Israel afirma que dois cidadãos foram sequestrados em Gaza

Um dos reféns estaria nas mãos do grupo extremista Hamas

Israel afirmou nesta quinta-feira que dois de seus cidadãos foram sequestrados em Gaza, um deles pelo Hamas, grupo extremista que governa o território palestino.

O ministério da Defesa israelense informou em um comunicado que, “segundo dados de inteligência confiáveis”, Avraham Mengitsu, um israelense de ascendência etíope, “está sendo retido contra sua vontade pelo Hamas em Gaza”.

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Um ano após uma ofensiva israelense arrasar a Faixa de Gaza, foram retomados os contatos indiretos entre o movimento islamita e Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse em um comunicado que considera o “Hamas responsável pelo bem-estar dos dois homens”. “Espero que a comunidade internacional, que expressa sua preocupação com a situação em Gaza, peça de forma clara a libertação e o retorno destes cidadãos”, acrescentou.

Mengistu, nascido em 1986, atravessou a barreira de segurança para entrar em Gaza em 7 de setembro de 2014, pouco depois do fim da guerra de 50 dias entre Israel e o Hamas, segundo o comunicado oficial.

O texto cita ainda um “caso adicional de um árabe-israelense que também está sendo retido em Gaza”.

O Hamas e seu braço armado, as brigadas Ezedin al Qassam, não emitiram nenhum comentário oficial.

Uma fonte do movimento islamita disse à agência AFP que “nenhuma negociação foi iniciada oficialmente” com os israelenses, sem confirmar ou desmentir as detenções. Mas, advertiu, “nada é gratuito: antes de qualquer discussão, o Hamas exigirá a libertação de todos os prisioneiros liberados na troca do soldado Gilad Shalit e novamente detidos”.

No fim de 2011, Israel aceitou libertar mil detidos palestinos em troca do soldado Shalit, nas mãos do Hamas desde 2006. Desde então, dezenas destes palestinos foram detidos novamente pelas autoridades israelenses e alguns deles foram condenados à prisão perpétua.

Israel mantém um rígido bloqueio a Gaza e não permite que seus cidadãos entrem no território palestino, em parte porque teme que sejam utilizados como moeda de troca para conseguir a libertação de alguns integrantes do Hamas.

O irmão de Avraham Mengistu, Asho, falou com a imprensa na casa da família, em um bairro popular de Ashkelon, a 20 quilômetros da Faixa de Gaza. “É um caso humanitário porque ele não tem uma boa saúde”, afirmou, sem revelar detalhes sobre o estado físico e mental do irmão.

As autoridades israelenses haviam informado à família de Avraham Mengistu sobre o sequestro em Gaza, mas solicitaram que não revelassem o caso à imprensa, segundo um amigo.

O ministro israelense da Defesa, Moshe Yaalon, disse estar em contato com as famílias dos dois israelenses.

(Com AFP)