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Israel ataca Faixa de Gaza; em Jerusalém, tensão e alerta

Mulher que morreu no ataque de quarta era britânica. Segurança foi reforçada

A polícia reforçou o número de agentes em Jerusalém e em seus arredores e realiza operações no país para encontrar os culpados

A aviação israelense executou na manhã desta quinta-feira um novo ataque contra a Faixa de Gaza, anunciou uma porta-voz militar. “Nossas forças aéreas atacaram, no norte da Faixa de Gaza, terroristas que pretendiam lançar foguetes contra Israel”, disse a representante das Forças Armadas à agência de notícias France-Presse. Durante a noite de quarta-feira, a aviação israelense executou três ataques contra Gaza. Eles não deixaram vítimas. “Os ataques aconteceram depois dos disparos de 25 foguetes, quatro deles do tipo Grad, desde sábado”, explicou a fonte militar.

Na quarta, um atentado com bomba matou uma pessoa e deixou mais de 40 feridos perto da principal estação rodoviária de Jerusalém, depois que grupos armados da Faixa de Gaza dispararam foguetes contra Israel em represália por ataques israelenses no território palestino. Foi o primeiro atentado em Jerusalém desde 2007 – e a explosão já parece marcar o fim de um período de relativa calma no confronto entre israelenses e palestinos. Nesta quinta, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu viajou a Moscou, onde pretende convencer o governo russo a ser mais rígido com a Síria e o Irã – países acusados de ajudar os terroristas.

Na noite de quarta, dois dirigentes do movimento radical palestino Jihad Islâmica foram detidos ao norte da Cisjordânia pelos serviços de segurança da Autoridade Palestina, informaram fontes de outro grupo terrorista, o Hamas. Khaled Jadarat e Tarek Qaadan foram detidos na cidade autônoma de Jenin. Os serviços de segurança palestinos se negaram a confirmar as detenções, que aconteceram um dia depois do anúncio feito em Gaza pelo braço armado da Jihad Islâmica (Brigadas Al Qods) sobre seus planos de atacar não só o sul, mas também o resto do território de Israel.

Alerta – O atentado a bomba em Jerusalém aconteceu pouco depois desse anúncio, mas as Brigadas Al Qods não reivindicaram a autoria do ataque – o grupo se limitou a elogiar a ação terrorista. De acordo com informações divulgadas pela imprensa britânica, a pessoa que morreu no atentado de quarta era uma turista britânica de 56 anos. Pelo menos doze feridos continuam hospitalizados. A polícia israelense mantém suas forças no nível de alerta máximo. Ela reforçou o número de agentes em Jerusalém e em seus arredores e realiza operações no país para encontrar os culpados, informou a rádio pública.

A comunidade internacional condenou duramente o atentado, o que despertou entre a população israelense o fantasma da segunda intifada palestina. A carga explosiva, que pesava entre um e dois quilos, estava escondida dentro de uma bolsa junto a uma cabine telefônica e dois ônibus cheios de passageiros. O artefato foi detonado às 15 horas (no horário local, 9 horas em Brasília) entre o centro de convenções de Jerusalém e a estação central de ônibus da cidade, um local pelo qual transitam milhares de pessoas todos os dias. Nenhum grupo palestino reivindicou a autoria do ataque.

(Com agência France-Presse)