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ELN liberta jornalistas holandeses sequestrados na Colômbia

A guerrilha não afirmou em que área os libertou nem a quem os entregou

A guerrilha do Exército da Libertação Nacional (ELN), que atualmente negocia a paz com o governo de Bogotá, anunciou nesta sexta-feira a libertação de dois jornalistas holandeses que foram sequestrados no noroeste do país, na segunda-feira. Pelo Twitter, o grupo assegurou que os jornalistas estão  em “perfeitas condições”.

“Informamos que os dois estrangeiros capturados pelo ELN em Catatumbo (departamento Norte de Santander, fronteira com a Venezuela) já foram libertados em perfeitas condições”, indicou o grupo rebelde em seu Twitter.

Sequestro

O ELN, última guerrilha ativa do país, admitiu na véspera que estava com Derk Johannes Bolt, de 62 anos, e Eugenio Ernest Marie Follender, de 58 anos, sequestrados no início da semana no município de El Tarra, no Norte de Santander. Os repórteres trabalham para o programa Spoorloos, que ajuda holandeses adotados a encontrar suas famílias biológicas em todo mundo. Seu site afirma que, desde seu lançamento em 1990, receberam mais de mil pedidos de ajuda por ano.

A guerrilha, que iniciou em fevereiro os diálogos de paz com o governo de Juan Manuel Santos em Quito, não afirmou em que área os libertou, nem a quem os entregou.

O governador do Norte de Santander, William Villamizar, informou na quinta-feira que uma comissão humanitária fazia a gestão da libertação na zona de El Tarra. Após a ação, o chefe negociador do governo com esta guerrilha, Juan Camilo Restrepo, advertiu que o sequestro dos comunicadores “dificulta” as negociações com o ELN, com as quais buscam acabar com o conflito armado de mais de meio século, e que já deixou 260.000 mortos e 60.000 desaparecidos.

Com o diálogo com o ELN, realizados em meio à conflagração, o governo de Juan Manuel Santos busca a “paz completa” após a assinatura em novembro de um acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Os holandeses foram sequestrados na mesma zona que, em maio de 2016, capturaram a jornalista colombiana-espanhola Salud Hernández e dois profissionais colombianos da emissora de televisão RCN.

(Com AFP)