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Colaboradora da ETA condenada é presa no País Basco

Madri, 27 jun (EFE).- A Polícia espanhola deteve nesta quarta-feira em Bilbao (País Basco) Maialen Zuazo Aurrekoetxea para que comece a cumprir uma condenação de sete anos de prisão por colaboração com o grupo terrorista ETA.

A colaboradora da ETA havia sido presa em sua casa de Bilbao em julho de 2008 junto com seu namorado, responsável do ‘comando Vizcaya’ da ETA, Arkaitz Goikoetxea, que planejou um atentado contra o juiz da Audiência Nacional Fernando Grande-Marlaska. Na casa, foram achados uma pistola, um revólver, um detonador elétrico e três cartões de memória.

Segundo o Ministério do Interior, Maialen tinha sido condenada por alojar e ocultar vários membros do ‘comando Vizcaya’ e estava atualmente em fuga. Cinco dias após sua prisão, o juiz da Audiência Nacional Baltasar Garzón ordenou o ingresso na prisão da colaborada, processada em janeiro de 2010.

A espanhola foi libertada após pagar uma fiança, mas em abril de 2011 foi condenada pela Audiência Nacional a sete anos de prisão.

A Polícia prendeu Maialen 24 horas depois da operação realizada na cidade francesa de Albi, perto de Toulouse, na qual foram detidos dois supostos membros da ETA, Ugaitz Errazkin Telleria e José Javier Osés Carrasco.

O ministro do Interior, Jorge Fernández Díaz, afirmou que estas últimas prisões de supostos membros da ETA, inclusive a última em Bilbao, evidenciam que o Governo espanhol não está disposto a negociar com a ETA ou seus presos.

Em declarações aos jornalistas, Díaz afirmou que com as últimas três detenções, neste ano já foram presas e postas à disposição judicial 14 pessoas por suposta vinculação com a organização terrorista ETA.

‘Isto evidencia que quando estamos dizendo que não negociamos nem vamos negociar em nenhum momento nem com a ETA nem com seus presos, estamos dizendo a verdade’, ressaltou.

O ministro lembrou que em 20 de outubro, a ETA anunciou a cessação definitivo de sua atividade terrorista, mas advertiu que ainda falta uma dissolução incondicional. EFE