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A Armênia lembra o genocídio

Milhares de armênios foram às ruas de Erevan, nesta terça-feira, por ocasião do 97º aniversário dos massacres de armênios sob o império otomano, o que constituiria um genocídio, segundo a Armênia, mas o termo é rejeitado pela Turquia.

Desde o amanhecer, uma multidão dirigiu-se a um memorial no alto de uma colina da capital armênia para depositar flores e acender velas, em memória das vítimas.

“Hoje, nos inclinamos, como muitas outras pessoas no mundo, em lembrança dos mortos inocentes”, declarou o presidente armênio, Serge Sarkissian, em comunicado.

Tsovinar Toumassian, 75 anos, foi homenagear o pai que, conta ela, lutou na época para tentar proteger mulheres e crianças das forças turcas.

Se os turcos “não forem obrigados a reconhecer o genocício, eles não o farão jamais. Eles acham que, com o tempo, todo o mundo esquecerá”, declarou ela à AFP.

A Turquia rejeita o termo genecídio, apesar de admitir os massacres.

A aprovação em janeiro, por deputados franceses, de um texto que previa punir, com um ano de prisão e 45.000 euros de multa a negação de genocídio reconhecida pela legislação, aí compreendido o genecídio armênio, motivou uma crise diplomática entre a Turquia e a França. O Conselho Constitucional francês, no entanto, rejeitou a lei, considerando-a contrária à “liberdade de expressão”.

As perseguições aos armênios são comemoradas no dia 24 de abril, data da detenção em 1915 em Constantinopla de mais de 200 intelectuais e dirigentes da comunidade armênia, um acontecimento que marcou o início de uma onda de massacres e de deportações que prosseguiram até 1917.

Para os armênios, o genocídio fez mais de 1,5 milhão de mortos, mas a Turquia admite entre 300.000 e 500.000 mortos.