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Continente americano é o mais violento do mundo, diz OEA

Estudo mostra que região contabilizou uma morte violenta a cada quatro minutos, quase o dobro da média mundial, entre os anos de 2000 e 2010

A Organização dos Estados Americanos (OEA) alertou nesta segunda-feira que o continente americano é a região mais violenta do mundo, com o registro de uma pessoa morta a cada quatro minutos, segundo um relatório apresentado pela Secretaria de Segurança Multidimensional do organismo.

“Desde que comecei a falar, aconteceu pelo menos um homicídio doloso e, quando eu acabar, terão ocorrido entre oito e dez”, lamentou o responsável desta secretaria, Adam Blackwell, que apresentou o relatório sobre segurança nas Américas no marco da 41ª Assembleia Geral que a OEA realiza até esta terça-feira em San Salvador.

Blackwell indicou que acontecem no mundo oito mortes violentas a cada 100 mil habitantes, enquanto essa taxa quase sobra na região, com 14,9 casos a cada 100 mil.

Seis países, os quais não identificou, superam 44 homicídios a cada 100 mil habitantes; na comunidade Andina; a taxa é de 32,9, enquanto no caso dos países do NAFTA (Estados Unidos, Canadá e México) cai a 7,1.

Blackwell avalia que isto demonstra “grandes diferenças” entre os países e, segundo ele, “não se pode cair no erro” de considerar as Américas uma região “homogênea”, pelo que cada país “deve adaptar seus esforços a suas próprias realidades”.

Este relatório, que recolhe dados das Américas entre o ano de 2000 e 2010, “não é para castigar mais um país ou uma região”, mas para evidenciar que “é preciso enfrentar esta crise”.

O secretário indicou que há muitos fatores que influenciam esta situação, como “a desigualdade, a pobreza, a educação”, e estes números mostram que “é preciso buscar melhores soluções”.

A 41ª Assembleia Geral da OEA está focada no tema da segurança cidadã nas Américas, e os países-membros do organismo buscam um consenso para aprovar uma resolução que inclua as diretrizes de uma política coordenada para combater a violência e a insegurança no continente.

(com Agência EFE)