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Guiana pede que Google retire mapas com soberania da Venezuela em Essequibo

O governo da Guiana pediu nesta terça-feira ao Google que retire de seu sistema de mapas a suposta soberania da Venezuela sobre certas partes da disputada região de Essequibo. A empresa atribuiu a área ao país liderado por Nicolás Maduro, mas o governo da Guiana assegura que a região lhe pertencem.

“Queremos que o gigante tecnológico Google tire de seu sistema certos lugares da região de Essequibo que apontam que são parte da Venezuela”, disse nesta terça-feira o ministro das Relações Exteriores da Guiana, Carl Greenidge, em entrevista coletiva.

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Segundo ele, o governo da Guiana dispõe de dados que apontam que a Venezuela tem um sistema de satélite que lhe permite oferecer informação ao Google. Greenidge destacou que o Google pode não ser consciente de que a informação fornecida pela Venezuela é incorreta.

Os comentários de Greenidge surgem pelo fato de que foram publicados recentemente em vários jornais locais que o endereço da estrada pública do litoral de Essequibo foi mudado de nome no Google Maps e agora se chama Avenida 100 Bolívar, quando originalmente se chamava Rua 100 Guiana.

Greenidge ressaltou que a mudança de nome tem um impacto negativo para a soberania da Guiana sobre o território, por isso que não descartou tomar iniciativas legais sobre o assunto.

Está previsto que o presidente da Guiana, David Granger, e o da Venezuela, Nicolás Maduro, se reúnam na próxima Assembleia Geral das Nações Unidas, que será realizada no final de mês junto ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para dialogar sobre a soberania da região do Essequibo.

A disputa fronteiriça entre Venezuela e Guiana foi reativada no final do mês de maio depois que a companhia Exxon Mobil descobriu uma jazida petrolífera no litoral de Essequibo.

A disputa sobre essa zona, de 160 mil quilômetros quadrados e rica em recursos naturais, já dura um século. O litígio se remonta à época em que a Guiana era colônia britânica e está sob mediação constante das Nações Unidas desde a assinatura do Acordo de Genebra em 1966 por ambos Estados.

(Com EFE)