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Irã diz que só respeitará acordo nuclear se houver reciprocidade

O presidente iraniano, Hassan Rohani, afirmou que duplicará esforços para defesa do país

O presidente do Irã, Hassan Rohani, disse nesta sexta-feira que o país respeitará o acordo nuclear firmado com o G5+1, grupo das seis potencias nucleares mundias –Estados Unidos, China, Rússia, França, Reino Unido, mais Alemanha – enquanto  houver reciprocidade por parte dos governos que assinaram o pacto. “Nós o respeitaremos como um tratado multilateral só até quando forem respeitados nossos direitos, enquanto nossos interesses precisem dele e obtivermos seus benefícios”, disse Rohani em um discurso transmitido em rede nacional de televisão.

“Colaboramos e manteremos nossa colaboração com a Agência Internacional de Energia Atômica (OIEA) dentro dos tratados internacionais e do acordo nuclear. Mas, se algum dia os nossos benefícios não forem contemplados e as outras partes quiserem violar seus compromissos, que saibam que o Irã não hesitará nem um instante e responderá”, alertou Rohani.

O discurso foi uma reação ao anúncio feito mais cedo pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse que não certificará o acordo nuclear e deixará a cargo do Congresso determinar a retomada de sanções. Trump fez também várias críticas ao regime iraniano, especialmente sobre os testes de mísseis balísticos e ao suposto apoio ao terrorismo realizado pela Guarda Revolucionária, e disse que pode encerrar o acordo a qualquer momento.

Rohani rebateu que o armamento que está sendo construídos é apenas para a defesa do país e que o Irã, de agora em diante, ampliará ainda mais sua capacidade defensiva. “Nossas armas e mísseis são para nossa defesa. Sempre estivemos decididos em nos defender e hoje estamos ainda mais. Sempre nos esforçamos para fabricar as armas que precisávamos e, de agora em diante, duplicaremos nosso esforço. Nossas armas são para nossa defesa, e continuaremos com nosso fortalecimento defensivo”, disse.

“A Guarda Revolucionária, junto ao povo do Irã, do Iraque, da Síria e do Iêmen, resistirá aos grupos terroristas criados pelos Estados Unidos e, até sua total destruição, não se dará por vencida”, ressaltou.

O presidente do Irã afirmou que não ouviu nada além de insultos no discurso de Trump. Além disso, Rohani disse que o republicano repetiu uma série de “absurdas acusações” que são feitas pelas autoridades americanas ao longo dos últimos quarenta anos.

Para Rohani, um governo como o dos Estados Unidos, que já usou duas vezes armas atômicas contra um país, não pode dar opinião sobre o assunto. Ele ressaltou que o discurso de Trump criou mais união interna e que os americanos não conseguirão dividir o país. “Os senhores não podem criar distância entre o povo do Irã e o líder supremo Ali Khamenei, já que o fundamento da nossa religião foi não separá-la da política”, afirmou Rohani.

Após a assinatura do acordo com o Irã, o Congresso americano aprovou uma lei, conhecida pela sigla INARA, que exige que o presidente certifique a cada noventa dias se o pacto favorece ao “interesse nacional” do país. Trump decidiu não certificar o tratado. Além de ameaçar abandonar o pacto, Trump também decidiu sancionar a Guarda Revolucionária do Irã por apoiar o terrorismo, elevando as tensões entre os dois países.

(com EFE)

Comentários

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  1. Julio Cesar Paes

    é um ESTADO terrorista … estava fazendo retórica militar também imitando o louco da coreia do norte.
    agora reclama que não fazem dialogo com eles … é uma gente que não vale nada ..uns completos calhordas otarios. se acham o maximo mas não passam de tontos fanaticos.

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  2. Carlos Aurélio

    Caro julio, respeite o povo iraniano, não há gente que “não vale nada”. Somos a humanidade. A humanidade pode ser boa. Depende. Os Estados Unidos invadiram e destruíram o Iraque em 2003. Você pode dizer que os iraquianos nada valem? Você conhece o poder da indústria bélica atual? Assim como os supermercados tem de anunciar seus produtos através da propaganda, da publicidade, também a bancada do armamento faz sua propaganda. É preciso guerrear, invadir, matar! Um produto à venda como outro qualquer.

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