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Ex-ministro Caid Essebsi é nomeado novo premiê tunisiano

Mohammed Ghannouchi apresentou sua renúncia neste domingo. Policiais e manifestantes voltaram a se enfrentar violentamente mais cedo na Tunísia

O presidente interino da Tunísia, Foed Mebazaa, anunciou neste domingo a nomeação do ex-ministro Beji Caid Essebsi para o cargo de premiê de transição para suceder Mohammed Ghannouchi, que se demitiu após 48 horas de manifestações. Forças de segurança entraram em confronto com manifestantes que exigiam a remoção de alguns ministros do governo interino.

Neste domingo, os violentos confrontos de rua voltaram a tumultuar o centro de Túnis, polarizando forças policiais, que usaram gás lacrimogêneo, e manifestantes, que pediam a renúncia do governo de transição do país e de Ghannouchi. Este foi um aliado de longa data do presidente Zine El Abidine Ben Ali, que deixou o país no dia 14 de janeiro após consecutivos protestos.

Apesar da proibição imposta para a circulação de pedestres e veículos, vigente desde a noite deste sábado na avenida Habib Bourguiba, milhares de pessoas foram àquela que é considerada a principal artéria urbana da capital e às ruas adjacentes, gritando palavras de ordem contra o governo.

Os manifestantes se dividiram em dois grupos. O primeiro começou a lançar pedras contra as forças policiais, distribuídas em grande número pela avenida e apoiadas por blindados da Guarda Nacional. Esse grupo ateou fogo a pneus, latas de lixo e a uma motocicleta estacionada nas imediações. Já o segundo grupo de manifestantes se concentrou perto da embaixada da França e instalou barricadas na rua.

As forças policiais tentaram dispersar os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e tiros de advertência para o ar. Um terceiro grupo formado por centenas de manifestantes se uniu posteriormente ao protesto na avenida Bourguiba, gritando palavras de ordem contra Ghannouchi.

Pelo menos três pessoas morreram no sábado e outras 85 ficaram feridas nos enfrentamentos na capital entre a polícia e os manifestantes, confirmaram fontes do Ministério de Interior tunisiano.

(Com agências France-Presse e EFE)