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Iêmen: conflito entre rebeldes e tropas do regime mata 30

Os ânimos no país não se acalmaram mesmo com a ausência do ditador

Em mais um dia de violência no Iêmen, 30 membros da rede Al Qaeda morreram na cidade sulista de Zinjibar, na madrugada de segunda para terça-feira. Segundo autoridades, entre os mortos estaria um dos chefes locais da organização terrorista.

O ministério da Defesa iemenita avisou que Zinjibar está dominada por rebeldes suspeitos de ligação com a rede Al Qaeda, o que teria dado início a confrontos na cidade. Antes havia sido informado que 15 pessoas, incluindo nove militares, teriam morrido em um ataque do Exército contra Zinjibar, de acordo com fontes do serviço médico.

O confronto interminável entre tropas do governo e opositores é um sinal de que os ânimos não se acalmaram no país mesmo com a ausência do ditador, Ali Abdullah Saleh, que passa por tratamentos médicos na Arábia Saudita.

Saleh – Na Arábia Saudita, o presidente do Iêmen parece não estar se recuperando tão bem dos ferimentos sofridos durante o ataque contra o palácio presidencial na sexta-feira passada. Segundo fontes anônimas ouvidas pela rede americana CNN, o ditador estaria com 40% do corpo queimado e um dos pulmões comprometido devido a uma ferida de sete centímetros de profundidade.

Grã-Bretanha – Temendo a intensificação da violência, que parece estar longe de cessar, a Grã-Bretanha decidiu enviar, nesta terça, cerca de 80 fuzileiros navais à costa do Iêmen para resgatar cidadãos britânicos no país. “Devido à deterioração da situação política no Iêmen, os ministérios das Relações Exteriores e da Defesa têm planos emergenciais de evacuação de ingleses caso seja necessário. Na dúvida, os militares estão na região do Golfo Pérsico à postos para auxiliar”, afirmou um comunicado.