Restaurantes
* Preços coletados até outubro de 2007
 
O melhor da Baixada O melhor oriental
O chef do ano O melhor pescado
Bertioga e Guarujá A melhor casquinha de siri
O melhor oriental O melhor internacional
Santos e São Vicente A melhor pizza
O melhor brasileiro O melhor variado
A melhor carne O melhor fim de noite
O melhor italiano Prêmio tradição

A melhor carta de vinhos

 



Os melhores

Além de opinar sobre o melhor em cada especialidade,
cada jurado fez uma lista com dez restaurantes em
ordem decrescente. O primeiro recebeu 10 pontos,
o segundo 9, e assim até o décimo, com 1 ponto.
O quadro mostra o campeão e, em ordem alfabética,
as outras nove melhores mesas da Baixada Santista

Rufino's Pescados
Restaurante
Especialidade
Café Paulista
Variados
Canal 4
Variados
Cantina Liliana
Italianos
Dalmo Bárbaro
Pescados
Mar del Plata
Pescados
Piccola Forneria
Italianos
Piccolo Giovani
Variados
Puerto de Palos
Carnes
Tertúlia
Carnes
Van Gogh Pizzarias


Veja também
Conheça os jurados
Quadro: Como eles votaram

 

O melhor da Baixada
Frutos do mar à vista

Rufino's Restaurant

 
Frescor à mesa: os pescados (no detalhe) chegam diariamente ao restaurante, decorado com motivos náuticos

É da traineira Sardinha que o espanhol Rufino Casal Treinta comanda a operação da casa que leva seu nome, o Rufino's, no Guarujá. Enquanto Treinta navega com sua casa-embarcação pelo mar da Baía de Angra dos Reis, o sócio Heitor Gonzalez, natural das Astúrias, orienta no dia-a-dia, e em terra, a tripulação de garçons e cozinheiros. A história desse restaurante especializado em peixes e frutos do mar, com receitas de origem e inspiração ibéricas, precede a inauguração da casa e coloca um pé na alta gastronomia italiana. Depois que chegou a São Paulo, nos anos 60, Rufino Treinta foi trabalhar como garçom no Fasano. De lá desceu a serra e empregou-se no La Capanella, finado restaurante do Guarujá, do qual se tornou proprietário. Nessa época, associou-se a Heitor Gonzalez para finalmente inaugurar, em 1970, o Rufino's. A quem se lembra, o restaurante funcionou por um tempo a um quarteirão da orla – em novembro completa vinte anos de frente para a Praia da Enseada. Embora a Espanha de Gonzalez e Treinta seja referência internacional como fornecedora de peixes e frutos do mar, tudo o que vai à mesa no Rufino's é fisgado na costa brasileira e entregue à cozinha diariamente ou com intervalo de dois dias, no máximo. Daí o frescor das pescadas cambucus, garoupas, robalos, anchovas, tamarutacas, polvos, camarões e outras espécies de pescados servidos. Uma receita preparada desde sempre, e que integra o couvert (R$ 13,50) ao lado dos mariscos, do grão-de-bico, das lulas e das azeitonas, é a sardinha escabeche. O peixe vai à fritura sem nenhuma farinha e, depois de retirados os espinhos, é aberto e deixado no azeite por dois dias. Só sai dessa piscina quando segue para a mesa temperado com legumes picadinhos. Outro prato tradicional, o espaguete ao vôngole (R$ 42,00), também tem um processo de cocção apurado. Os moluscos são cozidos no vapor, para que se abram, e a água do mar que sai da casquinha é reservada para cozinhar o macarrão. O cuidado com o preparo do cardápio cada vez mais se estende à carta de vinhos, que hoje tem 82 rótulos, cujas garrafas em breve ficarão acondicionadas na adega climatizada que está em fase de projeto. Com duas filiais abertas na capital paulista, o Rufino's do Guarujá é eleito o melhor restaurante da Baixada Santista pelo júri desta primeira edição de VEJA Praia.

Avenida Miguel Estéfano, 4795, Enseada, Guarujá, (13) 3351-5771 (200 lugares). 12h/23h (sex., sáb. e fer. até 1h). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Ar. www.rufinos.com.br. Aberto em 1970. $$$$

 

Chef do ano

Zeca Santos

Mandioca, batata e milho sempre fizeram parte do cotidiano do chef José Carlos dos Santos, o Zeca. Na roça de Areia Branca, em Sergipe, onde nasceu, ele plantava e colhia esses ingredientes que, hoje, na cozinha da Piccola Forneria, utiliza para preparar as massas e as guarnições que serve aos clientes do restaurante. Desde que deixou a lavoura no Nordeste, em 1994, Zeca percorreu um caminho relativamente comum, embora longo, até tornar-se o piloto das panelas e capitão da equipe de três cozinheiros da casa de culinária italiana instalada no Canal 5. Já na Baixada, foi porteiro de prédio, lavador de louça e ajudante de pizzaiolo. À Piccola Forneria chegou em 2005, como primeiro cozinheiro – embora ainda fosse autodidata. No início de 2007 aceitou e venceu o desafio proposto pelo patrão, o restaurateur Gugu Barbosa: aos 32 anos, Zeca estudou e passou no vestibular para o curso de gastronomia, que cursa todas as manhãs na Universidade Católica de Santos. Calouro na sala de aula, Zeca faz uso de sua experiência para estar entre os primeiros da turma em disciplinas como técnica dietética, cozinha brasileira e cozinha internacional. "Essas disciplinas práticas são as minhas prediletas", confessa o chef. Na Piccola Forneria, executa e aprimora as receitas que a restauratrice Ana Cristina Barbosa recolheu da família e de visitas a restaurantes na Toscana, na Ligúria e na Lombardia. "Gosto também de adaptar receitas que serão harmonizadas com vinhos nas degustações organizadas no restaurante", diz Zeca Santos, o chef do ano escolhido pelo júri de VEJA Praia.

 

Bertioga e Guarujá

O melhor oriental

Thai

 
Na areia: com ambiente acolhedor, de frente para a Praia da Enseada

Por estar situado sobre um deque de madeira, entre o calçadão e a areia da Enseada, o Thai tem vista panorâmica e um dos ambientes mais charmosos da Baixada Santista. Por sua cozinha especializada nos pratos do Sudeste Asiático, foi eleito o melhor restaurante oriental da região, assim como o Gotissô, de Santos, na opinião do júri de VEJA Praia. Há sete anos em atividade, integra o complexo gastronômico do Casa Grande Hotel. Seu cardápio é atualizado a cada temporada. Atualmente, os camarões com molho thai e o gaeng ped pet yang são especialidades da casa. O prato é elaborado com peito de pato em redução de leite de coco, com pasta de molho de curry vermelho thai, lichia e manjericão limão, mais nam pla, um molho salgado de peixe e suco de limão, entre outros condimentos e especiarias (R$ 63,00). O khao niaow ma muang, um arroz-doce tailandês com mangas frescas e gergelim negro (R$ 14,00), é uma boa pedida para a sobremesa.

Avenida Miguel Estéfano, 1001, Casa Grande Hotel, Enseada, Guarujá, (13) 3389-4000 e 3389-4017 (80 lugares). 19h30/1h (qui. a sáb.; aberto todos os dias de dezembro a março). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Manobr. Aberto em 2000. $$$$

 

Santos e São Vicente

O melhor brasileiro

Itabaiana

Cozinha sertaneja: baião-de-dois, cabrito e receitas com tempero carregado

Ex-garçons do restaurante Boa Vista, um dos mais antigos de São Vicente, os irmãos José Antonio e Valdir Antônio Andrade assumiram o restaurante Itabaiana dezoito anos atrás, quando a casa servia apenas carne-seca, mocotó, sarapatel e buchada. Imediatamente incrementaram o cardápio com baião-de-dois (R$ 37,00), escondidinho (R$ 37,00), cabrito (R$ 34,00), galo (R$ 25,00) e outras receitas. Com essa cozinha sertaneja autêntica, o Itabaiana elege-se como o melhor restaurante brasileiro da Baixada, de acordo com os jurados de VEJA Praia. As duas unidades de instalações bem simples em São Vicente costumam encher, principalmente nos fins de semana.

Avenida Prefeito José Monteiro, 524, Vila Valença, São Vicente, (13) 3568-3127. 11h/2h. Cc.: D, H, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: S e V. Entrega em domicílio (R$ 1,00). Rua Frei Gaspar, 3267, Cidade Náutica, São Vicente, (13) 3464-2065 (141 lugares). 11h/2h. Cc.: D, H, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: S e V. Entrega em domicílio (R$ 1,00). Aberto em 1976.

 

A melhor carne

Tertúlia

 
Carnes à beira-mar: de frente para o canal, na Ponta da Praia, o rodízio tem vinte cortes de carne

Vinte cortes de carne comprada dos melhores frigoríficos do país ou importada da Argentina e do Uruguai, como bife ancho, paleta e carré de cordeiro, costela de boi, picanha, lingüiça e alcatra. Entre os peixes, salmão na brasa, filhote trazido dos rios da Amazônia e bacalhau à portuguesa, preparado e consumido aos cardumes todas as sextas-feiras. Entre as 45 opções de acompanhamento no bufê, bobó de camarão, queijos, saladas e dezenas de pratos quentes. Toda essa variedade, servida em sistema de rodízio com espeto corrido a R$ 44,60 por pessoa, faz com que a Tertúlia seja a detentora do título de a melhor carne da Baixada Santista, conforme aponta o júri de VEJA Praia. Com vinte anos de funcionamento, a tradicional casa da Ponta da Praia é uma das preferidas também dos jogadores do Santos e até mesmo de apreciadores de vinho, já que sua adega climatizada, que ocupa a parede do fundo do restaurante, guarda 700 garrafas de 140 rótulos dos principais países produtores. Para acompanhar as carnes, duas boas sugestões são o brasileiro Pizzato Tannat 2004 (R$ 40,00) e o Don Melchor Cabernet Sauvignon 1999 (R$ 252,70), do Chile.

Avenida Bartolomeu de Gusmão, 187, Ponta da Praia, Santos, (13) 3261-1641/3708 (250 lugares). 11h30/15h30 e 18h30/último cliente (sáb. e dom. 11h30/último cliente). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Manobr. (gratuito). Ar. www.churrascariatertulia.com.br. Aberto em 1987. $$$

 

O melhor italiano

Cantina Liliana

Longevidade: desde 1967
servindo receitas toscanas
e de outras regiões do país

Carlo e Liliana Gronelli vieram da região da Toscana, na Itália, e chegaram a Santos na década de 50. Logo, fundaram a Cantina Fiorentina, que primava pelas massas artesanais. Em 1967, fundaram a Cantina Liliana, sucesso até hoje, conforme atesta o júri de VEJA Praia, que a escolheu como o melhor restaurante italiano da Baixada. Comandado por dois ex-garçons da casa, Hélio e Américo, o estabelecimento tem um cardápio com dezenas de massas e faz concessões até à culinária de outros países, como a do Brasil. Para não se perder em meio a essa miríade de sugestões, as dicas são o capelete liliana (ao molho branco e de tomate gratinado ao forno com castanhas, R$ 36,00) e o ravióli verde (recheado com ricota, passas, nozes, catupiry e molho branco, R$ 28,00). Uma das receitas mais conhecidas tem acento lombardo: é o talharim milanês (com molho branco e tiras de filé mignon, a R$ 38,00). Todos os pratos servem duas pessoas. Para acompanhar, dois rótulos da carta de vinho são o chileno Carta Vieja (R$ 31,00) ou o espanhol Diego de Almagro (R$ 30,00).

Avenida Ana Costa, 404, Gonzaga, Santos, (13) 3284-5999 (300 lugares). 11h30/15h e 18h/0h (sáb. e dom. 11h30/16h e 18h/último cliente). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. T.: Tr e V. Cons. mínima: R$ 2,00. Ar. Aberto em 1967. $$

 

A melhor carta de vinhos

Piccola Forneria

 
Guarda adequada: as 1500 garrafas dos 226 rótulos repousam em uma bela adega

O restaurateur Gugu Barbosa ainda se recorda do tempo em que acondicionava os vinhos de sua Piccola Forneria em uma adeguinha de quarenta garrafas. Com o crescente interesse dos fregueses pela bebida, trocou-a por uma maior, com capacidade para 240 vasilhames e, finalmente, mandou construir no andar superior do restaurante uma adega climatizada de alvenaria e vidro, capaz de armazenar 1 500 garrafas sob temperatura adequada. Entusiasta da enologia e do consumo de vinhos, Barbosa é quem escolhe os rótulos – atualmente são 226, comprados de diferentes importadoras e produtores nacionais. Não há extravagâncias nesse menu: o vinho mais caro, por exemplo, é o chileno Almaviva Cabernet Sauvignon (R$ 480,00), disponível nas safras 2000 a 2004. A filosofia é servir, em copos adequados, alternativas de boa relação entre preço e qualidade, como o branco português Pêra-Manca (R$ 120,00). Gugu Barbosa promove cursos básicos de degustação (cinco aulas semanais, com prova de três vinhos a cada encontro, saem por R$ 280,00), mantém há quatro anos a Piccola Confraria e, mais recentemente, cede espaço aos encontros da Confraia Meia Taça, formada apenas por mulheres. Por toda essa dedicação ao vinho, a Piccola Forneria é reconhecida pelo júri de VEJA Praia como a casa que tem a melhor carta de vinhos da Baixada Santista. Na casa da Rua Minas Gerais – a primeira e que se especializou em pizzas – são 75 rótulos. Já no Canal 5, não faltam opções para acompanhar o ravióli de bacalhau (R$ 33,00), a lasanha de abobrinha (R$ 26,00) e outros pratos elaborados pelo chef do ano, Zeca Santos.

Avenida Almirante Cochrane, 62, Canal 5, Aparecida, Santos, (13) 3273-6699 (220 lugares). 18h30/1h (dom. 13h/0h). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Ar. Entrega em domicílio (10% do valor do pedido). Rua Minas Gerais, 57, Vila Rica, Santos, (13) 3271-1200. www.piccolaforneria.com.br. Aberto em 1983. $$$

 

O melhor oriental

Gotissô

 
Ambiente climatizado: conforto para degustar pratos japoneses

Com centenas de origamis representando tsurus – os pássaros da felicidade – pendurados por todo o teto, o Gotissô tem decoração tipicamente japonesa. O clima oriental só é quebrado nas noites de quinta, sexta e sábado, quando dois pianistas se revezam tocando MPB e jazz. Ainda assim, a casa foi eleita o melhor restaurante oriental da Baixada, empatado com o Thai, do Guarujá, segundo o júri de VEJA Praia. No cardápio, brilham os pratos da gastronomia japonesa, com alternativas adaptadas ao gosto brasileiro, como o salmão ao molho de alcaparras. São servidos sushis e sashimis diversos, saladas, peixes e frutos do mar. Shimeji na manteiga, tempura, yakisoba, meca e outros pratos quentes são servidos num sistema de bufê no almoço – de segunda a sexta o quilo custa R$ 42,00; nos fins de semana e feriados, vale R$ 47,50. Aos sábados e domingos, durante o almoço um professor de origami ensina as crianças a fazer dobraduras. À noite, de terça a domingo, a pedida é escolher o festival gotissô, em que o cliente pode degustar à vontade os itens do bufê completo por R$ 41,50. Nas sugestões à la carte, a dona, Isabel Matsumoto, indica o gotissô súper, combinado que custa R$ 87,50 e serve três pessoas. Para brindar uma refeição à moda oriental, o cliente pode tomar uma dose de saquê importado a R$ 12,50 ou uma caipirinha de saquê (R$ 9,00), com morango ou kiwi.

Avenida Saldanha da Gama, 159, Ponta da Praia, Santos,
(13) 3261-1188 (120 lugares). 11h30/14h30 e 19h/23h (sáb. 12h/16h e 19h30/23h30; dom. 12h/23h; fecha seg.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: S, T, V e So. Ar. Avenida Floriano Peixoto, Shopping Miramar (praça de alimentação), Gonzaga, Santos, (13) 3288-4208. www.gotisso.com.br. Aberto em 1995. $$$

 

O melhor pescado

Mar del Plata

 
Camarões: assim como a espessa posta de bacalhau, são a atração do tradicional restaurante

O proprietário do Mar del Plata, Jacinto Garcia da Conceição, 58 anos, tem muita história para contar. Nascido em Portugal, integrou a Força Aérea do país e viveu durante um bom tempo na África, em países como Angola e Moçambique. Desde jovem, porém, interessou-se por gastronomia. Prova disso é que no fim de 2007, 25 anos depois de ter se tornado sócio do Mar del Plata, termina seu curso de gastronomia numa universidade de Santos. Os pratos servidos na casa da Ponta da Praia, em geral suficientes para dois ou mais comensais, são concebidos pelo próprio dono. O bacalhau à lagareira (posta altíssima assada ao forno com azeite, cebola e pimentão, acompanhada de arroz com brócolis e batatas ao murro, R$ 74,00) está entre os campeões. Outra receita famosa é o camarão à moda da casa (grelhado no molho manteiga, alho, vinho branco e salsinha, R$ 85,00). Para acompanhar a refeição, as dicas são o vinho espanhol Marquês de Riscal Tempranillo (R$ 65,00) ou o vinho verde Calamares (R$ 38,00), de Portugal. Nesta primeira edição de VEJA Praia, o Mar del Plata foi eleito o restaurante que serve o melhor pescado da Baixada Santista.

Avenida Almirante Saldanha da Gama, 137/139, Ponta da Praia, Santos, (13) 3261-4253 (110 pessoas). 11h/ último cliente. Cc.: D, H, M e V. Cd.: M, R, C e V. Ar. Aberto em 1957. $$$

 

A melhor casquinha de siri

Maurício

Dupla ideal: siri desfiado e temperado com molho à baiana
e chope tirado com esmero

Localizado numa esquina do Canal 7, próximo à praia, o restaurante Maurício tem ambiente casual, familiar. As paredes são claras, e os janelões de vidro permitem a entrada de luz natural. Antes de se entreter com os peixes e frutos do mar do cardápio, o cliente não deve dispensar a casquinha de siri (R$ 5,50), escolhida pelo júri de VEJA Praia como a melhor da Baixada Santista. Com o crustáceo desfiado num leve molho de leite de coco e outros temperos, é a entrada ideal para a refeição, acompanhada do bem tirado chope Brahma (R$ 3,60).

Rua Antônio Guenaga, 48, Ponta da Praia, Santos, (13) 3261-4341 (100 pessoas). 9h30 às 0h (fecha seg.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. Ar. Aberto em 1998. $$

 

O melhor internacional

Paco

 
Acredite: os pratos indicados para uma pessoa podem servir até três comensais

Com quarenta anos de tradição, o Paco fica um tanto distante dos pólos gastronômicos de Santos, como o Gonzaga ou o Boqueirão, bairros que se estendem até a orla. Localizado no bairro da Encruzilhada, próximo à região central, tem ambiente tranqüilo e decoração simples, com paredes pintadas de bege. O cardápio tem sugestões de diversas culinárias, mas as receitas com peixes e frutos do mar, de tempero ibérico, são as grandes pedidas. Grandes mesmo, pois, embora estejam indicadas para uma ou duas pessoas, as porções satisfazem o dobro de comensais. A paella marinheira, por exemplo, sai por R$ 148,00. Outros pratos muito procurados são o risoto de frutos do mar (R$ 119,00) ou o bacalhau à portuguesa (acompanhado de arroz, batata e brócolis, a R$ 94,00). Essa fartura e a qualidade dos pratos levaram os jurados desta primeira edição de VEJA Praia a eleger o Paco como o melhor restaurante de cozinha internacional da Baixada Santista.

Rua da Constituição, 607, Encruzilhada, Santos, (13) 3233-2594 (180 lugares). 11h/0h (fecha seg.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: S, T e V. Entrega em domicílio (R$ 3,00). Aberto em 1967. $$$

 

A melhor pizza

Van Gogh

 
Versatilidade: além de dezenas de pizzas, cardápio variado no Canal 1

A pizzaria, uma das mais tradicionais da cidade, combina sabores tradicionais com outros novidadeiros em seu cardápio. Uma das coberturas mais ousadas é a pizza de shimeji na manteiga com mussarela de búfala e alho-poró (R$ 46,00 o disco de oito pedaços). Outras dicas são as pizzas de calabresa artesanal (mussarela de búfala, manjericão e calabresa fresca), que sai por R$ 38,00, e a francesa (mussarela de búfala, cream-chease, queijo brie e rúcula laminada), a R$ 42,00. A sugestão mais cara – e a mais famosa – do menu, a R$ 112,00, é a pizza de camarão ao azeite com mussarela. Todas assadas no forno a lenha, as pizzas da casa são as melhores da Baixada Santista, na opinião dos jurados de VEJA Praia. Localizada num amplo imóvel instalado próximo ao Canal 1, dividido em dois salões, a Van Gogh também dá atenção ao vinho: uma adega climatizada guarda 2 000 garrafas de 226 rótulos. Uma das sugestões mais em conta é o chileno Los Vilos (da Bodegas Concha y Toro), por R$ 24,90.

Avenida Floriano Peixoto, 314, Esquina com Canal 1, Pompéia, Santos, (13) 3205-3636 (320 lugares). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, C e V. Cr.: S, T e So. Manobr. (gratuito). Ar. Entrega em domicílio (Grátis). Aberto em 1995. $$$

 

O melhor variado

Piccolo Giovanni

Escalopes de filé mignon, ao molho de escargot ou camarões: receitas do chef João Frutuoso

Apesar do nome italiano, que imediatamente remete ao de uma cantina ou pizzaria, o Piccolo Giovanni é um restaurante decorado com paredes de cor salmão, que exibem quadros à venda. A complexidade do cardápio é o ponto forte da casa, tanto que foi eleita pelo júri da primeira edição de VEJA Praia como o melhor variado da Baixada Santista. Peixes, frutos do mar, pratos com carne e frango são tão bem executados quanto as massas. Uma das receitas elaboradas pelo chef, João Frutuoso, é o medalhão ao molho de escargot (medalhão de filé mignon coberto com escargot picado, vinho madeira, molho rôti, servido com risoto de passas e batata sautée, a R$ 62,00). Outra sugestão é o camarão à jennifer (com bacon, alho-poró, salsinha, tomate seco, vinho branco, servido com risoto de açafrão, a R$ 108,00).

Avenida Azevedo Sodré, 111, Gonzaga, Santos,
(13) 3284-8944 (100 lugares). 11h/15h e 18h30/0h (sáb. e dom. 11h30/0h). Cc.: D e V. Cd.: M, R e V. . Ar. Entrega em domicílio (10% do valor do pedido). www.piccologiovanni.com.br. Aberto em 1991. $$

 

O melhor fim de noite

Almeida

 
Depois da meia-noite: boêmios e famílias encontram-se para a saideira

É raro existir um santista que não conheça o Almeida e que não tenha na ponta da língua o endereço da casa, que fica numa das vias mais famosas da cidade: Avenida Ana Costa, nº 1. Em funcionameto desde 1932, o retaurante recebe o público que circula pela região central na hora do almoço. Mas é tarde da noite que se encontram pessoas de todos os bairros, dos da orla aos mais distantes. Por volta da 1 ou 2 da manhã, especialmente nos fins de semana, o salão fica lotado. Por isso, o Almeida tem o melhor fim de noite da Baixada Santista de acordo com o júri de VEJA Praia. Por trás do antigo balcão, o atual dono, Jaime Muniz Pereira, lista alguns dos pratos que simbolizam o lugar: o medalhão de filé mignon alto com brócolis ao alho e batatas portuguesas (R$ 58,00); a meca santista (que não é grelhada, mas servida no espeto e acompanhada de risoto de palmito pupunha e farofa de banana com abacaxi, R$ 63,00); e o bacalhau almeida, grelhado com brócolis ao alho e óleo (R$ 84,00). Para beber, cerveja Original a R$ 4,40.

Avenida Ana Costa, 1, Vila Matias, Santos, (13) 3232-7508 (70 lugares). 24h (a cozinha funciona de 11h/5h). Cc.: M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: S, T, V e So. Ar. Entrega em domicílio (R$ 3,00). Aberto em 1932. $$

 

Prêmio tradição

Café Paulista

 
Azulejos pintados: herança dos tempos da inauguração, em 1911

Se você estiver chegando à porta do Café Paulista e for obrigado a interromper o passo para esperar o bonde atravessar à sua frente, imagine-se, nesse instante, voltando no tempo. A passagem da composição será um involuntário, mas bem-vindo, aperitivo antes de se acomodar numa das mesas da casa, que leva o prêmio tradição entre os restaurantes da Baixada Santista, na edição de VEJA Praia. Administrado pelos fidalgos espanhóis Antonio e Manolo Rodriguez, sempre postados no caixa à esquerda do salão decorado com azulejos pintados, o restaurante foi aberto em 1911 e viveu o auge do ciclo do café, quando a região fervilhava. Era ponto de encontro de negociantes, que passavam ali para um cafezinho (R$ 1,20). Na década de 50, a casa passou a servir refeições. Antônio Rodriguez, que trabalhou como garçom nessa época, diz que o lugar ficou grande demais para somente servir o café, ainda mais depois que as pessoas começaram a tomá-lo no balcão. Suas sugestões, hoje, são a garoupa à guanabara (no espeto, com molho provençal e camarão, acompanhada de arroz com palmito, R$ 48,00) e o bacalhau paulista (posta grelhada ao alho e óleo com legumes e batata frita, R$ 52,00). Se sua passagem for breve a ponto de tomar o próximo bonde, peça a empadinha de palmito ou a de camarão (R$ 1,80).

Praça Rui Barbosa, 8, centro, Santos, (13) 3219-5550 (50 lugares). 6h30/20h (sáb. até 17h; fecha dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: S, T, V e So Aberto em 1911. $$

 
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