A cada sete segundos uma menina é forçada a se casar, aponta ONG

Segundo a Save the Children, o casamento infantil é mais frequente em países como Afeganistão, Iêmen, Índia e Somália

A cada sete segundos uma menina de menos de 15 anos é forçada a se casar, apontou uma nova pesquisa realizada pela ONG Save the Children. Segundo o estudo, principalmente em países como Afeganistão, Iêmen, Índia e Somália, entre as garotas obrigadas a se casar com homens muito mais velhos há crianças com menos de 10 anos de idade.

Conflitos armados, pobreza e crises humanitárias são alguns dos fatores que podem expor as crianças e adolescentes ao casamento infantil, apontou a Save the Children. De acordo com a organização internacional de proteção à infância, o casamento precoce também pode desencadear uma série de outros problemas psicológicos, que prejudicam as meninas pelo resto de suas vidas.

Uma estimativa feita pela Unicef apontou que atualmente existem aproximadamente 700 milhões de mulheres que se casaram durante a infância. Segundo a agência da Organização das Nações Unidas (ONU), esse número pode crescer e beirar 1 bilhão de mulheres até 2030.

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“O casamento infantil inicia um ciclo de desvantagens que nega às meninas seus direitos mais básicos de aprender, se desenvolver e ser crianças”, afirmou a diretora da organização Helle Thorning-Schmidt. “As meninas que se casam muito cedo muitas vezes não podem frequentar a escola e são mais propensas a enfrentar violência doméstica, abuso e estupro. Eles ficam grávidas e estão expostas a DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), incluindo o HIV.”

O relatório, chamado Every Last Girl, listou os países onde é mais difícil crescer como mulher com base no nível de educação local, casos de casamentos infantis e gravidez precoce registrados, mortes maternas e número de representantes do sexo feminino na política. Chade, Níger, República Centro Africana, Mali e Somália ocuparam os últimos lugares do ranking dos piores países para meninas e mulheres.