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EUA podem enviar mais armamentos para a península coreana

Americanos enviarem um bombardeiro B-52 para realizar um voo sobre a Coreia do Sul. Preocupada com a escalada militar, China cobrou “prudência e moderação” das partes

Os Estados Unidos e a aliada Coreia do Sul discutiram nesta segunda-feira o envio de mais armamentos estratégicos americanos para a península coreana, um dia depois de um bombardeiro B-52 dos EUA sobrevoar a Coreia do Sul em resposta ao teste nuclear da Coreia do Norte na semana passada. A Coreia do Norte informou ter detonado uma bomba de hidrogênio na quarta-feira, o quarto teste nuclear do país desde 2006, irritando a China, principal aliada do regime norte-coreano, e os Estados Unidos, que disseram duvidar que o dispositivo fosse uma bomba de hidrogênio.

Em uma demonstração de força e apoio aos aliados na região, os Estados Unidos enviaram no domingo um bombardeiro B-52 com capacidade nuclear baseado em Guam para realizar um voo sobre a Coreia do Sul. O jornal da Coreia do Norte Rodong Sinmun, do partido único que governa o país, disse que os Estados Unidos estão levando a situação para a beira de uma guerra. Segundo imprensa da Coreia do Sul, os EUA podem enviar ao país bombardeiros, submarinos nucleares e caças F22.

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Prudência – O governo chinês pediu nesta segunda “prudência e moderação” após os EUA enviarem um bombardeiro B-52 à península coreana. “Manter a paz e a estabilidade no nordeste da Ásia responde ao interesse comum, esperamos que todos os envolvidos atuem com moderação e prudência e evitem elevar as tensões”, disse hoje Hong Lei, porta-voz do ministério de Relações Exteriores da China.

O porta-voz chinês explicou em entrevista coletiva que a China gostaria de trabalhar com todas as partes para manter a comunicação e retomar o processo de negociações sobre o programa nuclear norte-coreano “o mais rápido possível”. Pequim, principal parceiro da Coreia do Norte, acompanha “muito de perto” a situação na península, e hoje voltou a manifestar sua oposição ao teste nuclear realizado na quarta-feira por Pyongyang.

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(Da redação)