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Ataques com bomba e disparos deixam doze mortos no Iraque

Uma nova série de ataques provocou a morte de pelo menos 12 pessoas nesta sexta-feira no Iraque, anunciaram fontes de segurança e médicas.

Uma bomba explodiu no mercado de Al-Husseiniyah, bairro de maioria xiita da periferia nordeste de Bagdá, onde um segundo artefato explosivo foi detonado após a chegada das equipes de emergência, segundo uma autoridade do Ministério do Interior.

Uma fonte médica do hospital Cheikh al-Dhari indicou ter recebido oito corpos e mais de 50 feridos.

No sul de Bagdá, três policiais foram mortos em um posto de controle em Bayaa, acrescentou o alto funcionário do Ministério do Interior, em registro confirmado por fontes médicas.

Em Samara, cidade de maioria sunita ao norte de Bagdá, onde está localizado um mausoléu que abriga as tumbas de dois imãs xiitas reverenciados, um atentado suicida com carro-bomba e disparos de obus de morteiro deixaram um peregrino iraniano morto e 12 pessoas feridas.

Nesta sexta-feira, o terrorista suicida escolheu com alvo um posto de controle na entrada sul da cidade, matando o peregrino iraniano e ferindo outros sete, assim como dois policiais e um soldado iraquianos, segundo um tenente da polícia e uma fonte médica. Outros dois peregrinos iranianos ficaram feridos na explosão de dois obuses de morteiro disparados contra a mesma área, indicaram essas fontes.

Em Ishaqi, ao sul de Samara, o corpo de uma menina de 4 anos decapitada foi encontrado nesta sexta. A criança tinha sido sequestrada na quinta-feira por homens que haviam exigido uma quantia de 10 milhões de dinares (cerca de 8.000 dólares) de seu pai, que teria se recusado a pagar, segundo um coronel da polícia.

Esses novos registros elevam a pelo menos 160 o número de pessoas mortas em atentados no Iraque depois de uma primeira série de atentados simultâneos praticada no dia 13 de junho, bastante acima das 132 vítimas registradas nas estatísticas oficiais de todo o mês de maio.