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EUA pedem que Israel limite baixas civis em Gaza

Recado para aliado ocorre quando número de palestinos mortos já supera 1.300

Os Estados Unidos estão pressionando o governo israelense para que suas Forças Armadas trabalhem no sentido de diminuir o número de baixas civis durante a operação militar contra os terroristas do Hamas na Faixa de Gaza. Até o momento, mais de 1.300 palestinos morreram desde o início da ofensiva, há três semanas. Do lado israelense, morreram 56 soldados e três civis.

“Estamos sendo bem claros que Israel precisa fazer mais para aumentar seus próprios padrões e limite o número de baixas civis”, disse nesta quarta-feira o secretário de imprensa da Casa Branca, Eric Schultz.

A opinião é compartilhada pelo Departamento de Estado dos EUA. Segundo a porta-voz do ministério, Marie Harf, os EUA entendem que Israel está sendo forçada a agir porque o Hamas está escondendo foguetes em meio à população civil de Gaza. “O Hamas está agindo de uma forma que coloca os civis em risco, mas Israel precisa fazer mais”.

Mais cedo, a Casa Branca condenou o bombardeio a uma escola da Organização das Nações Unidas (ONU) em Gaza nesta quarta-feira que, segundo estimativas de autoridades locais, matou pelo menos 19 palestinos abrigados no local.

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“Estamos extremamente preocupados que milhares de palestinos desabrigados que receberam aviso do Exército israelense para deixarem suas casas não estejam seguros em abrigos designados pela ONU em Gaza”, disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Bernadette Meehan. “Condenamos também os responsáveis por esconder armas em instalações das Nações Unidas em Gaza.”

Aliados – Desde o início da operação militar, o Hamas já lançou 2.753 foguetes em direção ao território israelense. Apesar do poder de fogo e da capacidade de provocar estragos, especialistas afirmam que o grupo terrorista está mais isolado do que nunca, ao contrário do que aconteceu em embates anteriores com os israelenses.

Desta vez, de acordo com uma reportagem do jornal The New York Times, o Egito, que voltou a ser governado recentemente pelos militares, está liderando uma coalizão de Estados Árabes que inclui a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e a Jordânia, que se alinhou com Israel em sua luta contra o Hamas.

“A desonfiança e o medo do islamismo político é tão grande entre os Estados árabes que supera a alergia que eles sente do [primeiro-ministro israelense] Benjamin Netanyahu”, disse David Miller, professor do Wilson Center em Washington e antigo negociador dos EUA para o Oriente Médio. “Eu nunca tinha visto isso, uma situação em tanto Estados árabes aquiescendo com mortes e destruição em Gaza. O silêncio é definidor”, disse.

(Com agência Reuters)