Fran Drescher diz que demorou para aceitar homossexualidade de ex-marido

México, 9 mar (EFE).- A atriz americana Fran Drescher, conhecida por sua série de televisão ‘The Nanny’ (O Babá), admitiu hoje no México que lhe tomou tempo aceitar o homossexualismo de seu ex-esposo e assegurou que agora são bons amigos e ela vive tranquila e feliz.

Drescher está na Cidade do México para promover a nova série de televisão ‘Happily Divorced’, na qual retoma sua experiência pessoal e aborda a vida de uma mulher após saber que seu marido é gay.

‘Dá muito mais trabalho estar feliz divorciada que feliz casada (…) isso levou muito tempo, (mas) desde que me disseram que meu marido era gay fui elevada à categoria de Judy Garland’, explicou a artista em entrevista coletiva.

A atriz, que foi indicada ao Globo de Ouro e ao Emmy, além de sobreviver a um câncer, reconheceu que o novo projeto se concretizou graças à aceitação de seu ex-companheiro.

‘Meu ex-esposo (Peter Marc Jacobson) e eu somos grandes amigos na vida real e por isso decidimos fazer esta série’, afirmou.

‘Quis contar minha própria vida, meu marido agora é meu ex-esposo e gay. A mensagem global da série é amor e se a princípio as pessoas são felizes casadas, por que não ser felizes divorciadas’, disse.

Ela antecipou que na nova série, que estreará no próximo domingo 22 de abril, se procura abordar o tema do homossexualismo com humor.

”Happily Divorced’ é uma série que se centra na vida de uma florista (Drescher) em Los Angeles, cujo casamento termina após 18 anos quando seu marido (John Michael Higgins) anuncia que é gay e não pode pagar sua mudança’, detalhou.

‘Peter buscará se integrar no mundo gay enquanto Fran buscará um lugar na comunidade das solteiras. Contamos com os mesmos escritores do projeto de ‘The Nanny’, a comédia é a mesma: fazer rir através de sentimentos reais com mensagens que envolvem muitos significados’, acrescentou.

Por outro lado, Drescher assegurou que na vida pessoal vai continuar promovendo trabalhos altruístas, como o fez em seu tempo no México com o magnata Carlos Slim para projetos educativos e convidou os jovens do país a ‘seguirem seus estudos’. EFE