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Hezbollah ameaça Israel em caso de ataque ao Líbano

Beirute, 11 mai (EFE).- O chefe do grupo xiita libanês Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, advertiu Israel nesta sexta-feira que, se o Estado judaico voltar a atacar o território libanês, suas milícias já estão preparadas para responder com a mesma força, não apenas contra Tel Aviv, mas também contra outras regiões do país.

‘Seremos capazes não só de atingir alvos específicos em Tel Aviv, mas em vários lugares da Palestina ocupada’, ameaçou Nasrallah durante um discurso por videoconferência ante milhares de seus seguidores.

O líder do Hezbollah fez o pronunciamento por ocasião do término do projeto de reconstrução de grande parte do Dahia (arrabalde sul de Beirute), destruído por Israel durante a guerra de 2006.

‘Acabou o tempo em que nossas casas eram destruídas e as deles não, assim como o tempo em que nós tínhamos de fugir e eles não. Chegou o momento em que nós sobreviveremos e eles não’, ressaltou o xeque.

Ele destacou que, quando Israel bombardeou o Dahia em 2006, o Hezbollah poderia ter atacado Tel Aviv, mas não o fez para preservar Beirute de mais agressões.

Em seu discurso, o dirigente xiita destacou que, nesta sexta-feira, se celebra ‘a vitória da reconstrução sobre a guerra de destruição’, em alusão às obras finalizadas no Dahia.

Cumprindo a promessa que fez em 14 de agosto de 2006, horas depois do cessar-fogo com Israel, 270 prédios foram reconstruídos no bairro de Beirute de Haret Hreik (parte do Dahia) e 20 mil pessoas que ali viviam antes puderam recuperar suas casas e estabelecimentos comerciais.

O xeque também acusou Israel, EUA e seus aliados ocidentais de tentarem destruir a Síria, cujo regime é apoiado pelo movimento xiita.

‘Os EUA, Israel e alguns poderes na região buscam sua destruição porque apoiou a resistência no Líbano e Palestina’, declarou Nasrallah. Segundo ele, na Síria, agem ‘as mesmas mãos que cometeram massacres no Iraque’.

O Hezbollah, que lidera o governo libanês, travou uma guerra em 2006 contra Israel, na qual morreram 1,2 mil libaneses, em sua maioria civis. EFE