Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Cinco capacetes azuis franceses ficam feridos em explosão no Líbano

Cinco capacetes azuis franceses no Líbano ficaram feridos em uma explosão que atingiu seu comboio na cidade litorânea de Saïda, no sul do país, afirmou à AFP o porta-voz da Força da ONU, Neerja Singh.

“Por volta das 18h00 (12h00 de Brasília), uma explosão atingiu um comboio da Finul na estrada de Saïda”, afirmou Singh.

“Cinco capacetes azuis ficaram feridos na explosão, e três foram hospitalizados. Os investigadores da Finul estão no local e atuam em coordenação com o Exército libanês para determinar as circunstâncias do incidente”, acrescentou.

“A explosão ocorreu no momento em que o veículo passava pela estrada litorânea, próximo ao acesso sul da cidade”, declarou à AFP um membro dos serviços de segurança que pediu para não ser identificado.

A carga explosiva foi colocada na beira da estrada, segundo um porta-voz do Exército.

A explosão, que foi ouvida na cidade de Saïda, destruiu a frente do veículo de transporte de tropas, assim como alguns carros estacionados nas proximidades. Partes do veículo da Finul foram espalhadas a uma distância de vinte metros do local da explosão, e o Exército isolou a área.

O ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, condenou fortemente o ataque.

“Condeno com a maior firmeza o atentado praticado esta tarde contra a Finul, que deixou seis feridos entre os capacetes azuis franceses”, declarou Juppé em um comunicado, lembrando que “as autoridades libanesas estão atuando para que os responsáveis sejam julgados”.

“A segurança e a liberdade de movimento dos soldados da Finul devem ser garantidas”, insistiu, ressaltando o compromisso da França “em favor da segurança, da estabilidae, da independência e da soberania do Líbano”.

O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, telefonou para o embaixador da França no Líbano, Denis Pietton, para condenar esse atentado “imoral”, segundo seu gabinete de imprensa. Ele também ordenou a abertura imediata de uma investigação.

No dia 27 de maio, um outro atentado a bomba em Saïda feriu seis capacetes azuis italianos, sendo dois com gravidade. O ataque não foi reivindicado.

Desde 2006, a Finul tem sido alvo de vários atentados, cujos autores não foram identificados. O mais violento foi registrado em junho de 2007, quando seis capacetes azuis, três espanhóis e três colombianos, morreram na explosão de um carro-bomba próximo a sua patrulha.

A Força, atualmente liderada pela Espanha, possui 13.000 homens provenientes de diversos países, principalmente da Itália, que colabora com 2.500 militares.

Ela está mobilizada no sul do Líbano, onde seus soldados patrulham as estradas em uma região em que o Hezbollah não mantém mais a presença de homens armados desde 2006.