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Conselho de Segurança aprova envio de observadores à Síria

Nações Unidas, 14 abr (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU aprovou neste sábado por unanimidade o envio dos 30 primeiros observadores internacionais à Síria com a missão de acompanhar o cumprimento do plano de paz pelo Governo e a oposição desse país árabe.

‘Damos as boas-vindas a aprovação desta resolução, mas lamentamos essa atitude só estar acontecendo depois de mais de um ano de tanto sofrimento ao povo sírio’, disse o embaixador do Reino Unido perante a ONU, Mark Lyall Grant, após a votação do principal órgão de segurança internacional.

Os 15 sublinharam o trabalho do enviado especial da ONU e a Liga Árabe, Kofi Annan, nas seis semanas em que está administrando o conflito político que causou milhares de mortos.

Após intensas negociações, Moscou e Pequim autorizaram esta resolução sobre a Síria, a primeira que o Conselho de Segurança – que em abril é presidido pelos Estados Unidos – conseguiu pactuar depois de 13 meses de conflito no país árabe e que é também seu primeiro documento de maior categoria com relação a essa crise.

O embaixador alemão perante a ONU, Peter Wittig, destacou que ‘esta é a primeira resolução do Conselho de Segurança’ sobre a crise síria, ‘e é preciso dar as boas-vindas à unidade do Conselho. Chega tarde, mas não demais’.

Rússia e China exerceram já seu direito de veto em duas ocasiões para evitar uma resolução de condenação contundente a Damasco.

A resolução adotada por unanimidade neste sábado entre os 15 permite o envio ‘de 30 observadores militares desarmados’, que serão encarregados de ‘ter contato com as partes e iniciar um relatório sobre o fim da violência armada de todo tipo por todas as partes’.

Com relação ao desdobramento da missão completa, um dos pontos ao qual a Rússia se opõe, o texto aprovado indica unicamente que ‘pede ao Governo sírio e às partes que garantam que esta missão avançada possa cumprir com seu papel’.

O plano de paz exige de todas as partes o imediato fim da violência e das violações dos direitos humanos, assim como a garantia do acesso de equipes humanitárias ao país, facilitar a transição política síria em direção à democracia, o início do diálogo político e permitir o acesso da imprensa, entre outros.

Na Síria, os grupos opositores informaram neste sábado sobre a morte de 16 pessoas por disparos durante um funeral na cidade síria de Aleppo (norte) e bombardeios esporádicos em Homs (centro), enquanto o regime de Bashar al Assad acusou ‘grupos terroristas’ pelos incidentes.

O conflito na Síria começou há 13 meses, nesse período mais de 9 mil pessoas morreram, 200 mil foram deslocadas para outras regiões do país e mais de 30 mil refugiaram-se em nações vizinhas. EFE