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Estado de Mandela é muito crítico, diz filha mais velha

Ex-presidente abre os olhos e reage ao tato, mas respira por aparelhos

O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, de 94 anos, está em um estado “muito crítico”, embora ainda consiga abrir os olhos e reaja ao tato, disse nesta quinta-feira a sua filha mais velha, Makaziwe Mandela. A família de Mandela está reunida no hospital de Pretória, onde o ícone da luta contra o apartheid está internado e respirando por aparelhos.

“Seu estado é muito crítico, pode ocorrer qualquer coisa de forma iminente. Não quero mentir, ele não tem bom aspecto”, disse Makaziwe à rádio pública SAFM. “Mas quero enfatizar de novo que somente Deus sabe quando ele deve partir, então vamos esperar”, completou Makaziwe. Pouco antes, o governo sul-africano anunciou que a saúde de Mandela – em estado crítico desde domingo passado – havia piorado durante as últimas 48 horas.

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O presidente sul-africano, Jacob Zuma, cancelou ontem sua viagem a Moçambique prevista para esta quinta após visitar Mandela e comprovar que o líder seguia em estado crítico. A ministra de Defesa, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, responsável pela segurança e o cuidado dos ex-presidentes e dos funerais de estado, também esteve no hospital.

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Na entrada da Medi-Clinic Heart Hospital, em Pretória, dezenas de pessoas deixam mensagens de apoio a Madiba, como o ex-presidente é conhecido na África do Sul. Entre eles, destaca-se um grupo de membros das Juventude do Congresso Nacional Africano (CNA), o partido que Mandela liderou.

Nelson Mandela lutou durante 67 anos contra o regime do apartheid e permaneceu 27 anos preso, motivo dos problemas respiratórios dos quais sofre recorrentemente. Após ser libertado em 1990, Madiba liderou junto ao último presidente do apartheid, Frederik De Klerk, o desmantelamento pacífico do regime segregacionista. Eleito presidente em 1994, Mandela alcançou uma relativa paz racial, depois de mais de quatro décadas de dominação da minoria branca. Ele é mundialmente reconhecido como um símbolo da democracia.

(Com agência EFE)