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Hillary defende direitos reprodutivos das mulheres na Rio+20

Rio de Janeiro, 22 jun (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, defendeu nesta sexta-feira os direitos reprodutivos das mulheres e uma economia de inclusão como garantia de prosperidade, ao discursar na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

‘As mulheres precisam ter o poder de tomar decisões sobre quando e onde desejam ter filhos’, manifestou a chanceler dos Estados Unidos, momento em que foi interrompida brevemente por aplausos dos presentes no salão plenário do centro de convenções Riocentro, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Hillary disse que os EUA continuarão trabalhando para ‘garantir que esses direitos sejam respeitados em acordos internacionais’.

Os ‘direitos reprodutivos’ das mulheres foram amplamente debatidos nas negociações do documento final da Rio+20, que acabou se referindo à ‘saúde’ reprodutiva, aparentemente por pressões do Vaticano e de países árabes.

O assunto também foi tratado na cúpula de líderes mulheres realizada na quinta-feira na Rio+20, organizada pela ONU-Mulheres.

Ela destacou que o documento final, que deve ser aprovado nesta sexta-feira pelos líderes, ‘contém propostas essenciais’, mas o mais importante de tudo, em sua opinião, é que introduz ‘uma nova forma de pensar’.

Hillary ressaltou ainda o papel das mulheres como ‘forças motoras’ para o desenvolvimento sustentável e defendeu que sejam incluídas nos programas que buscam alcançar esse objetivo. ‘A única economia próspera e sustentável é a inclusiva’.

A secretária de Estado lembrou que, antes de pronunciar seu discurso na Rio+20, anunciou em entrevista coletiva a criação de um fundo de US$ 20 milhões para projetos de energia limpa na África que estará aberto à contribuição de empresas privadas.

‘O único modo de levar progresso é proteger o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável’, expressou a chefe da diplomacia americana, que disse esperar que iniciativas como essa incluam empresas e organizações da sociedade civil.

Segundo ela, o crescimento econômico e o desenvolvimento não é um problema só de alguns países, mas uma questão de todos. Por isso, pediu a formação de alianças para não desperdiçar as oportunidades do presente e avançar rumo ao desenvolvimento sustentável.

‘Sabemos que não nos julgarão pelo que dissermos ou pelas boas intenções, mas pelos resultados que conseguirmos para a população atual e para as futuras gerações. Não podemos fracassar’, enfatizou. EFE

joc/sa

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