‘Fumei maconha e senti paz, tranquilidade e alegria’, diz ministro uruguaio

Montevidéu, 21 jun (EFE).- O secretário da Presidência do Uruguai, Alberto Breccia, confessou nesta quinta-feira ter fumado maconha em uma ocasião e ter gostado da experiência, em meio à polêmica surgida no país na esteira da proposta do governo de controlar a produção e a distribuição da droga.

‘Fumei maconha, mas não consumo habitualmente’, disse Breccia, cujo cargo tem categoria de ministro, em resposta a uma pergunta dos jornalistas.

O funcionário, que no próximo dia 3 de julho completará 66 anos e que tem doutorado em Direito, assinalou que a experiência que teve foi ‘satisfatória,’ pois sentiu ‘paz, tranqüilidade e alegria’.

No entanto, esclareceu que não voltou a fumar desde aquela ocasião. ‘Não foi uma experiência que tenha me dado vontade de continuar’, argumentou.

Breccia considerou que ‘para conhecer um determinado assunto é preciso experimentá-lo’, embora depois tenha esclarecido que ‘não em todos’ os casos.

Além disso, detalhou que a maconha que fumou foi um presente e disse não ter tido interesse em conhecer sua procedência original.

‘Foi um presente que aceitei de muito bom grado. Tinha interesse em experimentar’, ressaltou.

O secretário da Presidência, um dos colaboradores mais próximos do chefe de Estado uruguaio, José Mujica, participou na quarta-feira da entrevista coletiva com vários ministros na qual se anunciou a intenção do Estado de controlar a produção e a distribuição de maconha.

O Executivo uruguaio argumenta que atualmente o consumidor dessa droga acaba migrando para substâncias mais pesadas, como a pasta base de cocaína, associada ao aumento da delinquência juvenil.

No Uruguai o consumo de maconha não é criminalizado, mas sim sua produção e comercialização.

Parlamentares de diferentes partidos apresentaram no ano passado dois projetos para legalizar o cultivo de cannabis para uso pessoal, proposta que o governo rejeita porque considera que lhe impedirá de controlar a distribuição dessa droga e pode transformar o país em um centro regional de distribuição de maconha. EFE