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Judeu esfaqueia árabes; palestino ataca policial e é morto em Israel

Neste mês de outubro, o país já registrou diversos ataques - a maioria de palestinos contra judeus

As tensões continuam altas em Israel e a escalada de violência não parece estar perto do fim com novos ataques registrados nesta sexta-feira. Foi registrada ao menos uma vítima fatal hoje, de origem palestina, e seis pessoas ficaram feridas, sendo quatro árabes em Dimona, no deserto do Neguev, um jovem israelense de 14, em Jerusalém, e outro israelense em Hebron, nas proximidades da Cisjordânia.

Um judeu ultranacionalista esfaqueou quatro homens árabes israelenses na cidade de Dimona, no sul de Israel, antes de ser detido, informou a polícia. Os agredidos foram um lixeiro e três pedreiros, sendo que dois deles estão em condições graves e os outros sofreram ferimentos leves. Todos estão hospitalizados. Segundo a polícia israelense se trata, aparentemente, de um ataque ”nacionalista” em retaliação às ofensivas palestinas registradas nos últimos dias.

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É o primeiro ataque com faca cometido por um judeu contra árabes israelenses ou palestinos desde o início, no sábado, de uma onda de agressões similares contra israelenses. Em plena escalada de violência na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, os árabes israelenses, 17,5% da população de Israel, começaram nos últimos dias a protestar em favor dos palestinos.

Em Hebron, um palestino foi morto a tiros pelas forças de segurança após atacar e ferir com uma faca um policial israelense, na colônia judia de Kiryat Arba. O policial foi levemente ferido e a região foi isolada. Desde o início de outubro ocorreram nove ataques com arma branca, principalmente cometidos por jovens palestinos, com um saldo de dois mortos e treze feridos israelenses ou judeus. Quatro dos criminosos foram abatidos.

Histórico – O atual ciclo de violência começou no último dia 1º de outubro, quando um casal de israelenses foi morto enquanto seguia de carro em uma estrada que liga duas colônias no norte da Cisjordânia. Como retaliação, Israel vetou o acesso à cidade velha de Jerusalém, a parte árabe, para palestinos não residentes na região. Desde então, foram registrados diversos episódios graves, como a morte de um adolescente palestino de 12 anos que morava no campo de refugiados de Aida, em Belém. O Exército israelense admitiu que disparou por engano.

(Da redação)