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Líder das Farc diz que vale a pena lutar pela paz na Colômbia

Bogotá, 4 mar (EFE).- O líder máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño Echeverri, afirmou neste domingo que ‘vale a pena lutar’ pela paz em seu país e ressaltou seu compromisso com o fim da prática de sequestro.

‘Para que outros militares e policiais não continuem morrendo, sendo feridos ou transformados em prisioneiros, acreditamos que vale a pena tentar quebrar esse círculo maldito e lutar pela reconciliação e a paz’, indicou o chefe rebelde.

Também conhecido como ‘Timoleón Jiménez’ e ‘Timochenko’, Echeverri expressou esses seus desejos em uma carta enviada a Marleny Orjuela, líder da Associação Colombiana de Parentes e Membros da Polícia Retidos e Libertados por Grupos Guerrilheiros (Asfamipaz), divulgada neste domingo.

Marleny, por sua vez, foi escolhida pela principal guerrilha colombiana para administrar a logística das libertações dos últimos dez soldados e policiais reféns das Farc.

Na mensagem, o chefe das Farc que substituiu ‘Alfonso Cano’ e Guillermo León Sáenz Vargas, mortos em confronto com a polícia em novembro, informou que a guerrilha não possui centenas de sequestrados, assim como as autoridades colombianas afirmam.

‘Timochenko’ denunciou que ‘quando assumiram publicamente o compromisso de não fazer retenções com fins financeiros, decidiram dar continuidade ao processo interno promovido por ‘Alfonso Cano’, destinado a pôr fim a essa prática. Mas, os próprios promoteres da guerra tentam desqualificar essa medida com rebuscados pretextos’.

Em 26 de fevereiro, através de um comunicado divulgado em seu site, as Farc se comprometeram em acabar com a prática do sequestro como fonte de financiamento e arma de guerra, além de ampliar de seis para dez o número de policiais e militares sequestrados que seriam libertados, os últimos que estão sob sua custódia.

Os presos são os militares Luis Alfonso Beltrán Franco, Luis Arturo Arcia, Robinson Salcedo Guarín e Luis Alfredo Moreno Chagüeza, além dos policiais Carlos José Duarte, César Augusto Lasso Monsalve, Jorge Trujillo Solarte, Jorge Humberto Romero, José Libardo Forero e Wilson Rojas Medina. EFE