Restaurantes
* Preços coletados até março de 2006
 
O chef do ano O melhor para petiscar

O melhor oriental

O melhor regional
O melhor restaurante da cidade Os melhores italianos
O melhor alemão A melhor carta de vinhos
A melhor carne A melhor pizza
A melhor feijoada O melhor variado
O melhor francês



Os dez melhores
. Restaurante Pontos Em 2006
Koh Pee Pee 62
Chez Philippe 61
Le Bateau Ivre 46 -
Pampulhinha 37
Le Bistrot 30
Sanduíche Voador 23
Na Brasa 20
Hashi 18 -
Puppi Baggio 16 -
10º Orquestra de Panelas 15 -

 

Veja também
Conheça os jurados
Quadro: Como eles votaram

O chef do ano

Chez Philippe

Nascido em Bagnols-sur-Cèze, região francesa de Avignon, Philippe Remondeau teria renegado toda uma tradição familiar caso tivesse escolhido uma profissão não relacionada à gastronomia. Um de seus tios era pâtissier; outro, produtor de vinhos; e seu pai, proprietário de uma pousada de charme. Os primeiros passos na arte da cozinha foram dados no hotel Le Vieux Castillon, onde trabalhou e estudou por dois anos. Já com o certificado de aptidão profissional, passou dois anos em restaurantes de Londres. Foi trazido para o Brasil por sua mulher, Norma, a quem conheceu ainda na Inglaterra, e seu primeiro trabalho no país foi em São Paulo, no tradicional La Tambouille, sob o comando do italiano Giancarlo Bolla. Quando se mudou para Porto Alegre, o chef enfrentou o desafio de conquistar novos clientes para a sua gastronomia. Sua técnica francesa incorporou os ingredientes regionais e dessa fusão surgiram receitas como o foie gras com manga, o carré de cordeiro com purê de mandioquinha e o tomate semicristalizado com sorvete de manjericão, por exemplo. Há seis anos no comando de um restaurante próprio, Philippe Remondeau foi eleito o chef do ano pelos jurados de VEJA Porto Alegre pelo segundo ano consecutivo.

 

O melhor oriental
O melhor restaurante da cidade

A vitória do Tigre Asiático

Koh Pee Pee


Mesas disputadas: sucesso do sabor exótico da Tailândia

Os pés de pimenta plantados logo à entrada do restaurante podem assustar aqueles que não são familiarizados com a exótica culinária tailandesa, mas o proprietário Eduardo Sehn garante que, em seu cardápio, o cliente vai encontrar pratos com níveis de pimenta que agradam aos iniciantes e também aos fãs de carteirinha da gastronomia oriental. Mesmo as versões mais suaves são autênticas: um dos quadros na parede do hall de entrada é um certificado concedido pelo governo da Tailândia em reconhecimento à reprodução fiel da culinária do país aqui no Brasil. A primeira sede do restaurante foi a Praia do Rosa, litoral sul de Santa Catarina. Depois se transferiu para Jurerê Internacional, em Florianópolis, e, por fim, fixou-se na capital do Rio Grande do Sul. Há nove anos em Porto Alegre, o restaurante fisgou mesmo os gaúchos mais arraigados à tradição da carne e recebe pela terceira vez consecutiva o título de melhor restaurante da cidade e também o de melhor oriental. A qualidade da casa passa por uma série de cuidados reconhecidos pelo júri de VEJA Porto Alegre. Da decoração, são destaque detalhes como o jogo americano feito de bambu. Do cardápio, a seleção dos ingredientes: a maioria dos temperos é importada. Um dos méritos da cozinha é a manutenção do padrão, graças a uma equipe que trabalha na casa desde o seu início. Para iniciar um jantar como na Tailândia, pode-se pedir o drinque cambodia, feito com suco de uva, pimenta, hortelã, gengibre e vodca, R$ 9,00. Para entrada, a sugestão é o goong pad grateum, camarão com alho e gengibre, R$ 59,80. Como prato principal, o proprietário indica o kaeng goong ka-rhee, camarão ao molho de pasta de curry amarelo servido no abacaxi com leite de coco natural, abacaxi e moranga, R$ 62,80. O toque suave que encerra o jantar cabe à sobremesa tub tim grob, feita com amêndoa de flor de lótus, calda de açúcar e leite de coco natural, R$ 14,40.

Rua Schiller, 83, Rio Branco, 3333-5150 (94 lugares). 19h30/0h (seg. a sáb.). Cc.: todos. Cd.: V. T.: C. Ar. www.kohpeepee.com. Aberto em 1997. $$$

 

O melhor alemão

Baumbach

Especialidades da cozinha germânica: tradição da família Baumbach

A casa é o melhor lugar da capital para apreciar a gastronomia alemã, de acordo com o júri de VEJA Porto Alegre. O restaurante, que recebe o título pelo segundo ano consecutivo, está sob o comando do casal Vera e Orlando Baumbach. Há quase quarenta anos na capital gaúcha, os dois têm tradição no setor gastronômico. Sua primeira casa, o Raskeller, tinha um galinheiro nos fundos. Lá eram criados os perus e as galinhas, que deveriam ser limpos no próprio restaurante antes de ir para o prato dos clientes. O negócio se modificou muito, para felicidade de dona Vera, que trabalha na cozinha desde os 15 anos. É ela quem mantém as receitas ­ e a língua de seus pais ­ aprendidas durante a infância na pequena Santa Maria do Herval, hoje um município com pouco mais de 6 000 habitantes. Os clientes que quiserem seguir a tradição alemã podem pedir o marreco à orange, marreco desossado assado com molho de laranja, arroz picante e purê de batata, R$ 29,00. São também opções o clássico einsbein e o schweinehaxe, joelho de porco cozido e assado, respectivamente, acompanhados de chucrute e batata cozida. Para quem quiser apreciar a culinária servida por outros países, além da Alemanha, o restaurante também é uma opção. O cardápio lista pratos com carnes, aves e peixes. Uma das sugestões de entrada é o coquetel de camarão, taça com molho americano e camarão, R$ 14,00. O hadoque com purê de batata, ovo poché e molho de manteiga é uma boa pedida como prato principal. Para sobremesa, a sugestão é o brownie com sorvete de creme, chantilly e molho de chocolate com nozes picadas, R$ 9,00. No horário do almoço é servido um bufê, a R$ 15,00 por pessoa de terça a sexta e R$ 20,00 aos sábados e domingos.

Avenida Pará, 1324, São Geraldo, 3222-2798 e 3346-4322 (350 lugares). 11h30/14h e 19h30/23h30 (ter. a qui.); 11h30/14h e 19h0h (sex.); 11h30/14h30 e 19h/0h (sáb. e feriados); 11h30/15h (dom.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estacionamento. Ar. www.baumbach.com.br. Aberto em 1989. $$

 

A melhor carne

Na Brasa

Qualidade premiada: resultado do aperfeiçoamento constante

A idéia inicial era somente fugir de Encantado, no interior do Rio Grande do Sul, aonde nem a energia elétrica havia chegado. Lemir Magnani tentou alistar-se no Exército, mas, como foi dispensado por excesso de contingente, contraiu um empréstimo para ir até o Rio de Janeiro. O plano era trabalhar em uma churrascaria aberta por um conhecido. Do trabalho como garçom nasceu o sonho de ter o próprio restaurante. Dezoito meses de labuta sem folga nem férias foram necessários para pagar o empréstimo e conseguir voltar de avião para visitar a família. Quinze anos depois, em 1990, nasceu a churrascaria Na Brasa, eleita pelo júri de VEJA Porto Alegre a melhor carne da capital. O espírito empreendedor de Lemir não se acomodou e, em meados da década de 1990, levou-o a buscar em São Paulo novidades para o restaurante. Desde então as viagens são praticamente trimestrais, e até os encontros de família são oportunidades de discutir negócios: os cunhados de Magnani são os proprietários da internacionalmente conhecida Fogo de Chão. Para conferir o resultado de tanto esforço, o cliente paga R$ 31,80, preço do rodízio com 25 cortes de carne. A adega climatizada acomoda 480 rótulos de vinhos produzidos em catorze países. Como sobremesa, a sugestão é a panqueca de chocolate com sorvete de baunilha, R$ 8,00.

Avenida Ramiro Barcelos, 389, Floresta, 3225-2205/1959 (240 lugares). 11h30/15h e 19h30/0h (seg. a sex.); e 11h30/0h (sáb., dom. e feriados). Cc.: todos. Cd.: R e V. Cr.: V. T.: todos. Estacionamento. Ar. www.churrascarianabrasa.com.br. Aberto em 1989. $$

 

A melhor feijoada

Plaza Restaurante Porto Alegre

Feijoada do Plazinha: almoço ideal no inverno porto-alegrense

A grande atração do almoço de sábado no Plazinha está presente no cardápio de abril a outubro, pouco mais ou pouco menos, de acordo com o frio que fizer na capital gaúcha. A feijoada da casa é tão tradicional que se recomenda fazer reserva para garantir uma mesa. Quem não for precavido poderá aguardar um lugar apreciando os petiscos e as caipiras servidos logo à entrada. Caldinho de feijão e bolinho de arroz ou de fubá são alguns dos quitutes que podem ser acompanhados por uma cachaça colonial com losna ou hortelã. Para acomodar os clientes para o banquete, o restaurante tem poltrona com rodinhas no lugar de cadeiras. Sobre a mesa há um réchaud para manter aquecido o feijão-preto, estrela do almoço. Assim só é preciso ir ao bufê para servir-se dos pertences da feijoada e dos acompanhamentos. O restaurante segue a receita tradicional, apenas com carnes bovina e suína, servidas em recipientes separados. Os fornecedores e os ingredientes são constantemente selecionados para garantir a manutenção do padrão da receita que confere à casa pelo sétimo ano seguido o título de a melhor feijoada da cidade segundo o júri de VEJA Porto Alegre. O serviço da feijoada inclui o bufê de sobremesas, que lista doces tradicionais como ambrosia, arroz-doce e sagu. Nos demais dias, a casa funciona no sistema à la carte. Entrada: salada sílvia, chester defumado, queijo lanche, palmito, alface, tomate, molho golf, rodelas de ovo cozido e sementes de papoula, R$ 16,80. Prato principal: filé à osvaldo aranha, 250 gramas de filé cortado ao meio grelhado com molho de alho refogado na manteiga, acompanhado de farofa com ovos, batata portuguesa e arroz branco, R$ 25,00. Sobremesa: cheesecake de goiaba, R$ 4,00.

Rua Senhor dos Passos, 154, centro, 3220-8000 (85 lugares). 11h30/14h30 e 19h/23h (seg. a sáb.); e 11h30/15h (feijoada aos sábados). Cc.: todos. Cd.: todos. Estacionamento (c/manobr.). Ar. www.plazahoteis.com.br. Aberto em 1970. $$

 

O melhor francês

Chez Philippe

Técnicas francesas com ingredientes tropicais: criações do chef Philippe Remondeau

A casa tombada, construída no início do século XX, é um dos elementos essenciais na composição do restaurante Chez Philippe, eleito pelo júri de VEJA Porto Alegre o segundo melhor da cidade e o melhor na especialidade francesa. As linhas clássicas do sobrado remetem à tradição, representada na cozinha pela técnica francesa. As cores fortes, como o vermelho das paredes do hall de entrada, conferem um ar contemporâneo, que se reflete na adoção de ingredientes regionais para a composição dos pratos. O comando da casa cabe ao chef Philippe Remondeau, o melhor do ano, segundo os jurados de VEJA Porto Alegre. Auxiliado por Norma, sua esposa, ele atende pessoalmente os clientes. A proximidade constrói uma relação de confiança e foi criada uma opção especial no cardápio em que os comensais se deixam conduzir pelo chef. É dele a responsabilidade de escolher o jantar completo, às vezes apenas com uma conversa para delimitar possíveis restrições alimentares. Feito com os melhores ingredientes do dia, segundo a inspiração do momento, o menu confiance custa R$ 90,00 ou R$ 112,00 (versão com foie gras) por pessoa e inclui entrada, peixe, sorbet, carne e sobremesa. O foie gras com maçã e nozes é uma das opções para a entrada. O robalo com azeite de gengibre e aspargos frescos já foi inspiração do chef para alguns dias. O sorbet pode ser, por exemplo, de limão ou de caju. Outra agradável surpresa é a codorna recheada com uva-passa, cogumelo shiitake e molho de vinho do Porto. Para finalizar o passeio gastronômico, as frutas tropicais gratinadas com aguardente são uma boa sugestão. Do cardápio, o cliente pode escolher como entrada o gratinado de frutos do mar com musse à base de leite de coco e ervas frescas, a R$ 19,00.

Avenida Independência, 1005, Independência, 3312-5333 (90 lugares). 19h30/23h30 (seg. a qui.); e 19h30/0h (sex. e sáb.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estacionamento (c/manobr.). Couvert: R$ 5,90. Ar. Calefação. www.chezphilippe.com.br. Aberto em 2000. $$$

 

O melhor para petiscar

Sanduíche Voador

Boa pedida: para petiscar ou para fazer uma refeição completa

O projeto inicial de Dóris Grossman era um serviço de entrega de lanches, daí o nome da casa. Todos os sanduíches foram batizados com termos ligados à aviação, inclusive o disco voador, feito com pão sírio, recheado com fatias de rosbife e queijo lanche, gratinado com roquefort e cebola caramelada, por R$ 21,00, um dos que permanecem no cardápio. Mas o charme da casa de esquina onde foi instalado se sobrepôs e transformou o empreendimento em um bistrô. A idéia passou a ser, então, fazer um restaurante com uma aura menos rígida, com mesinhas na calçada, aproveitando a vista de uma praça próxima. O ambiente informal aproximou-o de um bar, embora o menu tenha como foco as refeições. Essa mistura rendeu à casa dois títulos concedidos pelos jurados de VEJA Porto Alegre: o de sexto melhor restaurante da cidade e de o melhor lugar para petiscar da capital. Para um jantar completo, uma das sugestões da chef para entrada é a salada de brie em croûte, com folhas verdes, figos rami e fresco e molho morno de vinho tinto e vinagre balsâmico, R$ 18,00. Como prato principal a indicação é o linguado em croûte de queijo gruyère, ao molho de champignon, com juliana de legumes e batata sautée, R$ 37,00. Todos os pratos são individuais, mas, se quiser, o cliente pode pedir uma versão leve, menor do que a tradicional. Sobremesa: sorvete de creme com amêndoas, com molhos de chocolate e de frutas vermelhas, R$ 11,00. A cada dia, no almoço e no jantar, há pratos diferentes, sugestões da casa preparadas com ingredientes da estação.

Praça Maurício Cardoso, 23, Moinhos de Vento, 3395-4717/4616 (40 lugares). 12h/15h (ter. a sáb.); 12h/16h (dom.); 19h30/23h (seg. a sex.); e 20h/0h30 (sáb.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. T.: todos. Ar. Aberto em 1991. $$$

 

O melhor regional

Via Vêneto

Esmero no atendimento: galeto e polenta sempre quentinhos na mesa

Nem só de churrasco vivem os gaúchos. A segunda pedida dos visitantes que querem conhecer a gastronomia da região é visitar uma galeteria. Segundo o júri de VEJA Porto Alegre, a Via Vêneto é a melhor opção da cidade quando a intenção é apreciar a boa culinária regional. As mesas muitas vezes ocupadas para almoços de negócio são a comprovação do interesse dos turistas em conhecer um sistema típico do Rio Grande do Sul e herdado da imigração italiana no estado. Maria de Lourdes, irmã dos proprietários, é quem comanda a cozinha onde a grande estrela é um frango alimentado com ração especial e abatido aos 40 dias. O segredo do melhor galeto da cidade é uma combinação de temperos – entre ervas e pimentas secas – guardada a sete chaves. Servido no sistema de rodízio, o franguinho é acompanhado de entradas, como berinjela, queijo colonial e polenta frita, além de sopa, saladas e massas. O preço da refeição é R$ 19,90 por pessoa. A porção de polenta e mesmo o galeto são renovados constantemente na mesa – antes mesmo de consumidos – para que o cliente possa degustar tudo quentinho, como saído da cozinha. "Isso nos gera perdas, mas a satisfação do cliente é nosso principal objetivo", explica Luís Caumo. Tanto é assim que os clientes foram os responsáveis pela mudança no nome do restaurante. "Quando abrimos, era Vêneto, apenas", lembra Caumo. "Mas os clientes começaram a chamar Via Vêneto, e a gente, para não contrariar, acabou incorporando."

Rua José de Alencar, 501, Menino Deus, 3233-1400 (400 lugares). 11h/15h e 19h/0h (seg. a qui.); 11h/15h e 19h/0h30 (sex.); 11h/15h30 e 19h/0h30 (sáb.); e 11h/16h e 19h/23h (dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. T.: todos (seg. a sex somente no almoço). Estacionamento. Entrega em domicílio. Avenida Dom Pedro II, 1148, Higienópolis, 3337-2173 (400 lugares). 11h30/14h30 e 19h/0h (seg. a qui.); 11h30/14h30 e 19h/0h30 (sex.); 11h30/15h e 19h/0h30 (sáb.); e 11h30/15h e 19h/23h (dom.). Cc.: todos. T.: todos. Estacionamento (c/manobr.). Ar. Entrega em domicílio ( 3233-4111). Aberto em 1997. $$

 

Os melhores italianos

Puppi Baggio

Puppi Baggio: ambiente rústico e receitas originais

As duas amigas de infância Giovana Baggio e Paula de Araújo Santos decidiram abrir o restaurante inspiradas pelas divertidas reuniões familiares em torno do fogão. O clima aconchegante das cozinhas italianas é reproduzido no casarão que abriga a cantina. As cores das paredes são alegres, verde ou vermelho vivos, e a madeira rústica remete à simplicidade das casas dos imigrantes. Os suportes para os pratos têm um toque caseiro: foram gravados pelas próprias donas com dicas de cozinha e homenagens à família e aos amigos. Uma das salas é a mais indicada aos casais: uma vela está sempre acesa ao lado de uma imagem de Santo Antônio e ali já foram firmados noivados e casamentos. Uma sugestão de menu para o jantar começa com a polenta brustalada, polenta na chapa, agrião e presunto cru ao molho de gorgonzola e funghi, R$ 16,00. Como prato principal, o cliente pode escolher uma massa ­ talharim, subiotto, espaguete, rascatelli ou nhoque ­ para acompanhar o molho marcantonio, com camarão, vinho branco, alho em lâminas, pimenta-vermelha, colorau e salsinha, por R$ 76,00 (para duas pessoas). De sobremesa, a sugestão é o doce de laranja kinkan com calda feita com a fruta, R$ 7,00. No andar de baixo do casarão funciona a Luciano Vinhos, onde o cliente pode escolher rótulo para degustar durante a refeição ­ são cobrados 15% de acréscimo pela rolha. Com sete anos de existência, o Puppi Baggio recebe pela terceira vez o título de o melhor restaurante italiano da capital gaúcha segundo o júri de VEJA Porto Alegre, em um empate com o tradicional Copacabana. Para quem sentir saudade dos pãezinhos ou das pastas do couvert, a solução pode ser o Panino, espécie de delicatessen que funciona anexa e vende, além desses itens, massas e molhos congelados.

Rua Dinarte Ribeiro, 36, Moinhos de Vento, 3346-3630 (64 lugares). 11h30/15h e 19h30/0h (seg. a sex.); e 11h30/16h e 19h30/0h (sáb.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. T.: Tr. Couvert: R$ 5,20 (opcional). Ar. Aberto em 1999. $$$


Copacabana


Copacabana: parte da história de Porto Alegre

A história da política rio-grandense poderia ser contada pelos quadros que decoram as paredes do restaurante. Neste ano, a casa está completando 67 anos de existência. Os recortes de jornal contam a história dos proprietários e as fotos exibem personalidades como o senador Pedro Simon e o ex-ministro das Cidades Olívio Dutra, entre outros clientes ilustres dessa casa que faz parte da vida de muitos porto-alegrenses. Sanzi Bagio, sócio-proprietário desde 1953, é quem recebe a clientela e faz questão de convocá-la para uma visita à cozinha. Depois de uma refeição, ele prefere ouvir as críticas, para ajustar todos os detalhes e garantir que todos voltem aos restaurante. Os jurados de VEJA Porto Alegre reconheceram o trabalho e concederam à casa o título de o melhor restaurante italiano da cidade, em empate com o Puppi Baggio. Algumas das massas são preparadas dentro do próprio estabelecimento, outras vêm diretamente da Itália. O rascatelli, típico da região da Calábria, é uma das especialidades. Aos sábados e domingos, chegam a ser vendidos até 50 quilos só desse tipo de macarrão. O rascatelli ao molho sugo custa R$ 19,00. Outra indicação é a vitela com batatas e cebolas assadas, R$ 44,00 para duas pessoas. Como sobremesa, a cassata veneza, com sorvete de morango, chocolate, chantilly, crocante e ameixas secas picadas, é uma boa pedida. Ainda neste ano o Copa, como é carinhosamente chamado, deve ganhar um novo salão, exclusivo para eventos.

Praça Garibaldi, 2, Cidade Baixa, 3221-4616 e 3225-9885 (250 lugares). 11h30/14h30 e 19h/0h30 (seg. a sex.); 11h30/15h30 e 19h/0h30 (sáb.); e 11h30/15h30 e 19h/0h (dom.). Cc.: todos. Cd.: R e V. Cr.: V. T.: C e T. Estacionamento. Ar. Entrega em domicílio. www.restcopacabana.com.br. Aberto em 1939. $$

 

O melhor pescado
A melhor carta de vinhos

Pampulhinha

Refeições harmonizadas: iguarias muito bem acompanhadas

Fugindo de servir durante obrigatórios quatro anos no Exército português, Jaime Marques Pinheiro encontrou abrigo na capital gaúcha. Seu primeiro restaurante não se destacava na cidade, e ele decidiu, então, abrir o Pampulhinha, laureado pelo sexto ano consecutivo como o melhor na especialidade pescado e pelo segundo ano como o quarto melhor restaurante da capital, segundo o júri de VEJA Porto Alegre. Um dos segredos do proprietário para garantir o sucesso é o cuidado com os ingredientes. O côngrio é importado da Argentina, os camarões, de Florianópolis, as lagostas, de Fortaleza e Recife, as vieiras, do Chile, e o bacalhau, claro, é norueguês. Os acompanhamentos também merecem atenção especial: Pinheiro faz questão de ir ao Ceasa comprar as verduras e os legumes. Para que os pratos saiam como ele imagina, assumiu também o cargo de chef. Para acompanhar as delícias regadas a azeite de oliva, não será difícil achar um vinho adequado entre os 3 000 rótulos diferentes oferecidos pela carta, que, pelo segundo ano consecutivo, é considerada pelos jurados como a melhor de Porto Alegre. A caixa-forte do banco que funcionava no lugar foi transformada em uma adega climatizada e guarda as preciosidades produzidas pelas melhores vinícolas do mundo. Jaime Pinheiro compôs um menu completo harmonizado com vinhos. Entrada: camarões médios ao alho e óleo acompanhados de ervilhas tortas e cogumelos frescos, R$ 85,00, servidos com vinho verde Muros Antigos Alvarinho, R$ 140,00. Prato principal: polvo à portuguesa, polvo cozido refogado com cebola, brócolis, pimentão, azeitona, regado a azeite de oliva e alho, R$ 90,00 (serve duas pessoas), acompanhado do Quinta do Cottô Grande Escolha, safra de 2000, R$ 380,00. O vinho de sobremesa Moscatel Roxo, safra de 1992, R$ 350,00, combina com os pastéis de santa clara, R$ 3,00 a unidade.

Avenida Benjamin Constant, 1791, São Geraldo, 3342-2503 e 3342-5475 (100 lugares). 11h30/14h e 19h/23h30 (seg. a qui.); e 11h30/14h30 e 19h/0h (sex. e sáb.). Fecha em fevereiro. Cc.: todos. Estacionamento. Ar. Calefação. Aberto em 1971. $$$

 

A melhor pizza

Sálvia Pizza

Especialidade vencedora: uma tradição da família

"Segundo os paulistanos que vêm para cá, a nossa pizza é a mais parecida com a de São Paulo", gaba-se Rodrigo Goulart Pinto, proprietário da Sálvia Pizza, eleita pelos jurados de VEJA Porto Alegre a melhor pizzaria da cidade. A massa fina, preparada com pouco fermento e assada no forno a lenha, é a principal semelhança. A diferença está no recheio, mais generoso do que o das pizzas da capital paulista, para agradar ao gosto do gaúcho. A pizza é uma tradição na família de Rodrigo, que desde os treze anos está familiarizado com o ofício de pizzaiolo: seu pai foi proprietário de uma pizzaria chamada Milano. A sede da casa foi aberta no Shopping Granville e tem um clima litorâneo, com mesas ao ar livre que lotam em dias quentes. Para acompanhar a refeição, há música ao vivo todos os dias, geralmente com sucessos da MPB e do pop-rock nacional. O sucesso da primeira casa levou à abertura de uma filial no bairro Moinhos de Vento, que tem os mesmos serviço e cardápio. A receita que leva o nome da casa é feita com mussarela, cogumelos – champignon, funghi e shiitake – refogados no vinho branco, parmesão e sálvia. A predileta, realmente uma das mais pedidas pela clientela, é coberta com mussarela, presunto de Parma, tomate, nozes e alface-americana. Ambas custam R$ 26,60. Para acompanhar, a casa oferece 25 rótulos, em sua maioria chilenos e argentinos. Como sobremesa, a sugestão é a pizza feita com doce de leite, nozes, ganache e raspas de chocolate branco.

Avenida Wenceslau Escobar, 1973, loja 5 e 6, Tristeza (Shopping Granville), 3268-9999 (250 lugares). 18h30/0h (dom. a qui.); e 18h/1h (sex. e sáb.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. T.: todos. Couvert art.: R$ 2,00. Estacionamento. Ar. Entrega em domicílio. Rua Comendador Caminha, 338, Moinhos de Vento, 3268-0000 (140 lugares). 18h30/0h (dom. a qui.); e 18h/1h (sex. e sáb.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. T.: todos. Couvert art.: R$ 2,00. Ar. Entrega em domicílio. Aberto em 2002. $$

 

O melhor variado

Épico

Opções para todos os paladares: cardápio com diversas alternativas

A casa foi eleita pelos jurados de VEJA Porto Alegre o melhor restaurante variado da capital. E o brunch servido aos domingos pode ser considerado, por excelência, a descrição do que é uma casa dessa especialidade. Suas onze ilhas gastronômicas representam desde o café-da-manhã, com o bacon e os ovos mexidos da tradição americana, passando pela cozinha italiana, até as culinárias tailandesa e japonesa. Além de mesas especializadas em risotos, crepes, terrinas, carpaccios e ostras, frutos do mar, grelhados, itens para crianças e sobremesas. Pelo menos em cinco das ilhas, chefs fazem o prato na hora, algumas vezes seguindo a receita criada pelo próprio cliente. Mas, apesar de ser a mistura das comidas típicas de várias regiões do mundo, o brunch é uma tradição nos Estados Unidos e foi importado para a capital gaúcha por Marcelo Jacobi, formado em gestão de alimentos e bebidas com experiência profissional em hotéis como o Hyatt de Nova York. Para degustar pelo menos uma parte dos mais de setenta itens servidos, a permanência no restaurante chega a três horas. O banquete custa R$ 37,50 por pessoa, incluindo sobremesa, uma taça de champanhe e sucos. Nos outros dias da semana, a casa serve um bufê com grelhados, saladas e massas a R$ 19,50 por pessoa de segunda a sexta e R$ 26,50 aos sábados. O restaurante funciona dentro do clube do Grêmio Náutico União, mas tem acesso livre para não-sócios.

Rua Armando Pereira Câmara, s/nº, Grêmio Náutico União, Alto Petrópolis, 3338-6480 (200 lugares). 12h/14h30 (ter. a sex.); 12h/15h (sáb.); e 12h/16h (dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: todos. Cr.: V. T.: Tr e V. Estacionamento (R$ 5,00 ­ com desconto). Ar. Aberto em 1998. $$

 
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