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7 policiais e 9 sem-terra morrem em confronto no Paraguai

Grupo guerrilheiro Exército do Povo Paraguaio (EPP) pode ter treinado 'carperos'. Polícia foi criticada por ter falhado nos trabalhos de inteligência

Sete policiais paraguaios e pelo menos nove sem-terra morreram nesta sexta-feira em um confronto ocorrido durante uma reintegração de posse no departamento de Canindeyú, que faz fronteira com o Paraná. Cerca de cem pessoas ficaram feridas.

O confronto ocorreu na fazenda Morumbi, que pertence ao ex-senador Blas Riquelme, do Partido Colorado (oposição). De acordo com a imprensa local, os sem-terra invadiram o local e preparam um esquema “militar” de defesa.

Após o conflito, Riquelme afirmou que os carperos (como são chamados os sem-teto) podem ter sido treinados pelo grupo guerrilheiro Exército do Povo Paraguaio (EPP), que atua no país.

A polícia foi criticada por ter falhado nos trabalhos de inteligência – que não teriam detectado a preparação dos sem-teto para resistirem à reintegração de posse.

O ministro paraguaio do Interior, Carlos Filizzola, confirmou em entrevista coletiva as mortes dos policiais e dos trabalhadores rurais. Filizzola, que se reuniu com o presidente Fernando Lugo e com o ministro da Defesa, Catalino Roy, disse que ainda não há confirmação da participação do EPP no caso.

(Com EFE)