| Os
melhores | Além
de opinar sobre o melhor em cada especialidade, cada jurado fez uma lista com
dez restaurantes em ordem decrescente. O primeiro recebeu 10 pontos, o segundo
9, e assim até o décimo, com 1 ponto. O quadro mostra o campeão e, em ordem alfabética,
as outras onze melhores mesas da capital | | |
| Ad'oro
Restaurante | Variado |
| Bistró
Camilla | Variado |
| Bistrô
Le Chef | Variado |
| Cateretê | Carnes |
| Kabanas | Variado |
| Kanpai | Oriental |
| L'Etoile d'Argent
| Variado |
| Naturale | Variado |
| Panela
Mágica | Variado |
| Parrilla | Carnes |
| Tao | Oriental |
| | O
melhor da cidade O melhor variado Campeão
da boa mesa Piquiras
 |
| Ícone da capital: charmoso reduto de pessoas ilustres
da sociedade goiana | Fazer
uma refeição no restaurante não se restringe a provar os
pratos da culinária internacional elaborados pelos chefs Lúcio da
Fonseca e Vanessa Barcelos. Enquanto degusta um foie gras quente servido com pêra
cozida no vinho e molho de maracujá, por exemplo, o comensal freqüente
do Piquiras pode estar fechando um importante contrato, decidindo o rumo de uma
empresa ou costurando acordos políticos. Empresários, políticos
e figuras da alta sociedade goianiense tradicionalmente fazem das mesas do restaurante
uma extensão de seus escritórios e, entre uma garfada e outra, tomam
importantes decisões. Tal prestígio foi conquistado em mais de duas
décadas servindo com bom atendimento e variado cardápio. A prova
de que as qualidades do Piquiras ultrapassam a aura de cenário de decisões
de negócios e políticas e se estendem aos requisitos primordiais
da boa mesa é que a casa recebe desde a primeira edição de
VEJA Goiânia o título de o melhor restaurante da cidade, premiação
máxima do especial, e também foi eleita nestes quatro anos o melhor
na especialidade variados. O cardápio lista desde clássicos da cozinha
internacional até criações com referências regionais.
As influências da gastronomia local estão em pratos com ingredientes
típicos, como o risoto do cerrado. A iguaria é preparada com arroz,
frango, lingüiça, pequi, guariroba, azeite, ervilha, açafrão,
cebola, folhas de louro, cheiro-verde, tomate, azeitona verde e pimenta-de-cheiro
e custa R$ 51,00 para duas pessoas. Com inspiração na cozinha mediterrânea,
há pratos como a paella à piquiras, uma caprichada fusão
de temperos e legumes que dão cor e sabor ao arroz de risoto e aos frutos
do mar e pescados patola de caranguejo, lagosta, camarão, polvo,
lula, mexilhão e peixe , que vai à mesa em um tacho de cobre.
Custa R$ 109,00 e serve duas pessoas. Para acompanhar a refeição,
a casa oferece uma carta de vinhos com mais de 120 rótulos, das principais
regiões produtoras do mundo. Uma boa pedida para encerrar a refeição
é a sobremesa de cajuzinho do cerrado com jabuticaba em calda, servida
com sorvete de creme, a R$ 11,00. As duas unidades do Piquiras têm salão
com decoração clássica, com obras de arte, luminárias
sofisticadas e espelhos. A descontração fica mais restrita ao exterior,
onde funcionam os agradáveis bares. Principalmente nos fins de tarde, as
mesas lotam de jovens em busca de chope e cerveja gelados a casa vende
mais de 20 000 litros de chope por mês. Os acompanhamentos ideais para a
happy hour são os mais de vinte tipos de petisco. O campeão de vendas
é o pastel de carne com pequi. Avenida
República do Líbano, 1758, Setor Oeste,
3223-8168 (168 lugares). 10h/15h e 17h/2h (seg. a sex.); e 10h/2h (sáb.
e dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V.
Couvert: R$ 7,00. Ar.
Entrega em domicílio; Rua 146, 464, Setor Marista,
3281-4344 (180 lugares). 10h/15h e 17h/2h (seg. a sex.); e 10h/2h (sáb.
e dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V.
Manobr. Couvert: R$ 7,00. Ar.
Entrega em domicílio. www.piquiras.com.br.
Aberto em 1985. $$$ A
chef do ano Emiliana Azambuja
 |
Nas mãos de Emiliana Azambuja,
ingredientes característicos da culinária goiana ganham novas formas.
A guariroba transforma-se em sorvete, o torresmo vira farofa e o pequi revela
seu lado doce numa receita de uma ganache servida como sobremesa. Nas criações
da chef, pratos típicos do cerrado passam por uma desconstrução
e ganham status de alta gastronomia. A ousadia só é possível
porque Emiliana faz uma pesquisa constante de produtos da terra e transforma sua
cozinha em um laboratório de testes. Adepta do slow food, movimento que
tem como um de seus alicerces a valorização de produtos regionais,
ela percorre mercados municipais e circula pelos rincões de Goiás
buscando novos ingredientes, conversando com os moradores e incentivando a produção
de frutos e temperos do cerrado. Da união do regional com a alta gastronomia
surgem criações como o minissonho de surubim, o canapé de
biju com mascarpone e cajuzinho-passa e o mix de pétalas e folhas com espuma
de gorgonzola. Depois de formar-se em gastronomia no Senac Águas de São
Pedro, em São Paulo, Emiliana fez estágios em restaurantes da Espanha
e da Itália. A experiência européia despertou o desejo de
voltar a Goiânia e ser uma das precursoras do movimento que ela intitula
"culinária goiana contemporânea". Suas receitas podem ser degustadas
nas festas e nos eventos organizados pelo bufê Atelier Gastronômico,
inaugurado por Emiliana em 1998, e nos principais festivais gastronômicos
do estado. O
melhor árabe
Árabe
 |
| Banquete: vinte pratos típicos servidos no rodízio |
É em um ambiente familiar decorado
com peças libanesas e sírias que Miguel Abrão e seu filho,
Marcelo, recebem os clientes há dezessete anos. Mas a história do
restaurante Árabe começou em 1964, com uma pequena lanchonete no
bairro de Campinas onde Ramiza Abrão, mãe de Miguel, servia suas
receitas típicas. A cozinha do restaurante agora está a cargo de
sua nora, Joana D'Arc, que busca inspiração para a criação
de novos pratos no curso de gastronomia que está fazendo, mas mantém
os preceitos culinários passados por Ramiza. Prezar pela qualidade dos
ingredientes usados nas receitas é um desses segredos que ela segue à
risca no Árabe, novamente eleito o melhor da cidade na sua especialidade,
de acordo com os jurados de VEJA Goiânia. Tradição
e inovações se mesclam no banquete da casa. Além dos quibes,
esfihas e coalhadas típicos da culinária árabe, o rodízio
(R$ 32,90 no almoço e R$ 49,90 o casal, no jantar) tem ainda criações
como o arroz com galinha e grão-de-bico e o arroz com carneiro e castanha.
O rodízio apresenta vinte pratos. Os destaques são o baba ghanoush
(berinjela defumada), o quibe cru, o pão sírio caseiro, o arroz
com lentilhas, o lahen michwi (espetinhos de carne) e os charutos feitos com folhas
de uva colhidas no parreiral cultivado pela família. Para acompanhar o
banquete, a sugestão é escolher um dos vinhos libaneses disponíveis
na carta de bebidas, que lista cerca de cinqüenta rótulos de diversas
nacionalidades. Ao lado do restaurante funciona uma lanchonete que oferece iguarias
típicas, como quibes, esfihas e coalhada seca.
Avenida 83, 205, Setor Sul,
3218-5935 (120 lugares). 11h/22h30 (seg. a sáb.); e 11h/18h (dom.). Cc.:
D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: S, T, V e So. T.: Cr, C, T e V. Ar.
Entrega em domicílio. Aberto em 1964. $$ O
melhor brasileiro
Chão Nativo I
 |
| Tempero regional: delícias goianas servidas no fogão
caipira | Deparar com o banquete
de pratos regionais servidos na casa é como fazer um passeio gastronômico
pela culinária goiana transmitida há gerações. Entre
os mais de sessenta pratos, estão clássicos da cultura do interior,
como a guariroba, o frango caipira, a costelinha de porco, o empadão goiano,
a paçoca de carne, a leitoa à pururuca, o angu de milho verde e
o pequi. Algumas receitas resultaram de pesquisas sobre o modo de cozinhar dos
tropeiros. É o caso da carne na lata, inspirado no costume dos aventureiros
de conservar a carne em latas de banha para preservá-la durante suas jornadas
pelos rincões do Brasil. O bufê (R$ 21,90 de segunda a sexta e R$
23,90 aos sábados e domingos) tem pratos especiais nos fins de semana.
No sábado serve pernil assado, feijoada completa, carne-de-sol com feijão
verde e caranha assada. Aos domingos, há bacalhoada, vatapá de camarão
e risoto de Goiás. Para a sobremesa são servidos doces caseiros,
com destaque para o pé-de-moleque feito com rapadura. A casa ainda oferece
quinze opções de licores. Os mais pedidos são o de pequi,
de morango, de cravo e de jabuticaba. A valorização da cultura regional
também fica clara na decoração. O ambiente é repleto
de objetos que remetem às antigas fazendas. São lamparinas, máquina
de costura, rádios, panelas de ferro, o fogão caipira onde são
servidos os pratos quentes e até uma casa de joão-de-barro e um
carro de boi. Uma lojinha do restaurante vende produtos como conservas e molhos
de pimenta, cachaça artesanal e conserva da polpa do pequi. O Chão
Nativo I foi eleito pelo júri de VEJA Goiânia o restaurante
que serve a melhor comida brasileira da cidade. Avenida
República do Líbano, 1809, Setor Oeste,
3223-5396 (220 lugares). 11h/15h30 (seg. a sex.); e 11h/16h (sáb.,
dom. e feriados). Cc.: D, H, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: S e V. T.: C.
Manobr.
www.chaonativo1.com.br.
Aberto em 1996. $$ A
melhor carne
Parrilla
 |
| Sotaque uruguaio: cortes importados preparados na parrilla
| O nome da casa remete a
uma churrasqueira típica do Uruguai. Na parrilla, apenas a brasa é
utilizada para assar as carnes. A madeira e o carvão de eucalipto são
queimados separadamente. Essa técnica evita que a queima do carbono interfira
no sabor da carne. Para comandar o preparo dos cortes com maestria, o chef de
cozinha e proprietário da casa, Vinícius de Paiva Rodrigues, conta
com a experiência do chef parrillero Miguel Angel, um uruguaio que está
no Brasil há doze anos e já comandou parrillas em Belo Horizonte,
Rio de Janeiro e São Paulo. Para garantir a qualidade das carnes, o restaurante
importa os cortes da Argentina. O cuidado se estende à forma de assá-los.
As peças, que variam de 380 a 400 gramas, são temperadas e depois
vão à parrilla bem próximas à brasa, numa temperatura
que chega a 600 ºC. Desta maneira, a peça não perde líquido
e mantém sua maciez e suculência. Tamanho esmero garantiu ao Parrilla,
inaugurado há menos de um ano, o título de o melhor na sua especialidade,
de acordo com o júri de VEJA Goiânia. Uma das sugestões
do chef parrillero Miguel Angel no cardápio é o prime rib, um corte
especial do contrafilé, com osso da costela, a R$ 32,00. Outros destaques
são o bife de tira, preparado com o miolo da picanha e o bife de chorizo,
um corte tradicional uruguaio. O cardápio lista ainda outros quinze tipos
de carne preparados na parrilla, dois tipos de peixe, saladas e guarnições.
Uma boa pedida para acompanhar é selecionar um dos quarenta rótulos
de vinho, entre argentinos, chilenos, franceses, italianos, portugueses e nacionais
armazenados em uma adega climatizada. Para a sobremesa, a sugestão
do proprietário é um prato típico uruguaio: flã com
calda, preparado com chantilly e sem leite condensado.
Rua T-36, 2218, lote 03, quadra 112-A, Setor Bueno,
3278-3966 (120 lugares). 11h30/14h30 e 18h/0h30( ter. a sex.); 11h30/0h30 (sáb.);
e 11h30/18h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V.
Ar.
Entrega em domicílio. Aberto em 2006. $$ O
melhor italiano
Mezzaluna
 |
| Tetracampeão: pratos da culinária mediterrânea não saem
do pódio | Filho de italianos
da região de Modena, terra de Luciano Pavarotti e da Ferrari, Marco Bertele
se divide entre Goiânia e a cidade de Florença, na Itália,
onde mora sua família. Na bagagem de volta ao Brasil, traz sempre inspirações
gastronômicas para aprimorar o Mezzaluna, eleito pelo quarto ano consecutivo
o melhor restaurante italiano da cidade. Ele faz questão de acompanhar
de perto o movimento do ambiente e da cozinha, de onde saem pratos da culinária
mediterrânea. Tal esmero inclui provar a mesma receita todos os dias até
que tenha certeza de que ela esteja sendo preparada com a mesma proporção
de ingredientes e temperos, ainda que feita por funcionários diferentes.
Além de garantir uma coerência constante dos sabores, essa técnica
ajuda a formar os funcionários da casa. O atual chef, Antônio Cézar,
começou a trabalhar no restaurante em 1998 como ajudante até ser
treinado para manter as tradições e as receitas da casa. A sugestão
do chef para a entrada é a ensalada tropicalle, preparada com folhas verdes,
coentro, limão, hortelã, mamão, manga e camarão (R$
24,00). Entre os vários tipos de massa, risotos e carnes, o chef destaca
o salmone in salsa di "maracujá", filé de salmão, com arroz
branco e palmito, e o maccherone gratinati, pasta preparada com almôndegas
de carne, mussarela de búfala, ervilhas, parmesão e molho branco.
Para acompanhar, a casa oferece oitenta rótulos de vinhos italianos, chilenos
e argentinos. Como sobremesa, as dicas de Bertele são o tradicional tiramisu
(R$ 8,60) e a torta di fragola, feita com morango e maracujá.
Avenida Deputado Jamel Cecílio, 3221, Jardim Goiás,
3242-2162 (200 lugares). 12h/15h e 18h/último cliente (seg. a sex.); e
12h/último cliente (sáb., dom. e feriados). Cc.: D, M, V e A. Cd.:
M, R, C e V. Cr.: V.
Manobr.
Entrega em domicílio. Aberto em 1996. $$$ O
melhor oriental
Tao
 |
| Fusão de sabores: influências das cozinhas da China,
do Japão e da Tailândia | A
fusion cuisine, movimento que nasceu em Paris no século passado, prega
a mistura ou fusão, numa tradução do termo
de ingredientes e receitas de distintas vertentes gastronômicas. Um bom
exemplo das criativas receitas que podem surgir com essa mescla pode ser conferido
no cardápio do Tao, que propõe a reunião de sabores japoneses,
chineses e tailandeses com toques ocidentais. Para manter uma renovação
constante no menu, a casa recebe uma consultoria semestral do chef Kaká
Silva, que cria pratos como o camarão asiático, feito com o crustáceo
grande grelhado, purê de batatas com wasabi e molho de ostras (R$ 54,90).
Os peixes preparados no Tao chegam a Goiânia cinco vezes por semana, vindos
do Nordeste e de países como Chile e Japão. Ingredientes como gengibre,
arroz de jasmim e algumas pimentas são importados diretamente da Tailândia.
A refeição pode começar com as robatas de vegetais (R$ 3,50)
e seguir com o abadejo com gâteau, prato principal feito com o pescado grelhado
e servido com bolo de abobrinha, bacalhau e parmesão (R$ 44,90, em média).
Para finalizar, a variação doce de um típico prato japonês:
tempura de sorvete (R$ 12,90). Uma sugestão que cai bem na happy hour é
o festival de sushis, sashimis e mais cinco pratos quentes, a R$ 31,90 para mulheres
e R$ 39,90 para homens. A casa foi eleita pelo júri de VEJA Goiânia
o melhor restaurante oriental da cidade. Rua
T-48, 121, Setor Oeste,
3251-3333 (120 lugares). 18h/último cliente (seg. a sex.); e 12h/15h e
18h/2h (sáb. e dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V.
Manobr. Ar.
Entrega em domicílio. www.taorestaurante.com.br.
Aberto em 2004. $$$ O
melhor pescado
Companhia do Peixe
 |
| Saboroso segredo: a técnica de preparo mantém
o sabor original dos peixes e frutos do mar | Os
pescados servidos no Companhia do Peixe passam por um crivo minucioso que garante
sua qualidade e sabor. Originários da Região Norte, principalmente
do Pará, do Sul do Brasil e de São Paulo, eles chegam semanalmente
a Goiânia e são descongelados em pequenos lotes, seguindo normas
culinárias que mantêm seu sabor inalterado. Na cozinha, os pescados
recebem ingredientes importados e temperos bem medidos pelos chefs Renato Garcia
e Renivaldo Nery. O resultado são os refinados pratos servidos no Companhia
do Peixe, eleito o melhor restaurante da cidade na sua especialidade, de acordo
com o júri de VEJA Goiânia. A sugestão de entrada é
a porção de bolinhos de bacalhau, a R$ 19,00. A refeição
segue com o pirarucu à companhia do peixe (R$ 35,50), prato que já
foi provado pelo cantor Chico Buarque. Ele é preparado com o filé
de pirarucu grelhado, coberto com semente de papoula e regado com molho gorgonzola.
Como acompanhamento, são servidos shiitake gratinado, arroz e brócolis.
Outra opção de prato principal é o bacalhau grelhado em posta,
preparado com azeite de oliva e servido com batata sautée e arroz com brócolis.
Custa R$ 113,30 e serve duas pessoas. Para acompanhar, a casa oferece uma carta
de vinhos com mais de 100 rótulos, entre nacionais e importados, armazenados
em duas adegas climatizadas. Uma boa pedida para encerrar o banquete é
o morango flambado com sorvete. Rua
T-30, 2333, esquina com a T-53, Setor Bueno,
3252-1498 (170 lugares). 11h/15h e 18h/0h (seg. a sex); 11h30/1h (sáb.
e feriados) e 11h30/17h (dom.). Cc.: D, H, M e V. Cd.: M, R, C e V. Cr.: V.
Entrega em domicílio. Aberto em 2002. $$$ A
melhor pizzaria
Casa São Paulo
 |
| Terra da garoa: receitas de acordo com a tradição paulistana
| A inspiração
em São Paulo não fica restrita ao nome da casa. A receita das pizzas
é tipicamente paulistana, com massa mais fina que as produzidas no restante
do país, e o cardápio apresenta uma profusão de sabores e
ingredientes, outro elemento próprio das pizzarias da terra da garoa. A
inspiração se estende ao ambiente. A intenção do proprietário,
André Schack, foi reproduzir o clima dos restaurantes de bairros típicos
italianos da capital paulista, como o Bexiga e a Mooca. Para isso, ele escolheu
um sobrado de época na região conhecida como Mansões do Setor
Marista e manteve o projeto arquitetônico original dos anos 70. Logo na
entrada, um hall com mesas e cadeiras altas serve de sala de espera para os 120
lugares da casa, bastante disputados nos fins de semana. O salão interno
tem amplas janelas com vista para o jardim e mesas na calçada completam
o espírito de boemia presente no ambiente. O cardápio lista 47 variedades
de pizzas e está dividido entre as receitas tradicionais, como mussarela
e calabresa, e redondas que levam nomes de bairros de São Paulo. A sumaré
é preparada com mussarela, catupiry, gorgonzola, parmesão e copa
(R$ 30,40 a grande). Também faz sucesso a jabaquara, com mussarela, lingüiça
calabresa picada e molho vinagrete, por R$ 27,50 a grande. O sabor paulistano
conquistou os goianienses, tanto que a Casa São Paulo foi eleita a melhor
pizzaria da cidade, de acordo com o júri de VEJA Goiânia.
O menu de antepastos tem sugestões como o de berinjela, cebola, pimentão
e azeitonas verdes, acompanhado de pão caseiro (R$ 8,90). Para a sobremesa,
há trufas de chocolate e musse de nozes (R$ 8,00 cada uma).
Alameda Dom Emanoel Gomes, 335, Setor Marista,
3255-3112 (120 lugares). 18h/0h (seg. a sex.); e 18h/23h30 (dom.). Cc.: D, M e
V. Cd.: M, R, C e V. Cr.: V. T.: Tr e V.
Entrega em domicílio. www.casasaopaulopizzaria.com.br.
Aberto em 1999. $$ A
melhor carta de vinhos
A melhor happy hour O
melhor para petiscar Kabanas
 |
| Dupla personalidade: expoente entre os bares e restaurantes
da capital | Conciliar sua
vertente de bar badalado com a de um restaurante reconhecido por sua excelência
enogastronômica é uma tarefa que o Kabanas tem cumprido com maestria.
Na eleição de VEJA Goiânia deste ano, a casa ganhou
do júri de bares o título de melhor happy hour e também foi
campeã na categoria para petiscar. Os jurados de restaurantes elegeram
sua carta de vinhos a melhor da capital e colocaram o Kabanas entre as doze melhores
mesas da cidade. Os dois ambientes bem definidos da casa ajudam a fazer a distinção
para quem deseja apenas tomar um chopinho ou para o cliente que anseia provar
um prato da culinária internacional. O bar fica em um varandão com
vista para o Parque Vaca Brava. Os fins de tarde são movidos a chope
vende 10 000 litros da bebida por mês e caprichadas opções
de petiscos. O cardápio lista mais de trinta variedades de tira-gosto.
Entre os mais pedidos estão a minissalsicha alemã e o repolho em
conserva servido com molho de mel e mostarda. A face de restaurante do Kabanas
se revela ao entrar no salão com mesas postas com forros brancos, talheres
de prata e taças de cristal. A cozinha é comandada pelo chef Geraldo
de Souza, que prepara entradas como a alcachofra recheada com cubos de robalo
e camarão. A sugestão de prato principal é a anchova negra
grelhada, preparada com azeite aromatizado, tomate oriental, alecrim, ervilha
torta, alcaparras e couve-de-bruxelas. A carta de vinhos campeã foi elaborada
pelo proprietário da casa, Ricardo Netto Siqueira, que também é
sommelier. Os 290 rótulos são armazenados em duas adegas climatizadas
com capacidade para 400 garrafas. As sugestões de Siqueira são o
tinto chileno Viña Carmen Reserve Merlot (R$ 78,00) e o italiano Amarone
Mazzano Della Valpolicella 1999 (Masi), a R$ 759,00. A carta de vinhos também
dá destaque especial aos brancos e rosés e lista sessenta rótulos
dessas variedades, próprias para o clima quente de Goiânia.
Avenida T-3, 2693, Bueno,
3093-3393 (900 lugares). 11h/15h e 17h/último cliente (seg.a sex.)
10h/último cliente (sáb. e dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V.
Ar.
www.kabanas.com.br.
Aberto em 2004. $$$ |