Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Boko Haram liberta 21 meninas sequestradas em Chibok

As meninas foram negociadas com o grupo extremista por intermédio da Cruz Vermelha e do governo da Suíça

O grupo extremista Boko Haram libertou, nesta quinta-feira, 21 das estudantes sequestradas em Chibok, há mais de dois anos. As estudantes foram entregues ao governo nigeriano, após negociações facilitadas pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha e pelo governo da Suíça, de acordo com o porta-voz da presidência, Garba Shehu.

Das 276 estudantes sequestradas no dia 14 de abril de 2014, 57 conseguiram fugir logo depois do sequestro e o exército confirmou ter encontrado mais uma em maio. Diversos boatos sobre a libertação de outras meninas surgiram no último ano, mas este é o primeiro resgate em massa confirmado pelo governo.

Um oficial das forças de segurança da Nigéria disse a rede BBC que as jovens foram trocadas por quatro “detentos de alto escalão” do Boko Haram, em um ponto de encontro na fronteira com Camarões. A troca não foi confirmada oficialmente pelos representantes do governo. Desde a manhã de hoje, as meninas libertadas estão sob custódia do Departamento de Estado nigeriano e devem passar por uma avaliação médica e psicológica. Segundo a fonte da BBC, muitas delas estão acompanhadas de bebês.

Leia também:
Resgatada do Boko Haram sente falta de seu marido terrorista
Terror do Boko Haram desloca um 1,5 milhão de crianças na África
Exército nigeriano afirma ter matado chefe do Boko Haram

O movimento Bring Back Our Girls (Tragam nossas meninas de volta), que luta pela libertação das jovens de Chibok sequestradas dentro de sua escola, diz estar à espera da confirmação de suas identidades. Segundo Shehu, a lista de nomes deve ser divulgada em breve.

No início de agosto, muitas das adolescentes apareceram em um vídeo publicado por seus sequestradores no YouTube, depois de meses de silêncio e dúvidas sobre seu estado de saúde. O chefe do movimento islamita, Abubakar Shekau, afirmava que as jovens se casaram com combatentes e que muitas delas morreram em bombardeios do exército. Shekau também declarou que as estudantes cristãs se “converteram à força ao Islã”.

(Com AFP)