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Chanceleres divergem sobre declaração final na Cúpula das Américas

Os chanceleres não atingiram um consenso sobre a declaração final da VI Cúpula das Américas, devido ao fato de Estados Unidos e Canadá terem vetado parágrafos que defendiam a presença de Cuba no encontro, informou nesta sexta-feira o ministro argentino de Relações Exteriores, Héctor Timerman.

“Lamentavelmente, Estados Unidos e Canadá vetaram os dois artigos sobre Cuba e aí a discussão terminou”, disse Timerman a jornalistas ao sair do encontro.

“Não há declaração porque não vamos levar aos presidentes uma declaração vetada”, completou o chanceler argentino.

Contudo, o ministro de Relações Exteriores uruguaio, Luis Almagro, defendeu essa declaração ao afirmar que no sábado “os presidentes podem considerar tudo desde o começo e seguramente vão ter a mesma discussão política”.

“Seria muito importante que de qualquer forma existisse uma declaração dos 32 presidentes que estiveram de acordo sobre a necessidade da presença de Cuba na próxima Cúpula das Américas”, completou.

Nicolás Maduro, chanceler da Venezuela, o principal aliado de Cuba na região, expressou no entanto seu desejo de que “a posição de dignidade, de apoio a Cuba, de solidariedade ratificada por toda América do Sul, Caribe e América Central, seja colocada em um documento. Isso é o que vamos conversar agora”.

Cuba é o único país americano que não participa da Cúpula das Américas, cuja primeira edição foi realizada em Miami (Estados Unidos) em 1994.

Em protesto a essa exclusão, o presidente do Equador, Rafael Correa, decidiu não participar desta cúpula em Cartagena.