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Restaurantes - Grande Vitória
* preços coletados até maio de 2008
 

O melhor da cidade O melhor oriental
O melhor contemporâneo A melhor moqueca
A melhor carta de vinhos O melhor caranguejo
O chef do ano A melhor pizzaria
O melhor regional O melhor pescado
A melhor carne O melhor variado
O melhor italiano  

 

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Quadro: Os eleitos, por especialidade
Restaurantes - Rota do Sol
Restaurantes - Montanha

 

O melhor da cidade
O melhor contemporâneo
A melhor carta de vinhos

Melhor de três
Aleixo

 
A fabulosa adega: em uma parede do salão, o centro das atenções

À época em que foi aberto, em 2005, o Aleixo tinha como proposta exaltar o vinho. Mesmo quem ia – e ainda hoje vai – até lá só para tomar um drinque no bar não conseguia desviar a atenção da adega climatizada que acomoda 2 000 garrafas e ocupa toda a parede do fundo do restaurante. Um pequeno salão de pé-direito duplo abriga poucas mesas, que ficam afastadas umas das outras, para que os clientes possam ter privacidade. A decoração combina paredes revestidas de tijolos de demolição e outra com antigas caixas de vinho. Há também um pequeno mezanino e uma sala isolada que acomoda treze pessoas. Da cozinha comandada pelo chef Juarez Campos, bicampeão na eleição do chef do ano, saem pratos elaborados, muitos com cocção a baixas temperaturas. O cliente pode optar por dois tipos de menu degustação: um com peixes e frutos do mar e outro com carnes e aves. No cardápio, figuram pratos como o bacalhau à aleixo (lombo de bacalhau cozido em imersão de azeite com cebola, batatas, alho e tomates-cereja). E o lombo de cordeiro marinado em ervas e servido sobre ratatouille de legumes. Vale começar pela carne cruda all'albanese (carne crua picada e aromatizada com alho, limão siciliano e azeite de trufas brancas). Para finalizar, a dica é a trilogia de chocolates, que traz o ingrediente em três texturas e temperaturas diferentes: suflê, musse e sorvete. Neste ano, os jurados de VEJA Espírito Santo consagraram o Aleixo como o melhor contemporâneo, o melhor da região e o restaurante que apresenta a melhor carta de vinhos. O sommelier chileno Bóris Azevedo pode auxiliar na escolha de algum dos 200 rótulos da carta. Duas sugestões de boa relação preço-qualidade são o chileno Carpe Diem cabernet sauvignon 2005 e o francês Le Gran Verdus 2002 merlot e cabernet sauvignon. Para uma extravagância, a opção é o Château Mouton Rothschild 1997. $$$$

Rua Aleixo Neto, 1204, loja 1, Praia do Canto, Vitória, (27) 3235-9500 (70 lugares). 12h/15h e 19h/0h (sáb. almoço até 16h e jantar até 1h). Cc.: D, M e A. Cd.: M, R e C. Couvert: R$ 6,60. Ar. (R$ 40,00) Aberto em 2005.

 

Chef do ano

Juarez Campos

Todas as noites, de terça a sábado, o chef Juarez Campos visita seus três restaurantes em Vitória. Montado em uma lambreta, faz a primeira parada no italiano Oriundi. Depois de cumprimentar os clientes e delegar algumas tarefas, liga o motor e zarpa para a cantina Brasiliano. O percurso termina no Aleixo, onde seu trabalho costuma avançar noite adentro. Natural de Alegre, no interior do estado, Juarez é formado em farmácia e bioquímica. Depois de lecionar em universidades e cursos pré-vestibulares por vinte anos, transformou a gastronomia de hobby em profissão. Na garagem da casa do cunhado, ele abriu primeiramente o Oriundi, que mantém uma filial na região de Domingos Martins. Da antiga ocupação, Campos leva consigo a paixão pela pesquisa. A enorme biblioteca dispõe lado a lado títulos de gastronomia que ocupam três cômodos da casa. De viagens anuais à Itália e a outras partes do mundo, ele traz inspiração e fontes de informação para receitas testadas no Chez Cíntia. Mas esse não é um espaço aberto ao público: fica na casa do chef, onde, além de uma cozinha completamente equipada, há uma área que acomoda doze pessoas na varanda. Os subchefs e amigos de Juarez têm o privilégio de degustar o que ele apresenta ali e dar palpites. Aprovados, os pratos vão para o cardápio do Aleixo, outro de seus empreendimentos, que, não por acaso, foi eleito também o melhor da região.

 

O melhor regional

Mr. Picuí

Direto da Paraíba: carnes sertanejas importadas para a Praia do Canto

Olívia Leal nasceu em Picuí, no interior da Paraíba, mas estava morando em João Pessoa quando decidiu se mudar para Vitória com o marido e abrir o Mr. Picuí. Ela vem de uma família com tradição no ramo dos restaurantes e aprendeu com a irmã muitas das receitas que prepara hoje. No restaurante na Praia do Canto, Olívia buscou reproduzir o que se vê no sertão nordestino: pequenas cestas de palha que servem como lustres e uma parede repleta de fotos antigas de Lampião, com chapéus de cangaceiro pendurados, compõem o ambiente. Para fazer as receitas, alguns ingredientes são trazidos diretamente da Paraíba. É o caso do queijo de coalho (que é assado na brasa, com melaço), do feijão-de-corda e da manteiga de garrafa. O prato mais pedido é a picanha de sol, acompanhada de feijão arrumadinho (feijão-de-corda, carne-de-sol, manteiga de garrafa e farinha de mandioca), arroz, macaxeira frita, paçoca de carne-de-sol, pirão de queijo de coalho, farofa e vinagrete. Tudo isso serve quatro pessoas. A carne-de-sol (filé mignon, alcatra e picanha) é salgada no próprio restaurante. O surubim (peixe comum no Rio São Francisco) é servido em quatro postas intercaladas com pedaços de cebola e levadas para a mesa ainda no espeto, guarnecido de pirão, feijão-de-corda, arroz, macaxeira frita, farofa e vinagrete. Para a sobremesa, vale provar os doces de jaca e de caju. O restaurante, eleito pelo júri de VEJA Espírito Santo o melhor regional do estado pela segunda vez, vende também 150 rótulos de cachaça, a maioria produzida no Nordeste e em Minas Gerais. Às sextas acontecem shows de humor. $$

Rua Joaquim Lírio, 823, Praia do Canto, Vitória, (27) 3235-7711 (300 lugares). 11h30/15h e 18h30/23h30 (sex. jantar 18h/último cliente; sáb. sem intervalo; dom. só almoço até 17h). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Cr.: T e V. Couvert art.: R$ 20,00 (sex.). Ar. www.mrpicui.com.br. Aberto em 1999.

 

A melhor carne

Victoria Grill

Espeto corrido: à moda gaúcha, doze cortes bovinos

A inspiração para a decoração da casa aberta em 1997, segundo o restaurateur Eliseu Massing, veio dos ambientes das churrascarias de São Paulo. Um bufê de granito no centro do salão chama atenção, assim como as luzes azuladas que colorem o teto. No cardápio, ele incluiu o preparo de carnes exóticas, algo que à época não existia no estado. O proprietário, que é gaúcho da cidade de Chapada, mudou-se para Vitória em 1976 e, catorze anos depois, abriu sua primeira churrascaria, a Rodeio's, na Praia do Canto, que hoje já não funciona mais. Na Victoria Grill são servidos doze cortes bovinos, todos preparados na brasa só com sal grosso. Há também codorna, perdiz, javali, avestruz e rã. Esse cardápio faz com que os jurados de VEJA Espírito Santo elejam mais uma vez a casa como a que serve a melhor carne da região. Para completar a refeição, o bufê serve dez tipos de salada, queijos, frios e até especialidades da cozinha japonesa. Há também sete pratos quentes, como o bacalhau desfiado com batatas. Mas vale provar também os camarões VG preparados à moda da casa, com manteiga e molho de alcaparras. $$$

Rua Doutora Odete Braga Furtado, 150, Enseada do Suá, Vitória, (27) 3345-0888 (160 lugares). 11h30/15h e 19h/23h (dom. e seg. só almoço). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: V. Ar. www.churrascariavictoriagrill.com.br. Aberto em 1997.

 

O melhor italiano

O Mercador

 
Massas sempre frescas: feitas de forma artesanal pela mulher do chef

Durante uma temporada em Boca Raton, na Flórida, o catarinense Sérgio Quaresma começou a trabalhar como garçom em um pequeno restaurante italiano. Ele gostou tanto da atividade que em seis meses chegou a assumir a posição de gerente da casa. Foi assim que aprendeu, na prática, suas primeiras receitas. Retornou ao Brasil em 1995 e, cinco anos depois, decidiu abrir esta casa em sociedade com seu cunhado, Ricardo Braga. Na parte da frente do estabelecimento, uma pequena delicatessen vende frios, queijos, chocolates e bebidas importadas. Além dos dois salões, há ainda uma grande adega climatizada, com capacidade para 5 800 garrafas. As paredes revestidas com madeira de jatobá, de tom avermelhado, e a iluminação indireta compõem o ambiente. Para entrada, a dica é a mozzarella in carroza (pedaços de mussarela empanados servidos com molho de tomate e azeitonas). As massas frescas são preparadas por Cássia, mulher do chef. A dica é provar o raviolini di zucca, recheado com abóbora e carne-seca, servido com creme de requeijão. Outra opção de prato principal é o carré de cordeiro acompanhado de risoto negro (arroz arbóreo selvagem com alho-poró). Para encerrar, vale provar a tartin de maçã que vai para a mesa junto com sorvete de maçã e canela. Para acompanhar a refeição, os clientes podem escolher um dos 300 rótulos direto na adega, já que a casa não tem carta de vinhos. O júri de VEJA Espírito Santo escolheu o restaurante como o melhor italiano da região. $$$

Rua Aleixo Neto, 842, Praia do Canto, Vitória, (27) 3315-5976 (98 lugares). 11h30/15h e 19h/0h (fecha dom.). Cc.: D, M e A. Cd.: M, R, C e V. Ar. (R$ 40,00) www.restauranteomercador.com.br. Aberto em 2000.

 

O melhor oriental

Sushimar

À la carte ou no rodízio: sushis e sashimis sempre frescos

A casa na Praia do Canto é parte de uma rede que inclui outros cinco endereços em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em Vitória, o Sushimar tem um ambiente intimista, com detalhes de bambu e quadros inspirados em mangás. No salão, um grande balcão deixa à vista dos clientes o trabalho do sushiman. Os peixes e frutos do mar são entregues diariamente no restaurante para que os pratos sejam sempre preparados com ingredientes frescos. Para começar, a dica é o harumaki ebi (rolinho primavera recheado com camarão). Os combinados mais pedidos são o praia do canto (sashimis, sushis e hot filadélfia) e o vitória (sushis, sashimis, hot filadélfia e salmão skin; serve duas pessoas). A composição desses pratos foi elaborada pelos proprietários, que buscaram incorporar as especialidades preferidas dos clientes capixabas. Outra boa opção é o cogumelo umi no sachi (shimeji ou shiitake e frutos do mar flambados no saquê). Para finalizar, o ice tempura (sorvete de creme com casquinha crocante e calda de chocolate ou laranja) e as frutas carameladas com sorvete são uma boa pedida. A casa serve as receitas também em sistema de rodízio, exceto na sexta e no sábado à noite. Dessa forma, o cliente pode comer à vontade, escolhendo alguns dos mais de cinqüenta itens entre pratos quentes, sushis, sashimis e makimonos. Os seis sabores de temaki também fazem sucesso. Foi eleito o melhor oriental, na opinião do júri de VEJA Espírito Santo. $$

Rua João da Cruz, 370, loja 7, Praia do Canto, Vitória, (27) 3345-9015 (75 lugares). 11h30/15h e 18h/0h30 (dom. 12h/23h). Cc.: D, M, V, A e Dacasa. Cd.: M, R e V. Cr.: V. Ar. Entrega em domicílio. www.sushimar.com.br. Aberto em 1999.

 

A melhor moqueca

Pirão

 
Tradição: o prato típico capixaba já foi degustado na casa por muitas celebridades

Se você perguntar por Hercílio Alves da Silva na região de Vitória, é provável que ninguém saiba dizer quem é. Mas é só falar em Pirão para que o reconheçam na hora. O apelido foi dado pelos amigos que o viam ajudando no restaurante da mãe desde os 9 anos. Outra marca registrada de Pirão é sua caricatura. Criada há mais de vinte anos por Milson Henriques, ela aparece no cardápio, nos guardanapos e na parede do restaurante. O proprietário conta que o desenho era estampado até nas suas folhas de cheque. Nas paredes da casa vêem-se também fotografias do anfitrião com fregueses famosos (de Elke Maravilha ao presidente da República). É só pedir que ele mostra seus seis cadernos repletos de fotografias e autógrafos de celebridades que visitaram o restaurante. Eleito pelo júri de VEJA Espírito Santo o lugar que serve a melhor moqueca da região, o estabelecimento tem nas moquecas de badejo e robalo as mais procuradas – 50 quilos de peixe, aliás, chegam diariamente ao restaurante. A moqueca de camarão também é bastante requisitada. São preparadas ainda a torta capixaba e a garoupa salgada com banana-da-terra, um prato típico da divisa do Espírito Santo com a Bahia. Para começar a refeição, no entanto, não dispense a casquinha de siri desfiado, que pode ter ou não catupiry. $$$

Rua Joaquim Lírio, 753, Praia do Canto, Vitória, (27) 3227-1165 (110 lugares). 11h/16h e 18h/23h (sáb. e dom. só almoço até 17h). Cc.: M e V. Cd.: M, R e V. Ar. Aberto em 1982.

 

O melhor caranguejo

Caranguejo do Assis

 
Só os maiores: crustáceos selecionados um a um antes de serem servidos aos clientes

Francisco de Assis trabalhou dez anos em bares, começou como garçom e passou à gerência. Em 2000, quando o proprietário vendeu a casa em que ele trabalhava, decidiu que era hora de montar seu próprio negócio. Assim começou o Caranguejo do Assis. Inicialmente, o restaurante tinha capacidade para cinqüenta pessoas, mas o sucesso foi tanto que, depois de algumas ampliações, passou a acomodar 200. Em 2006, Assis não tinha mais para onde crescer e resolveu mudar-se para um novo local, também em Vila Velha, com capacidade triplicada. No novo endereço, as mesinhas ficam acomodadas em um amplo galpão com telhado e vigas de madeira aparentes. O destaque no cardápio é o caranguejo, eleito por VEJA Espírito Santo o melhor da região pela segunda vez consecutiva. Os crustáceos são escolhidos para que somente os maiores cheguem ao prato dos clientes. Eles são cozidos com sal e limão e servidos em um carrinho que passa entre as mesas, conservando os caranguejos imersos em água quente. Outra opção para quem é fã do crustáceo é o pirão de caranguejo. A casa oferece também 24 tipos de moqueca, todas acompanhadas de arroz, pirão e moquequinha de banana-da-terra (servem duas pessoas). Além disso, o time de sessenta funcionários prepara quatro tipos de casquinha: de siri, caranguejo, sururu e camarão. Outras boas opções são a ostra e os peixes assados. A novidade da casa são os climatizadores, que soltam vapor de água sobre o salão para manter a temperatura amena. A mais nova aquisição de Assis é um enorme aquário com capacidade para 500 litros, onde ficam acomodados peixes de água salgada, decorando o ambiente. Para beber, o cardápio lista mais de dez tipos de cerveja além do chope geladinho. Todos podem ser servidos no choppão, um tubo alto de plástico transparente que é levado para a mesa com a bebida e não permite que ela esquente. $$

Avenida Estudante José Júlio de Souza, 290, Itapoã, Vila Velha, (27) 3289-8486 (600 lugares). 11h/0h. Cc.: D, H, M, V e A. Cd.: M, R, C e V. Cr.: V. T.: Cr, C, T e V. www.caranguejodoassis.com.br. Aberto em 2001.

 

A melhor pizzaria

Zé da Pizza

 
À baiana: de Porto Seguro a Vitória, para levar o bicampeonato entre as pizzas

Quando José Carlos Tonin abriu uma pizzaria em Porto Seguro, em 1992, nem sabia preparar uma pizza. Passada uma década e meia, tornou-se um expert a ponto de construir até um forno a lenha, usando tijolos refratários. Na casa aberta em 2002, ele também faz a massa, com farinha de trigo canadense. Mas atribui o sucesso ao molho preparado por sua mulher, Cláudia, com tomates italianos e sem nenhum tipo de conservante. Para começar, vale provar o corniccione rosso, que leva apenas molho de tomate e parmesão sobre a massa. No cardápio, há vinte sabores de pizza, eleita pelo júri de VEJA Espírito Santo a melhor da região. Alguns dos destaques são a de lingüiça de javali, alho-poró e mussarela de búfala e a de escarola com bacon, alho e mussarela. Mas lembre de guardar um espaço para as sobremesas. Os profiterólis são preparados antecipadamente, congelados e, na hora de ser levados à mesa, vão para o forno a lenha. Na pequena carta de vinhos com vinte rótulos, o proprietário procurou privilegiar os argentinos e chilenos, com preços mais acessíveis. A decoração foi toda criada pelo casal e o capricho fica evidente em cada detalhe. Nos dois ambientes, um interno e um externo, a iluminação é indireta e as poucas mesas ficam distantes umas das outras para garantir a privacidade dos clientes. Em um cantinho do salão, um antigo fogão a lenha com panelas de cobre reforça o clima caseiro e aconchegante da pizzaria. $$

Rua Alaor de Queiroz Araújo, 146, Enseada do Suá, Vitória, (27) 3315-1698 (40 lugares). 19h/23h (fecha qua.). Ar. Aberto em 2002.

 

O melhor pescado

Lareira Portuguesa

Com sotaque lusitano: as cozinheiras foram treinadas pela proprietária, nascida em Portugal

Romeu e Liseta Fonseca são portugueses, mas estavam morando em Angola em 1975, quando eclodiu a guerra civil. Como ele era militar, decidiu deixar o país levando sua mulher e os dois filhos, Fernando e Sandra. O destino escolhido foi o Brasil. Eles se estabeleceram em Belo Horizonte e, depois de três anos no país, foram passar férias em Guarapari. Mesmo com tempo chuvoso, a família gostou da cidade e decidiu se estabelecer, assumindo o comando de um pequeno restaurante português. Assim começou a história do Lareira Portuguesa, que está completando trinta anos, dezenove deles com uma estrela no Guia Quatro Rodas e vinte com endereço em Vitória. Neste ano foi premiado também com o título de melhor casa de pescados pelo júri de VEJA Espírito Santo. Liseta, que é formada em nutrição e sempre gostou de cozinhar, preparava os pratos no início, seguindo as receitas que aprendera em Portugal. Hoje, a casa conta com uma equipe de cozinheiras treinadas por ela. O cardápio lista dezesseis pratos com bacalhau – por mês são vendidos em média 800 quilos importados da Noruega. O bacalhau está no recheio dos bolinhos e receitas como à lagareiro (posta imersa em azeite e gratinada com batatas, cebola, alcaparras e pimentão). Para quem quer outras opções, há também pratos com frutos do mar. A mariscada é um dos mais pedidos: feita na panela de barro, leva arroz, brócolis, lagosta, camarão, polvo e lula. Por fim, vale provar os tradicionais pastéis de santa clara. Para acompanhar, há uma carta de vinhos com 120 rótulos, na qual se destacam os portugueses. As garrafas ficam acomodadas em três adegas climatizadas: a do salão armazena 800 garrafas. $$$$

Avenida Saturnino de Brito, 260, Enseada do Suá, Vitória, (27) 3345-0329 (150 lugares). 11h30/15h e 18h30/0h (dom. só almoço até 16h30). Cc.: V e A. Cd.: V. Ar. www.lareiraportuguesa.com.br. Aberto em 1978.

 

O melhor variado

Salsa da Praia

 
Sempre movimentado: boa alternativa no almoço e na happy hour

Com mesinhas acomodadas em uma grande varanda do Shopping Day by Day, o restaurante atrai públicos diferentes. A partir do meio-dia, os profissionais que trabalham na região visitam a casa para provar os pratos executivos. No fim da tarde, há uma happy hour animada, na qual os clientes podem se servir em um bufê de antepastos. Por fim, o jantar com serviço à la carte também garante as mesas sempre cheias. O restaurante faz parte de uma rede de quatro casas, todas da família de Sebastião Pedro de Freitas. Além dos dois endereços do La Salsa, que funciona no sistema self-service por quilo, há a Salsa Pizza, inaugurada em 2007. Neste ano, pela segunda vez consecutiva os jurados de VEJA Espírito Santo elegeram o Salsa da Praia o melhor variado da região. O cardápio do almoço sempre muda e incorpora, além das criações do chef Carlos Garlope, as sugestões de quem freqüenta o restaurante, que ganham o nome do cliente. Um dos pratos mais pedidos é o escalope à la jatobá (escalope de filé mignon grelhado, servido com molho madeira, champignon, bacon, batata sautée e arroz de queijo), idéia do maître da casa, Jatobá. No jantar, a dica é o bacalhau à pedra do cruzeiro (posta grelhada no azeite de alho e cebola com brócolis, batata e arroz de palmito) ou ainda a picanha du france (picanha grelhada com molho de jabuticaba e macadâmia, acompanhada de aspargos gratinados com presunto, castanha-de-caju, provolone e arroz com mussarela de búfala). Para a sobremesa, vale apostar na banana flambada com licor de laranja, acompanhada de sorvete e polvilhada com farofa de castanha-de-caju e canela em pó. $$$

Rua Eslebão Linhares, 15, loja 8, Shopping Day by Day, Praia do Canto, Vitória, (27) 3227-2747 (160 lugares). 11h30/15h30 e 18h/1h (sáb. e dom. almoço até 16h30; dom. só almoço). Cc.: M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: T e V. Ar. (R$ 25,00) www.gruposalsa.com.br. Aberto em 2004.

 

 
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