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Boa parte da célula do atentado de Manchester já foi desmantelada

Até agora 11 detenções foram feitas e nove pessoas continuam sob custódia das autoridades inglesas

A Inglaterra já deteve uma “boa parte” da célula extremista islâmica responsável pelo atentado de Manchester, anunciou nesta sexta-feira a polícia inglesa, quatro dias após o ataque que fez 22 mortos. “Estamos satisfeitos em ter capturado alguns dos protagonistas que nos preocupavam, mas ainda há mais a fazer”, disse o responsável pelo combate ao terrorismo no país, Mark Rowley.

Segundo o oficial da polícia houve progressos “imensos” na investigação, mas ainda restam pistas “importantes” a serem investigadas. Até o momento 11 detenções foram feitas e nove pessoas continuam sob custódia das autoridades inglesas. Os suspeitos presos têm entre 18 e 44 anos. As últimas duas detenções foram realizadas na madrugada desta sexta-feira, em Manchester.

Aos poucos, a polícia reconstitui o itinerário de Salman Abedi até sua morte no atentado da Manchester Arena. Nascido em Manchester, filho de pais líbios que fugiram do regime de Muamar Kadhafi, Abedi viajou à Líbia e retornou a Inglaterra poucos dias antes do ataque.

De acordo com os jornais The Sun e The Times, Abedi passou os últimos dias antes do atentado em um apartamento alugado no centro de Manchester, perto da estação Piccadilly e da Manchester Arena, onde pode ter fabricado a bomba.

Fim de semana em alerta máximo

A Inglaterra se aproxima do primeiro fim de semana após o atentado, com vários eventos esportivos e em estado de alerta máximo. “Estamos trabalhando com os organizadores dos eventos para assessorá-los e apoiá-los para que todo mundo neste país possa assistir às centenas de eventos programados, relaxar e aproveitar”, disse Rowley.

O alerta máximo no país provocou a presença pela primeira vez de policiais armados nos trens e a suspensão das viagens escolares a Londres, além de outras medidas de vigilância para um fim de semana prolongado – segunda-feira é feriado na Inglaterra -, com grandes eventos e aglomerações previstos, como a final da Copa da Inglaterra, sábado, entre Chelsea e Arsenal.

Segundo a imprensa britânica, as autoridades pediram aos hospitais que permaneçam em alerta para a possibilidade de novos ataques.

(Com agência France-Presse)