Invasão à Casa Branca derruba chefe do Serviço Secreto

Julia Pierson perdeu apoio depois que homem armado invadiu o local

A diretora do Serviço Secreto dos Estados Unidos, Julia Pierson, renunciou ao cargo nesta quarta-feira após ser criticada por uma série de falhas no esquema de segurança da Casa Branca. A falha mais recente ocorreu no último dia 19 e permitiu que um homem armado com uma faca invadisse a sede do Executivo pela entrada principal.

Julia, primeira mulher a chefiar o setor, foi chamada a prestar esclarecimentos sobre o caso em uma audiência realizada ontem na Câmara dos Deputados. Na ocasião, considerou esse tipo de erro “inaceitável” e afirmou que não iriam se repetir. Acrescentou a invasão motivou uma “revisão global das medidas de proteção e segurança” da residência oficial do presidente americano.

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Suas palavras não convenceram os parlamentares, que apontaram perda de confiança no trabalho da agência. Muitos congressistas começaram a defender sua saída do cargo que ocupava há menos de dois anos.

Para piorar, a imprensa americana revelou na tarde de ontem que um homem armado e com três condenações envolvendo agressão dividiu um elevador com Barack Obama durante uma viagem a Atlanta, duas semanas atrás. O homem prestava serviço terceirizado de segurança em um evento no Centro para Controle e Prevenção de Doenças, e os agentes do Serviço Secreto não sabiam que ele estava armado, segundo o jornal The Washington Post. O caso não foi comentado pela diretora durante a audiência.

Na manhã desta quarta, a diretora reuniu-se com o secretário de Segurança Nacional, Jeh Johnson, que aceitou sua renúncia. Ele nomeou Joseph Clancy, ex-agente encarregado da Divisão de Proteção Presidencial, para exercer a função interinamente. “Eu a cumprimento pelos trinta anos de serviço ao Serviço Secreto e à nação”, disse Johnson, no comunicado sobre a saída de Julia.