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Igualdade entre sexos será tema fundamental na Rio+20, diz Bachelet

Quito, 15 jun (EFE).- A igualdade entre os sexos e a capacitação das mulheres serão temas fundamentais nas discussões durante a Conferência da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), assegurou nesta sexta-feira a secretária-geral das Nações Unidas e diretora-executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet.

Durante um fórum sobre liderança das mulheres realizado nesta sexta em Quito, a ex-presidente chilena apontou que sem a participação feminina não se pode enfrentar o desafio de um planeta mais sustentável, de uma economia mais justa e mais equitativa e da erradicação da pobreza.

Bachelet adiantou que a ONU Mulheres apontará no Rio de Janeiro para a necessidade de ‘integrar plenamente a igualdade de gênero e a capacitação das mulheres em qualquer marco institucional de desenvolvimento internacional’.

A organização também pedirá medidas ‘urgentes’ para acelerar a plena participação da mulher em todos os postos de tomada de decisão e para assegurar que todas as políticas, leis, orçamentos e investimentos para o desenvolvimento sustentável ‘sejam sensíveis às questões de gênero’.

Além disso, Bachelet comentou que serão abordados os fatores que impedem que as mulheres tenham acesso a bens e a recursos produtivos e os meios de eliminar as barreiras discriminatórias que elas enfrentam.

Da mesma maneira, a ONU Mulheres pedirá no Rio garantias aos direitos à saúde sexual e reprodutiva, e o acesso a serviços básicos.

A ex-presidente chilena assinalou que na região os avanços em igualdade entre os sexos foram ‘grandes’. No entanto, Bachelet frisou que continuam existindo ‘agudas deficiências’ na participação política das mulheres e no fortalecimento econômico.

Bachelet lembrou que na região há cinco chefes de Estado que são mulheres, ‘mas que apesar disso a participação feminina na tomada de decisões para o desenvolvimento sustentável continua sendo profundamente desigual’.

Na maioria dos países há menos mulheres que homens à frente dos ministérios, e as ministras ocupam, em grande parte, pastas sociais e culturais, disse.

A representante da ONU assegurou que a conferência no Rio é uma ‘oportunidade’ para reafirmar que o desenvolvimento sustentável ‘só será possível se for inclusivo’.

As mulheres têm direito de escolher, mas também de serem escolhidas, de estar em lugares onde se tomam as decisões. ‘Caso contrário, é uma meia democracia’, expressou Bachelet, arrancando aplausos de um público majoritariamente feminino.

Bachelet chegou a Quito na quarta-feira, onde se reuniu com o presidente equatoriano, Rafael Correa, e no sábado viajará ao Brasil para participar da Conferência Rio+20. EFE