memorial da Revolta de Varsóvia de 1944.

(com agências internacionais)