Restaurantes
* Preços coletados até outubro de 2007
 
O melhor da cidade

O melhor oriental

O melhor variado O melhor pescado
A chef do ano A melhor pizzaria
O melhor árabe A melhor carta de vinhos
O melhor brasileiro A melhor happy hour
A melhor carne O melhor para petiscar
O melhor italiano  



Os melhores

Além de opinar sobre o melhor em cada especialidade, cada jurado fez uma lista com dez restaurantes em ordem decrescente. O primeiro recebeu 10 pontos, o segundo 9, e assim até o décimo, com 1 ponto. O quadro mostra o campeão e, em ordem alfabética, as outras onze melhores mesas da capital

PiquirasVariado
Restaurante
Especialidade
Ad'oro Restaurante
Variado
Bistró Camilla
Variado
Bistrô Le Chef
Variado
Cateretê
Carnes
Kabanas
Variado
Kanpai
Oriental
L'Etoile d'Argent
Variado
Naturale
Variado
Panela Mágica
Variado
Parrilla
Carnes
Tao
Oriental

 

Veja também

Conheça os jurados
Quadro: Como eles votaram

O melhor da cidade
O melhor variado

Campeão da boa mesa

Piquiras

Ícone da capital: charmoso reduto de pessoas ilustres da sociedade goiana

Fazer uma refeição no restaurante não se restringe a provar os pratos da culinária internacional elaborados pelos chefs Lúcio da Fonseca e Vanessa Barcelos. Enquanto degusta um foie gras quente servido com pêra cozida no vinho e molho de maracujá, por exemplo, o comensal freqüente do Piquiras pode estar fechando um importante contrato, decidindo o rumo de uma empresa ou costurando acordos políticos. Empresários, políticos e figuras da alta sociedade goianiense tradicionalmente fazem das mesas do restaurante uma extensão de seus escritórios e, entre uma garfada e outra, tomam importantes decisões. Tal prestígio foi conquistado em mais de duas décadas servindo com bom atendimento e variado cardápio. A prova de que as qualidades do Piquiras ultrapassam a aura de cenário de decisões de negócios e políticas e se estendem aos requisitos primordiais da boa mesa é que a casa recebe desde a primeira edição de VEJA Goiânia o título de o melhor restaurante da cidade, premiação máxima do especial, e também foi eleita nestes quatro anos o melhor na especialidade variados. O cardápio lista desde clássicos da cozinha internacional até criações com referências regionais. As influências da gastronomia local estão em pratos com ingredientes típicos, como o risoto do cerrado. A iguaria é preparada com arroz, frango, lingüiça, pequi, guariroba, azeite, ervilha, açafrão, cebola, folhas de louro, cheiro-verde, tomate, azeitona verde e pimenta-de-cheiro e custa R$ 51,00 para duas pessoas. Com inspiração na cozinha mediterrânea, há pratos como a paella à piquiras, uma caprichada fusão de temperos e legumes que dão cor e sabor ao arroz de risoto e aos frutos do mar e pescados – patola de caranguejo, lagosta, camarão, polvo, lula, mexilhão e peixe –, que vai à mesa em um tacho de cobre. Custa R$ 109,00 e serve duas pessoas. Para acompanhar a refeição, a casa oferece uma carta de vinhos com mais de 120 rótulos, das principais regiões produtoras do mundo. Uma boa pedida para encerrar a refeição é a sobremesa de cajuzinho do cerrado com jabuticaba em calda, servida com sorvete de creme, a R$ 11,00. As duas unidades do Piquiras têm salão com decoração clássica, com obras de arte, luminárias sofisticadas e espelhos. A descontração fica mais restrita ao exterior, onde funcionam os agradáveis bares. Principalmente nos fins de tarde, as mesas lotam de jovens em busca de chope e cerveja gelados – a casa vende mais de 20 000 litros de chope por mês. Os acompanhamentos ideais para a happy hour são os mais de vinte tipos de petisco. O campeão de vendas é o pastel de carne com pequi.

Avenida República do Líbano, 1758, Setor Oeste, 3223-8168 (168 lugares). 10h/15h e 17h/2h (seg. a sex.); e 10h/2h (sáb. e dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Couvert: R$ 7,00. Ar. Entrega em domicílio; Rua 146, 464, Setor Marista, 3281-4344 (180 lugares). 10h/15h e 17h/2h (seg. a sex.); e 10h/2h (sáb. e dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Manobr. Couvert: R$ 7,00. Ar. Entrega em domicílio. www.piquiras.com.br. Aberto em 1985. $$$

 

A chef do ano

Emiliana Azambuja

Nas mãos de Emiliana Azambuja, ingredientes característicos da culinária goiana ganham novas formas. A guariroba transforma-se em sorvete, o torresmo vira farofa e o pequi revela seu lado doce numa receita de uma ganache servida como sobremesa. Nas criações da chef, pratos típicos do cerrado passam por uma desconstrução e ganham status de alta gastronomia. A ousadia só é possível porque Emiliana faz uma pesquisa constante de produtos da terra e transforma sua cozinha em um laboratório de testes. Adepta do slow food, movimento que tem como um de seus alicerces a valorização de produtos regionais, ela percorre mercados municipais e circula pelos rincões de Goiás buscando novos ingredientes, conversando com os moradores e incentivando a produção de frutos e temperos do cerrado. Da união do regional com a alta gastronomia surgem criações como o minissonho de surubim, o canapé de biju com mascarpone e cajuzinho-passa e o mix de pétalas e folhas com espuma de gorgonzola. Depois de formar-se em gastronomia no Senac Águas de São Pedro, em São Paulo, Emiliana fez estágios em restaurantes da Espanha e da Itália. A experiência européia despertou o desejo de voltar a Goiânia e ser uma das precursoras do movimento que ela intitula "culinária goiana contemporânea". Suas receitas podem ser degustadas nas festas e nos eventos organizados pelo bufê Atelier Gastronômico, inaugurado por Emiliana em 1998, e nos principais festivais gastronômicos do estado.

 

O melhor árabe

Árabe

Banquete: vinte pratos típicos servidos no rodízio

É em um ambiente familiar decorado com peças libanesas e sírias que Miguel Abrão e seu filho, Marcelo, recebem os clientes há dezessete anos. Mas a história do restaurante Árabe começou em 1964, com uma pequena lanchonete no bairro de Campinas onde Ramiza Abrão, mãe de Miguel, servia suas receitas típicas. A cozinha do restaurante agora está a cargo de sua nora, Joana D'Arc, que busca inspiração para a criação de novos pratos no curso de gastronomia que está fazendo, mas mantém os preceitos culinários passados por Ramiza. Prezar pela qualidade dos ingredientes usados nas receitas é um desses segredos que ela segue à risca no Árabe, novamente eleito o melhor da cidade na sua especialidade, de acordo com os jurados de VEJA Goiânia. Tradição e inovações se mesclam no banquete da casa. Além dos quibes, esfihas e coalhadas típicos da culinária árabe, o rodízio (R$ 32,90 no almoço e R$ 49,90 o casal, no jantar) tem ainda criações como o arroz com galinha e grão-de-bico e o arroz com carneiro e castanha. O rodízio apresenta vinte pratos. Os destaques são o baba ghanoush (berinjela defumada), o quibe cru, o pão sírio caseiro, o arroz com lentilhas, o lahen michwi (espetinhos de carne) e os charutos feitos com folhas de uva colhidas no parreiral cultivado pela família. Para acompanhar o banquete, a sugestão é escolher um dos vinhos libaneses disponíveis na carta de bebidas, que lista cerca de cinqüenta rótulos de diversas nacionalidades. Ao lado do restaurante funciona uma lanchonete que oferece iguarias típicas, como quibes, esfihas e coalhada seca.

Avenida 83, 205, Setor Sul, 3218-5935 (120 lugares). 11h/22h30 (seg. a sáb.); e 11h/18h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: S, T, V e So. T.: Cr, C, T e V. Ar. Entrega em domicílio. Aberto em 1964. $$

 

O melhor brasileiro

Chão Nativo I

Tempero regional: delícias goianas servidas no fogão caipira

Deparar com o banquete de pratos regionais servidos na casa é como fazer um passeio gastronômico pela culinária goiana transmitida há gerações. Entre os mais de sessenta pratos, estão clássicos da cultura do interior, como a guariroba, o frango caipira, a costelinha de porco, o empadão goiano, a paçoca de carne, a leitoa à pururuca, o angu de milho verde e o pequi. Algumas receitas resultaram de pesquisas sobre o modo de cozinhar dos tropeiros. É o caso da carne na lata, inspirado no costume dos aventureiros de conservar a carne em latas de banha para preservá-la durante suas jornadas pelos rincões do Brasil. O bufê (R$ 21,90 de segunda a sexta e R$ 23,90 aos sábados e domingos) tem pratos especiais nos fins de semana. No sábado serve pernil assado, feijoada completa, carne-de-sol com feijão verde e caranha assada. Aos domingos, há bacalhoada, vatapá de camarão e risoto de Goiás. Para a sobremesa são servidos doces caseiros, com destaque para o pé-de-moleque feito com rapadura. A casa ainda oferece quinze opções de licores. Os mais pedidos são o de pequi, de morango, de cravo e de jabuticaba. A valorização da cultura regional também fica clara na decoração. O ambiente é repleto de objetos que remetem às antigas fazendas. São lamparinas, máquina de costura, rádios, panelas de ferro, o fogão caipira onde são servidos os pratos quentes e até uma casa de joão-de-barro e um carro de boi. Uma lojinha do restaurante vende produtos como conservas e molhos de pimenta, cachaça artesanal e conserva da polpa do pequi. O Chão Nativo I foi eleito pelo júri de VEJA Goiânia o restaurante que serve a melhor comida brasileira da cidade.

Avenida República do Líbano, 1809, Setor Oeste, 3223-5396 (220 lugares). 11h/15h30 (seg. a sex.); e 11h/16h (sáb., dom. e feriados). Cc.: D, H, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: S e V. T.: C. Manobr. www.chaonativo1.com.br. Aberto em 1996. $$

 

A melhor carne

Parrilla

Sotaque uruguaio: cortes importados preparados na parrilla

O nome da casa remete a uma churrasqueira típica do Uruguai. Na parrilla, apenas a brasa é utilizada para assar as carnes. A madeira e o carvão de eucalipto são queimados separadamente. Essa técnica evita que a queima do carbono interfira no sabor da carne. Para comandar o preparo dos cortes com maestria, o chef de cozinha e proprietário da casa, Vinícius de Paiva Rodrigues, conta com a experiência do chef parrillero Miguel Angel, um uruguaio que está no Brasil há doze anos e já comandou parrillas em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Para garantir a qualidade das carnes, o restaurante importa os cortes da Argentina. O cuidado se estende à forma de assá-los. As peças, que variam de 380 a 400 gramas, são temperadas e depois vão à parrilla bem próximas à brasa, numa temperatura que chega a 600 ºC. Desta maneira, a peça não perde líquido e mantém sua maciez e suculência. Tamanho esmero garantiu ao Parrilla, inaugurado há menos de um ano, o título de o melhor na sua especialidade, de acordo com o júri de VEJA Goiânia. Uma das sugestões do chef parrillero Miguel Angel no cardápio é o prime rib, um corte especial do contrafilé, com osso da costela, a R$ 32,00. Outros destaques são o bife de tira, preparado com o miolo da picanha e o bife de chorizo, um corte tradicional uruguaio. O cardápio lista ainda outros quinze tipos de carne preparados na parrilla, dois tipos de peixe, saladas e guarnições. Uma boa pedida para acompanhar é selecionar um dos quarenta rótulos de vinho, entre argentinos, chilenos, franceses, italianos, portugueses e nacionais – armazenados em uma adega climatizada. Para a sobremesa, a sugestão do proprietário é um prato típico uruguaio: flã com calda, preparado com chantilly e sem leite condensado.

Rua T-36, 2218, lote 03, quadra 112-A, Setor Bueno, 3278-3966 (120 lugares). 11h30/14h30 e 18h/0h30( ter. a sex.); 11h30/0h30 (sáb.); e 11h30/18h (dom.). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R e V. Ar. Entrega em domicílio. Aberto em 2006. $$

 

O melhor italiano

Mezzaluna

Tetracampeão: pratos da culinária mediterrânea não saem do pódio

Filho de italianos da região de Modena, terra de Luciano Pavarotti e da Ferrari, Marco Bertele se divide entre Goiânia e a cidade de Florença, na Itália, onde mora sua família. Na bagagem de volta ao Brasil, traz sempre inspirações gastronômicas para aprimorar o Mezzaluna, eleito pelo quarto ano consecutivo o melhor restaurante italiano da cidade. Ele faz questão de acompanhar de perto o movimento do ambiente e da cozinha, de onde saem pratos da culinária mediterrânea. Tal esmero inclui provar a mesma receita todos os dias até que tenha certeza de que ela esteja sendo preparada com a mesma proporção de ingredientes e temperos, ainda que feita por funcionários diferentes. Além de garantir uma coerência constante dos sabores, essa técnica ajuda a formar os funcionários da casa. O atual chef, Antônio Cézar, começou a trabalhar no restaurante em 1998 como ajudante até ser treinado para manter as tradições e as receitas da casa. A sugestão do chef para a entrada é a ensalada tropicalle, preparada com folhas verdes, coentro, limão, hortelã, mamão, manga e camarão (R$ 24,00). Entre os vários tipos de massa, risotos e carnes, o chef destaca o salmone in salsa di "maracujá", filé de salmão, com arroz branco e palmito, e o maccherone gratinati, pasta preparada com almôndegas de carne, mussarela de búfala, ervilhas, parmesão e molho branco. Para acompanhar, a casa oferece oitenta rótulos de vinhos italianos, chilenos e argentinos. Como sobremesa, as dicas de Bertele são o tradicional tiramisu (R$ 8,60) e a torta di fragola, feita com morango e maracujá.

Avenida Deputado Jamel Cecílio, 3221, Jardim Goiás, 3242-2162 (200 lugares). 12h/15h e 18h/último cliente (seg. a sex.); e 12h/último cliente (sáb., dom. e feriados). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: V. Manobr. Entrega em domicílio. Aberto em 1996. $$$

 

O melhor oriental

Tao

Fusão de sabores: influências das cozinhas da China, do Japão e da Tailândia

A fusion cuisine, movimento que nasceu em Paris no século passado, prega a mistura – ou fusão, numa tradução do termo – de ingredientes e receitas de distintas vertentes gastronômicas. Um bom exemplo das criativas receitas que podem surgir com essa mescla pode ser conferido no cardápio do Tao, que propõe a reunião de sabores japoneses, chineses e tailandeses com toques ocidentais. Para manter uma renovação constante no menu, a casa recebe uma consultoria semestral do chef Kaká Silva, que cria pratos como o camarão asiático, feito com o crustáceo grande grelhado, purê de batatas com wasabi e molho de ostras (R$ 54,90). Os peixes preparados no Tao chegam a Goiânia cinco vezes por semana, vindos do Nordeste e de países como Chile e Japão. Ingredientes como gengibre, arroz de jasmim e algumas pimentas são importados diretamente da Tailândia. A refeição pode começar com as robatas de vegetais (R$ 3,50) e seguir com o abadejo com gâteau, prato principal feito com o pescado grelhado e servido com bolo de abobrinha, bacalhau e parmesão (R$ 44,90, em média). Para finalizar, a variação doce de um típico prato japonês: tempura de sorvete (R$ 12,90). Uma sugestão que cai bem na happy hour é o festival de sushis, sashimis e mais cinco pratos quentes, a R$ 31,90 para mulheres e R$ 39,90 para homens. A casa foi eleita pelo júri de VEJA Goiânia o melhor restaurante oriental da cidade.

Rua T-48, 121, Setor Oeste, 3251-3333 (120 lugares). 18h/último cliente (seg. a sex.); e 12h/15h e 18h/2h (sáb. e dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Manobr. Ar. Entrega em domicílio. www.taorestaurante.com.br. Aberto em 2004. $$$

 

O melhor pescado

Companhia do Peixe

Saboroso segredo: a técnica de preparo mantém o sabor original dos peixes e frutos do mar

Os pescados servidos no Companhia do Peixe passam por um crivo minucioso que garante sua qualidade e sabor. Originários da Região Norte, principalmente do Pará, do Sul do Brasil e de São Paulo, eles chegam semanalmente a Goiânia e são descongelados em pequenos lotes, seguindo normas culinárias que mantêm seu sabor inalterado. Na cozinha, os pescados recebem ingredientes importados e temperos bem medidos pelos chefs Renato Garcia e Renivaldo Nery. O resultado são os refinados pratos servidos no Companhia do Peixe, eleito o melhor restaurante da cidade na sua especialidade, de acordo com o júri de VEJA Goiânia. A sugestão de entrada é a porção de bolinhos de bacalhau, a R$ 19,00. A refeição segue com o pirarucu à companhia do peixe (R$ 35,50), prato que já foi provado pelo cantor Chico Buarque. Ele é preparado com o filé de pirarucu grelhado, coberto com semente de papoula e regado com molho gorgonzola. Como acompanhamento, são servidos shiitake gratinado, arroz e brócolis. Outra opção de prato principal é o bacalhau grelhado em posta, preparado com azeite de oliva e servido com batata sautée e arroz com brócolis. Custa R$ 113,30 e serve duas pessoas. Para acompanhar, a casa oferece uma carta de vinhos com mais de 100 rótulos, entre nacionais e importados, armazenados em duas adegas climatizadas. Uma boa pedida para encerrar o banquete é o morango flambado com sorvete.

Rua T-30, 2333, esquina com a T-53, Setor Bueno, 3252-1498 (170 lugares). 11h/15h e 18h/0h (seg. a sex); 11h30/1h (sáb. e feriados) e 11h30/17h (dom.). Cc.: D, H, M e V. Cd.: M, R, C e V. Cr.: V. Entrega em domicílio. Aberto em 2002. $$$

 

A melhor pizzaria

Casa São Paulo

Terra da garoa: receitas de acordo com a tradição paulistana

A inspiração em São Paulo não fica restrita ao nome da casa. A receita das pizzas é tipicamente paulistana, com massa mais fina que as produzidas no restante do país, e o cardápio apresenta uma profusão de sabores e ingredientes, outro elemento próprio das pizzarias da terra da garoa. A inspiração se estende ao ambiente. A intenção do proprietário, André Schack, foi reproduzir o clima dos restaurantes de bairros típicos italianos da capital paulista, como o Bexiga e a Mooca. Para isso, ele escolheu um sobrado de época na região conhecida como Mansões do Setor Marista e manteve o projeto arquitetônico original dos anos 70. Logo na entrada, um hall com mesas e cadeiras altas serve de sala de espera para os 120 lugares da casa, bastante disputados nos fins de semana. O salão interno tem amplas janelas com vista para o jardim e mesas na calçada completam o espírito de boemia presente no ambiente. O cardápio lista 47 variedades de pizzas e está dividido entre as receitas tradicionais, como mussarela e calabresa, e redondas que levam nomes de bairros de São Paulo. A sumaré é preparada com mussarela, catupiry, gorgonzola, parmesão e copa (R$ 30,40 a grande). Também faz sucesso a jabaquara, com mussarela, lingüiça calabresa picada e molho vinagrete, por R$ 27,50 a grande. O sabor paulistano conquistou os goianienses, tanto que a Casa São Paulo foi eleita a melhor pizzaria da cidade, de acordo com o júri de VEJA Goiânia. O menu de antepastos tem sugestões como o de berinjela, cebola, pimentão e azeitonas verdes, acompanhado de pão caseiro (R$ 8,90). Para a sobremesa, há trufas de chocolate e musse de nozes (R$ 8,00 cada uma).

Alameda Dom Emanoel Gomes, 335, Setor Marista, 3255-3112 (120 lugares). 18h/0h (seg. a sex.); e 18h/23h30 (dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R, C e V. Cr.: V. T.: Tr e V. Entrega em domicílio. www.casasaopaulopizzaria.com.br. Aberto em 1999. $$

 

A melhor carta de vinhos
A melhor happy hour
O melhor para petiscar

Kabanas

Dupla personalidade: expoente entre os bares e restaurantes da capital

Conciliar sua vertente de bar badalado com a de um restaurante reconhecido por sua excelência enogastronômica é uma tarefa que o Kabanas tem cumprido com maestria. Na eleição de VEJA Goiânia deste ano, a casa ganhou do júri de bares o título de melhor happy hour e também foi campeã na categoria para petiscar. Os jurados de restaurantes elegeram sua carta de vinhos a melhor da capital e colocaram o Kabanas entre as doze melhores mesas da cidade. Os dois ambientes bem definidos da casa ajudam a fazer a distinção para quem deseja apenas tomar um chopinho ou para o cliente que anseia provar um prato da culinária internacional. O bar fica em um varandão com vista para o Parque Vaca Brava. Os fins de tarde são movidos a chope – vende 10 000 litros da bebida por mês – e caprichadas opções de petiscos. O cardápio lista mais de trinta variedades de tira-gosto. Entre os mais pedidos estão a minissalsicha alemã e o repolho em conserva servido com molho de mel e mostarda. A face de restaurante do Kabanas se revela ao entrar no salão com mesas postas com forros brancos, talheres de prata e taças de cristal. A cozinha é comandada pelo chef Geraldo de Souza, que prepara entradas como a alcachofra recheada com cubos de robalo e camarão. A sugestão de prato principal é a anchova negra grelhada, preparada com azeite aromatizado, tomate oriental, alecrim, ervilha torta, alcaparras e couve-de-bruxelas. A carta de vinhos campeã foi elaborada pelo proprietário da casa, Ricardo Netto Siqueira, que também é sommelier. Os 290 rótulos são armazenados em duas adegas climatizadas com capacidade para 400 garrafas. As sugestões de Siqueira são o tinto chileno Viña Carmen Reserve Merlot (R$ 78,00) e o italiano Amarone Mazzano Della Valpolicella 1999 (Masi), a R$ 759,00. A carta de vinhos também dá destaque especial aos brancos e rosés e lista sessenta rótulos dessas variedades, próprias para o clima quente de Goiânia.

Avenida T-3, 2693, Bueno, 3093-3393 (900 lugares). 11h/15h e 17h/último cliente (seg.a sex.) 10h/último cliente (sáb. e dom.). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Ar. www.kabanas.com.br. Aberto em 2004. $$$

 
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