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Casa Branca monitora lealdade a Trump em departamentos

Reportagem do jornal 'Washington Post' revela que o presidente tem "assessores" em cada departamento, que respondem à Casa Branca

Há dois meses no cargo, o presidente do Estados Unidos, Donald Trump, ainda não está seguro de que seus secretários seguem à risca sua agenda política. Para driblar as dúvidas, o republicano mantém um “assessor político” em cada agência do governo, com a intenção de monitorar a lealdade dos membros de seu gabinete, revelou o jornal Washington Post.

Em reportagem publicada nesta segunda-feira, o Post revela que oito membros da administração de Trump confirmaram a existência de dezesseis assessores do presidente, em todas as secretarias (equivalentes aos ministérios no Brasil). Segundo documento publicado pelo site ProPublica, os agentes de lealdade também estão presente em agências menores, como a Nasa.

Abertamente, os assessores são responsáveis por agir como elo entre a Casa Branca e as agências governamentais. Contudo, de acordo com fontes do Post, sua missão principal é garantir que os secretários sigam a agenda presidencial. A preocupação dos líderes americanos com a lealdade do gabinete não é inédita, porém, é a primeira vez que um esquema de monitoramento desse tipo é organizado.

Segundo o Post, há divergências sobre a função dos assessores na rotina dos setores. Especialmente em equipes com poucos membros, como os departamentos de Transporte e do Interior, funcionários os descreveram como “parte do time”. Na Agência de Proteção Ambiental, por outro lado, o administrador Scott Pruitt teria banido o enviado de Trump, ex-senador Don Benton, de reuniões. “Oficiais disseram que ele se intromete tão frequentemente em discussões sobre políticas que foi desconvidado de várias delas”, informa a reportagem.

O que torna a situação peculiar – e diferente das administrações de Barack Obama, George W. Bush ou Bill Clinton – é que os assessores não respondem ao secretário do departamento em que atuam, mas ao vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Rick Dearborn. Um membro de sua equipe, John Mashburn, realiza conferências semanais com os “enviados”, que ficam em constante contato com a equipe da Presidência.

Comentários

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  1. Ou você baba meu ovo ou está fora…Lindo! Depois se diz presidente de uma democracia. Esse, busca a cada dia que passa, seu algoz. E vai encontrar.

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  2. Antonio Pedro

    O Obama e outros tanto presidentes antes deles fizeram e só na vez do Trump é ditadura!
    Eta povinho ridic_ulos, é cada Aloisios B(urros) que aparecem!

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  3. E você Antonio Pedro…é a sumidade em pessoa.

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  4. É como no tempo dos nazistas… sempre tinha um oficial da SS para vigiar os outros… na antiga URSS também… vai ver o bufão recebeu conselhos do Putin… e as bolsonaretes já pularam… bando de idiotas ignorantes.

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  5. Ricardo Andreucci

    Monitoramento é típico da polícia política muito comum em países comunistas e totalitários. Quem diria que estou falando dos EUA ? Ninguem !!

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