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Ataque a hotel de luxo na Líbia deixa ao menos seis mortos

O hotel Cotinhia, na capital Trípoli, é usado por delegações diplomáticas internacionais que visitam o país. Três dos mortos são estrangeiros

Pelo menos seis pessoas morreram e outras três ficaram feridas nesta terça-feira após a explosão de um carro-bomba e um ataque armado a um hotel de luxo em Trípoli. Três das seis vítimas mortais são de nacionalidade estrangeira e morreram pelos disparos de um grupo de homens armados que entrou no hotel Corinthia após a explosão do veículo. Contatado pela agência EFE, Esam al Naas, porta-voz do escritório de operações de Segurança informou que três terroristas foram os autores e um deles foi detido. A facção líbia do grupo jihadista Estado Islâmico reivindicou o ataque contra o hotel.

Os outros três falecidos são agentes de segurança que morreram por causa da explosão do carro-bomba quando estavam vigiando a entrada do hotel, acrescentou a fonte de segurança. Naas informou que, além disso, três mulheres filipinas ficaram feridas. Vários tiroteios ocorreram depois da explosão, que foi registrada às 9h00 local (5h00, em Brasília), entre os agressores e os agentes de segurança. O ataque provocou cenas de pânico e as autoridades evacuaram esta zona hoteleira de Trípoli.

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O hotel atacado se encontra sob uma estrita proteção já que nele costumam se alojar os integrantes das missões diplomáticas estrangeiras. Al Naas explicou que alguns empregados do hotel ficaram levemente feridos e houve danos materiais em vários veículos e nas fachadas do hotel e de outros edifícios adjacentes.

Naas disse ainda que o veículo que explodiu hoje foi um carro vermelho de tipo Honda, das mesmas características do carro-bomba que explodiu no último dia 17 perante a embaixada da Argélia e que deixou três feridos. Na Líbia há atualmente estruturas paralelas de governo e de Parlamento em Trípoli e Tobruk, que concorrem pelo poder. A crise líbia começou com a queda do regime do ditador Muammar Kadafi em outubro de 2011 e, desde então, o país vive uma espiral de violência e instabilidade política.

(com agências EFE e France-Presse)