FN supera recorde de votos, mas não vence em nenhuma região

A legenda dirigida por Marine Le Pen não conseguiu o apoio esperado dos eleitores e foi ultrapassada na votação por republicanos e socialistas

Com o apoio de 6,6 milhões de eleitores no segundo turno, a ultradireitista Frente Nacional da França superou neste domingo seu recorde de votos em uma eleição. Ainda assim, o partido não conseguiu a maioria em nenhuma das circunscrições. Essa votação era tida como um dos termômetros mais importantes para a disputa à Presidência em 2017.

A legenda dirigida por Marine Le Pen superou em pelo menos 200.000 votos seu recorde anterior, conseguido nas presidenciais de 2012 – na época, ficou em terceiro lugar nas urnas, sendo vitoriosa em seis das 13 regiões. Com um discurso anti-europeu e anti-imigração, reforçados depois dos atentados em Paris, imaginava que seu partido conseguiria, agora, um número maior de eleitores. Desta vez, nenhum candidato do partido ultranacionalista foi o mais votado em uma região, o que lhes impossibilitará conseguir algum governo local. “Nada vai poder nos segurar”, minimizou Marine Le Pen, depois da divulgação dos resultados.

O partido conservador Republicano, comandado pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, de centro, foi o mais votado, com 9,5 milhões de votos, 40% do total. Isso permitiu que a sigla ganhasse sete das 13 regiões em jogo, contra uma apenas que tinham desde as últimas regionais de 2010. Sarkozy alertou para que, apesar do bom resultado no segundo turno, não devem “sob nenhum pretexto, fazer esquecer as advertências” do primeiro turno.

Os candidatos socialistas do atual chefe do Governo, François Hollande, que se fundiram em algumas regiões com ecologistas e neocomunistas, conseguiram 6,7 milhões de sufrágios, quase 29% do total — um resultado muito melhor do que previam as pesquisas. Com essa quantidade de votos, eles conseguiram o poder em cinco regiões, além da Córsega, onde se aliaram aos nacionalistas.

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(Com EFE, AFP e Reuters)