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Lista de chamada da Rio+20: países em desenvolvimento ganham força na conferência

Sem Obama, Angela Merkel, evento no Rio terá, entre seus destaques, presença de líderes dos Brics e do ditador iraniano Mahmoud Ahmadinejad

Entre baixas importantes e confirmações de destaque, a Rio+20 vai perdendo alguns de seus mais notórios convidados, como o presidente Barack Obama, dos Estados Unidos, e Angela Merkel, da Alemanha. Simultaneamente, os países em desenvolvimento ganham força representativa no evento – apesar de os impactos globais dessa gangorra ainda não serem previsíveis. Até agora, todos integrantes dos Brics confirmaram presença na conferência. Vladmir Putin, da Rússia, Wen Jiabao, da China, Jacob Zuma, da África do Sul, e Manmohan Singh, da Índia, estão de passagem marcada; A presidente Dilma Rousseff, como anfitriã, preside a conferência e deve despachar a partir de um gabinete o Riocentro.

Sem os líderes de Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, os países desenvolvidos perdem peso – pelo menos na foto oficial -, mas a França vai marcar presença com o recém-eleito François Hollande. Segundo o Itamaraty, mais de 100 chefes de estado confirmaram presença. Ao todo, 198 países, mesmo que através de ministros e diplomatas, vão comparecer à cúpula, que pretende se juntar ao hall de grandes conferências da história da ONU, como a Rio 92 e a Conferência do Milênio (2000). Quem banca a festa é o Brasil. O congresso aprovou, em dezembro de 2011, uma verba de 430 milhões de reais para o banquete, que inclui os orçamentos de logística e defesa.

Entre as presenças em destaque, está também o polêmico ditador do Irã, Mahmoud Ahmadinejad – cuja vinda foi anunciada na quinta-feira pelo negociador chefe do Brasil para a Rio+20, embaixador André Aranha Corrêa do Lago.

As negociações e eventos paralelos começam no dia 13 de junho. Mas os chefes de estado só começam a chegar no dia 20 e ficam até o dia 22, quando a cidade estará em feriado para aliviar o trânsito e permitir maior segurança para as delegações. Até agora, os países negociam uma declaração conjunta para marcar a conferência. A ideia é discutir os conceitos de desenvolvimento sustentável e como implementá-lo nos próximos 20 anos. É bastante provável que a Rio+20 não tenha o mesmo peso que a Rio 92, que resultou na assinatura de três convenções, da Agenda 21, e de uma declaração de princípios. Por enquanto, as discussões se dividem em duas esferas. A primeira é sobre as ações a serem adotadas, como o princípio de economia verde e o estabelecimento de uma lista de objetivos para o Desenvolvimento Sustentável a serem alcançados até 2020. No âmbito institucional, a conferência vai discutir a reforma do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e do Conselho de Desenvolvimento Sustentável.

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