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Estrutura e origens do G20

Cidade do México, 15 jun (EFE).- O G20 é um fórum de consulta internacional que funciona com uma complexa arquitetura, que se adapta com o tempo e que tem como pilares fundamentais os ministros da Fazenda e os altos representantes conhecidos como ‘sherpas’.

As complexidades começam pelo mesmo nome, porque, embora a reunião de Los Cabos de 18 e 19 de junho será a cúpula do G20, na mesa estarão representantes de 25 países e de organizações internacionais.

O bloco surgiu dos países do G8 (Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Itália, França, Reino Unido e Rússia) e incorporou a União Europeia (UE) e 11 economias em desenvolvimento (Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Turquia) que representam os cinco continentes.

Para esta ocasião, o México convidou uma série de países a fim de ampliar este fórum de consultas internacionais. Os convidados especiais para esta cúpula são Benin, Camboja, Etiópia, Chile e Colômbia, seja porque lideram organizações regionais ou por sua importância no atual contexto mundial.

Mas, além disso, também terão sua cadeira na cúpula representantes de organizações como ONU, Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Organização Mundial do Comércio (OMC) e Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

Algumas dessas organizações exercem um papel-chave na Presidência rotativa do México porque este país somou aos debates do G20 temas como segurança alimentar e economia verde para que fiquem implantadas na agenda do fórum.

Considerando que, em sua origem, o G20 foi criado para enfrentar as crises financeiras internacionais, o ‘canal de finanças’ representa um dos pilares do fórum, com reuniões periódicas distribuídas em sete áreas das quais também participam os chefes dos bancos centrais.

Antes que os chefes de Estado compartilhem a mesa no dia 18 de junho, está previsto que os vice-ministros de Finanças realizem uma reunião em Los Cabos para definir os temas que serão aprovados na cúpula.

Somado a isso, os ‘sherpas’ (altos representantes), com um perfil mais político, também se reuniram periodicamente e se unirão aos vice-ministros de Finanças às vésperas da cúpula para encerrar os temas.

O chamado ‘canal dos sherpas’ supervisiona sete áreas: Desenvolvimento, Economia Verde, Agricultura, Emprego, Corrupção, Turismo e Negócios.

Para analisar esses temas, os diversos grupos se reuniram no nível de especialistas, representantes ou ministros, e suas conclusões fazem parte dos temas que estarão na mesa de Los Cabos.

Por iniciativa do México, a reunião do G20 incorporou neste ano os ministros das Relações Exteriores, que se reuniram em Los Cabos nos dias 19 e 20 de fevereiro para reforçar a vinculação que existe entre política e economia.

Não está decidido ainda se esse mecanismo de consulta entre os ministros das Relações Exteriores ficará como permanente.

Por ser um fórum de consulta, os responsáveis da iniciativa estão cientes de que os acordos que forem aprovados no G20 não são vinculantes, e não há previsões de que quem não cumprir o acordo seja excluído do grupo.

Neste sentido, o fórum assume que o cumprimento dos acordos só depende da colaboração de seus membros para implementá-los. EFE