O
melhor da cidade
O melhor contemporâneo
A melhor carta de vinhos
Melhor de três
Aleixo
 |
| A fabulosa adega: em uma parede do salão,
o centro das atenções |
À época em que foi aberto,
em 2005, o Aleixo tinha como proposta exaltar o vinho. Mesmo
quem ia – e ainda hoje vai – até lá só
para tomar um drinque no bar não conseguia desviar
a atenção da adega climatizada que acomoda 2
000 garrafas e ocupa toda a parede do fundo do restaurante.
Um pequeno salão de pé-direito duplo abriga
poucas mesas, que ficam afastadas umas das outras, para que
os clientes possam ter privacidade. A decoração
combina paredes revestidas de tijolos de demolição
e outra com antigas caixas de vinho. Há também
um pequeno mezanino e uma sala isolada que acomoda treze pessoas.
Da cozinha comandada pelo chef Juarez Campos, bicampeão
na eleição do chef do ano, saem pratos elaborados,
muitos com cocção a baixas temperaturas. O cliente
pode optar por dois tipos de menu degustação:
um com peixes e frutos do mar e outro com carnes e aves. No
cardápio, figuram pratos como o bacalhau à aleixo
(lombo de bacalhau cozido em imersão de azeite com
cebola, batatas, alho e tomates-cereja). E o lombo de cordeiro
marinado em ervas e servido sobre ratatouille de legumes.
Vale começar pela carne cruda all'albanese (carne crua
picada e aromatizada com alho, limão siciliano e azeite
de trufas brancas). Para finalizar, a dica é a trilogia
de chocolates, que traz o ingrediente em três texturas
e temperaturas diferentes: suflê, musse e sorvete. Neste
ano, os jurados de VEJA Espírito Santo consagraram
o Aleixo como o melhor contemporâneo, o melhor da região
e o restaurante que apresenta a melhor carta de vinhos. O
sommelier chileno Bóris Azevedo pode auxiliar na escolha
de algum dos 200 rótulos da carta. Duas sugestões
de boa relação preço-qualidade são
o chileno Carpe Diem cabernet sauvignon 2005 e o francês
Le Gran Verdus 2002 merlot e cabernet sauvignon. Para uma
extravagância, a opção é o Château
Mouton Rothschild 1997. $$$$
Rua Aleixo Neto, 1204, loja 1, Praia
do Canto, Vitória,
(27) 3235-9500 (70 lugares). 12h/15h e 19h/0h (sáb.
almoço até 16h e jantar até 1h). Cc.:
D, M e A. Cd.: M, R e C.
Couvert: R$ 6,60. Ar.
(R$ 40,00)
Aberto em 2005.
Chef do ano
Juarez Campos
 |
Todas as noites, de terça a sábado,
o chef Juarez Campos visita seus três restaurantes em
Vitória. Montado em uma lambreta, faz a primeira parada
no italiano Oriundi. Depois de cumprimentar os clientes e
delegar algumas tarefas, liga o motor e zarpa para a cantina
Brasiliano. O percurso termina no Aleixo, onde seu trabalho
costuma avançar noite adentro. Natural de Alegre, no
interior do estado, Juarez é formado em farmácia
e bioquímica. Depois de lecionar em universidades e
cursos pré-vestibulares por vinte anos, transformou
a gastronomia de hobby em profissão. Na garagem da
casa do cunhado, ele abriu primeiramente o Oriundi, que mantém
uma filial na região de Domingos Martins. Da antiga
ocupação, Campos leva consigo a paixão
pela pesquisa. A enorme biblioteca dispõe lado a lado
títulos de gastronomia que ocupam três cômodos
da casa. De viagens anuais à Itália e a outras
partes do mundo, ele traz inspiração e fontes
de informação para receitas testadas no Chez
Cíntia. Mas esse não é um espaço
aberto ao público: fica na casa do chef, onde, além
de uma cozinha completamente equipada, há uma área
que acomoda doze pessoas na varanda. Os subchefs e amigos
de Juarez têm o privilégio de degustar o que
ele apresenta ali e dar palpites. Aprovados, os pratos vão
para o cardápio do Aleixo, outro de seus empreendimentos,
que, não por acaso, foi eleito também o melhor
da região.
O melhor
regional
Mr. Picuí
 |
| Direto da Paraíba: carnes sertanejas
importadas para a Praia do Canto |
Olívia Leal nasceu em Picuí,
no interior da Paraíba, mas estava morando em João
Pessoa quando decidiu se mudar para Vitória com o marido
e abrir o Mr. Picuí. Ela vem de uma família
com tradição no ramo dos restaurantes e aprendeu
com a irmã muitas das receitas que prepara hoje. No
restaurante na Praia do Canto, Olívia buscou reproduzir
o que se vê no sertão nordestino: pequenas cestas
de palha que servem como lustres e uma parede repleta de fotos
antigas de Lampião, com chapéus de cangaceiro
pendurados, compõem o ambiente. Para fazer as receitas,
alguns ingredientes são trazidos diretamente da Paraíba.
É o caso do queijo de coalho (que é assado na
brasa, com melaço), do feijão-de-corda e da
manteiga de garrafa. O prato mais pedido é a picanha
de sol, acompanhada de feijão arrumadinho (feijão-de-corda,
carne-de-sol, manteiga de garrafa e farinha de mandioca),
arroz, macaxeira frita, paçoca de carne-de-sol, pirão
de queijo de coalho, farofa e vinagrete. Tudo isso serve quatro
pessoas. A carne-de-sol (filé mignon, alcatra e picanha)
é salgada no próprio restaurante. O surubim
(peixe comum no Rio São Francisco) é servido
em quatro postas intercaladas com pedaços de cebola
e levadas para a mesa ainda no espeto, guarnecido de pirão,
feijão-de-corda, arroz, macaxeira frita, farofa e vinagrete.
Para a sobremesa, vale provar os doces de jaca e de caju.
O restaurante, eleito pelo júri de VEJA Espírito
Santo o melhor regional do estado pela segunda vez, vende
também 150 rótulos de cachaça, a maioria
produzida no Nordeste e em Minas Gerais. Às sextas
acontecem shows de humor. $$
Rua Joaquim Lírio, 823, Praia do
Canto, Vitória,
(27) 3235-7711 (300 lugares). 11h30/15h e 18h30/23h30 (sex.
jantar 18h/último cliente; sáb. sem intervalo;
dom. só almoço até 17h). Cc.: D, M e
V. Cd.: M, R e V. Cr.: T e V. Couvert art.: R$ 20,00 (sex.).
Ar.
www.mrpicui.com.br.
Aberto em 1999.
A melhor
carne
Victoria Grill
 |
| Espeto corrido: à moda gaúcha, doze
cortes bovinos |
A inspiração para a decoração
da casa aberta em 1997, segundo o restaurateur Eliseu Massing,
veio dos ambientes das churrascarias de São Paulo.
Um bufê de granito no centro do salão chama atenção,
assim como as luzes azuladas que colorem o teto. No cardápio,
ele incluiu o preparo de carnes exóticas, algo que
à época não existia no estado. O proprietário,
que é gaúcho da cidade de Chapada, mudou-se
para Vitória em 1976 e, catorze anos depois, abriu
sua primeira churrascaria, a Rodeio's, na Praia do Canto,
que hoje já não funciona mais. Na Victoria Grill
são servidos doze cortes bovinos, todos preparados
na brasa só com sal grosso. Há também
codorna, perdiz, javali, avestruz e rã. Esse cardápio
faz com que os jurados de VEJA Espírito Santo
elejam mais uma vez a casa como a que serve a melhor carne
da região. Para completar a refeição,
o bufê serve dez tipos de salada, queijos, frios e até
especialidades da cozinha japonesa. Há também
sete pratos quentes, como o bacalhau desfiado com batatas.
Mas vale provar também os camarões VG preparados
à moda da casa, com manteiga e molho de alcaparras.
$$$
Rua Doutora Odete Braga Furtado,
150, Enseada do Suá, Vitória,
(27) 3345-0888 (160 lugares). 11h30/15h e 19h/23h (dom. e
seg. só almoço). Cc.: D, M, V e A. Cd.: M, R,
C e V. Cr.: V. Ar.
www.churrascariavictoriagrill.com.br.
Aberto em 1997.
O melhor
italiano
O Mercador
 |
| Massas sempre frescas: feitas de forma
artesanal pela mulher do chef |
Durante uma temporada em Boca Raton,
na Flórida, o catarinense Sérgio Quaresma começou
a trabalhar como garçom em um pequeno restaurante italiano.
Ele gostou tanto da atividade que em seis meses chegou a assumir
a posição de gerente da casa. Foi assim que
aprendeu, na prática, suas primeiras receitas. Retornou
ao Brasil em 1995 e, cinco anos depois, decidiu abrir esta
casa em sociedade com seu cunhado, Ricardo Braga. Na parte
da frente do estabelecimento, uma pequena delicatessen vende
frios, queijos, chocolates e bebidas importadas. Além
dos dois salões, há ainda uma grande adega climatizada,
com capacidade para 5 800 garrafas. As paredes revestidas
com madeira de jatobá, de tom avermelhado, e a iluminação
indireta compõem o ambiente. Para entrada, a dica é
a mozzarella in carroza (pedaços de mussarela empanados
servidos com molho de tomate e azeitonas). As massas frescas
são preparadas por Cássia, mulher do chef. A
dica é provar o raviolini di zucca, recheado com abóbora
e carne-seca, servido com creme de requeijão. Outra
opção de prato principal é o carré
de cordeiro acompanhado de risoto negro (arroz arbóreo
selvagem com alho-poró). Para encerrar, vale provar
a tartin de maçã que vai para a mesa junto com
sorvete de maçã e canela. Para acompanhar a
refeição, os clientes podem escolher um dos
300 rótulos direto na adega, já que a casa não
tem carta de vinhos. O júri de VEJA Espírito
Santo escolheu o restaurante como o melhor italiano da
região. $$$
Rua Aleixo Neto, 842, Praia do Canto,
Vitória,
(27) 3315-5976 (98 lugares). 11h30/15h e 19h/0h (fecha dom.).
Cc.: D, M e A. Cd.: M, R, C e V. Ar.
(R$ 40,00)
www.restauranteomercador.com.br.
Aberto em 2000.
O melhor
oriental
Sushimar
 |
| À la carte ou no rodízio: sushis e sashimis
sempre frescos |
A casa na Praia do Canto é parte
de uma rede que inclui outros cinco endereços em São
Paulo e no Rio de Janeiro. Em Vitória, o Sushimar tem
um ambiente intimista, com detalhes de bambu e quadros inspirados
em mangás. No salão, um grande balcão
deixa à vista dos clientes o trabalho do sushiman.
Os peixes e frutos do mar são entregues diariamente
no restaurante para que os pratos sejam sempre preparados
com ingredientes frescos. Para começar, a dica é
o harumaki ebi (rolinho primavera recheado com camarão).
Os combinados mais pedidos são o praia do canto (sashimis,
sushis e hot filadélfia) e o vitória (sushis,
sashimis, hot filadélfia e salmão skin; serve
duas pessoas). A composição desses pratos foi
elaborada pelos proprietários, que buscaram incorporar
as especialidades preferidas dos clientes capixabas. Outra
boa opção é o cogumelo umi no sachi (shimeji
ou shiitake e frutos do mar flambados no saquê). Para
finalizar, o ice tempura (sorvete de creme com casquinha crocante
e calda de chocolate ou laranja) e as frutas carameladas com
sorvete são uma boa pedida. A casa serve as receitas
também em sistema de rodízio, exceto na sexta
e no sábado à noite. Dessa forma, o cliente
pode comer à vontade, escolhendo alguns dos mais de
cinqüenta itens entre pratos quentes, sushis, sashimis
e makimonos. Os seis sabores de temaki também fazem
sucesso. Foi eleito o melhor oriental, na opinião do
júri de VEJA Espírito Santo. $$
Rua João da Cruz, 370, loja
7, Praia do Canto, Vitória,
(27) 3345-9015 (75 lugares). 11h30/15h e 18h/0h30 (dom. 12h/23h).
Cc.: D, M, V, A e Dacasa. Cd.: M, R e V. Cr.: V. Ar.
Entrega
em domicílio.
www.sushimar.com.br.
Aberto em 1999.
A melhor
moqueca
Pirão
 |
| Tradição: o prato típico capixaba já
foi degustado na casa por muitas celebridades |
Se você perguntar por Hercílio
Alves da Silva na região de Vitória, é
provável que ninguém saiba dizer quem é.
Mas é só falar em Pirão para que o reconheçam
na hora. O apelido foi dado pelos amigos que o viam ajudando
no restaurante da mãe desde os 9 anos. Outra marca
registrada de Pirão é sua caricatura. Criada
há mais de vinte anos por Milson Henriques, ela aparece
no cardápio, nos guardanapos e na parede do restaurante.
O proprietário conta que o desenho era estampado até
nas suas folhas de cheque. Nas paredes da casa vêem-se
também fotografias do anfitrião com fregueses
famosos (de Elke Maravilha ao presidente da República).
É só pedir que ele mostra seus seis cadernos
repletos de fotografias e autógrafos de celebridades
que visitaram o restaurante. Eleito pelo júri de VEJA
Espírito Santo o lugar que serve a melhor moqueca
da região, o estabelecimento tem nas moquecas de badejo
e robalo as mais procuradas – 50 quilos de peixe, aliás,
chegam diariamente ao restaurante. A moqueca de camarão
também é bastante requisitada. São preparadas
ainda a torta capixaba e a garoupa salgada com banana-da-terra,
um prato típico da divisa do Espírito Santo
com a Bahia. Para começar a refeição,
no entanto, não dispense a casquinha de siri desfiado,
que pode ter ou não catupiry. $$$
Rua Joaquim Lírio, 753, Praia
do Canto, Vitória,
(27) 3227-1165 (110 lugares). 11h/16h e 18h/23h (sáb.
e dom. só almoço até 17h). Cc.: M e V.
Cd.: M, R e V. Ar.
Aberto em 1982.
O
melhor caranguejo
Caranguejo do Assis
 |
| Só os maiores: crustáceos selecionados
um a um antes de serem servidos aos clientes |
Francisco de Assis trabalhou dez anos
em bares, começou como garçom e passou à
gerência. Em 2000, quando o proprietário vendeu
a casa em que ele trabalhava, decidiu que era hora de montar
seu próprio negócio. Assim começou o
Caranguejo do Assis. Inicialmente, o restaurante tinha capacidade
para cinqüenta pessoas, mas o sucesso foi tanto que,
depois de algumas ampliações, passou a acomodar
200. Em 2006, Assis não tinha mais para onde crescer
e resolveu mudar-se para um novo local, também em Vila
Velha, com capacidade triplicada. No novo endereço,
as mesinhas ficam acomodadas em um amplo galpão com
telhado e vigas de madeira aparentes. O destaque no cardápio
é o caranguejo, eleito por VEJA Espírito
Santo o melhor da região pela segunda vez consecutiva.
Os crustáceos são escolhidos para que somente
os maiores cheguem ao prato dos clientes. Eles são
cozidos com sal e limão e servidos em um carrinho que
passa entre as mesas, conservando os caranguejos imersos em
água quente. Outra opção para quem é
fã do crustáceo é o pirão de caranguejo.
A casa oferece também 24 tipos de moqueca, todas acompanhadas
de arroz, pirão e moquequinha de banana-da-terra (servem
duas pessoas). Além disso, o time de sessenta funcionários
prepara quatro tipos de casquinha: de siri, caranguejo, sururu
e camarão. Outras boas opções são
a ostra e os peixes assados. A novidade da casa são
os climatizadores, que soltam vapor de água sobre o
salão para manter a temperatura amena. A mais nova
aquisição de Assis é um enorme aquário
com capacidade para 500 litros, onde ficam acomodados peixes
de água salgada, decorando o ambiente. Para beber,
o cardápio lista mais de dez tipos de cerveja além
do chope geladinho. Todos podem ser servidos no choppão,
um tubo alto de plástico transparente que é
levado para a mesa com a bebida e não permite que ela
esquente. $$
Avenida Estudante José Júlio
de Souza, 290, Itapoã, Vila Velha,
(27) 3289-8486 (600 lugares). 11h/0h. Cc.: D, H, M, V e A.
Cd.: M, R, C e V. Cr.: V. T.: Cr, C, T e V.
www.caranguejodoassis.com.br.
Aberto em 2001.
A melhor
pizzaria
Zé da Pizza
 |
| À baiana: de Porto Seguro a Vitória,
para levar o bicampeonato entre as pizzas |
Quando José Carlos Tonin abriu
uma pizzaria em Porto Seguro, em 1992, nem sabia preparar
uma pizza. Passada uma década e meia, tornou-se um
expert a ponto de construir até um forno a lenha, usando
tijolos refratários. Na casa aberta em 2002, ele também
faz a massa, com farinha de trigo canadense. Mas atribui o
sucesso ao molho preparado por sua mulher, Cláudia,
com tomates italianos e sem nenhum tipo de conservante. Para
começar, vale provar o corniccione rosso, que leva
apenas molho de tomate e parmesão sobre a massa. No
cardápio, há vinte sabores de pizza, eleita
pelo júri de VEJA Espírito Santo a melhor
da região. Alguns dos destaques são a de lingüiça
de javali, alho-poró e mussarela de búfala e
a de escarola com bacon, alho e mussarela. Mas lembre de guardar
um espaço para as sobremesas. Os profiterólis
são preparados antecipadamente, congelados e, na hora
de ser levados à mesa, vão para o forno a lenha.
Na pequena carta de vinhos com vinte rótulos, o proprietário
procurou privilegiar os argentinos e chilenos, com preços
mais acessíveis. A decoração foi toda
criada pelo casal e o capricho fica evidente em cada detalhe.
Nos dois ambientes, um interno e um externo, a iluminação
é indireta e as poucas mesas ficam distantes umas das
outras para garantir a privacidade dos clientes. Em um cantinho
do salão, um antigo fogão a lenha com panelas
de cobre reforça o clima caseiro e aconchegante da
pizzaria. $$
Rua Alaor de Queiroz Araújo,
146, Enseada do Suá, Vitória,
(27) 3315-1698 (40 lugares). 19h/23h (fecha qua.). Ar.
Aberto em 2002.
O
melhor pescado
Lareira Portuguesa
 |
| Com sotaque lusitano: as cozinheiras
foram treinadas pela proprietária, nascida em Portugal
|
Romeu e Liseta Fonseca são portugueses,
mas estavam morando em Angola em 1975, quando eclodiu a guerra
civil. Como ele era militar, decidiu deixar o país
levando sua mulher e os dois filhos, Fernando e Sandra. O
destino escolhido foi o Brasil. Eles se estabeleceram em Belo
Horizonte e, depois de três anos no país, foram
passar férias em Guarapari. Mesmo com tempo chuvoso,
a família gostou da cidade e decidiu se estabelecer,
assumindo o comando de um pequeno restaurante português.
Assim começou a história do Lareira Portuguesa,
que está completando trinta anos, dezenove deles com
uma estrela no Guia Quatro Rodas e vinte com endereço
em Vitória. Neste ano foi premiado também com
o título de melhor casa de pescados pelo júri
de VEJA Espírito Santo. Liseta, que é
formada em nutrição e sempre gostou de cozinhar,
preparava os pratos no início, seguindo as receitas
que aprendera em Portugal. Hoje, a casa conta com uma equipe
de cozinheiras treinadas por ela. O cardápio lista
dezesseis pratos com bacalhau – por mês são vendidos
em média 800 quilos importados da Noruega. O bacalhau
está no recheio dos bolinhos e receitas como à
lagareiro (posta imersa em azeite e gratinada com batatas,
cebola, alcaparras e pimentão). Para quem quer outras
opções, há também pratos com frutos
do mar. A mariscada é um dos mais pedidos: feita na
panela de barro, leva arroz, brócolis, lagosta, camarão,
polvo e lula. Por fim, vale provar os tradicionais pastéis
de santa clara. Para acompanhar, há uma carta de vinhos
com 120 rótulos, na qual se destacam os portugueses.
As garrafas ficam acomodadas em três adegas climatizadas:
a do salão armazena 800 garrafas. $$$$
Avenida Saturnino de Brito, 260,
Enseada do Suá, Vitória,
(27) 3345-0329 (150 lugares). 11h30/15h e 18h30/0h (dom. só
almoço até 16h30). Cc.: V e A. Cd.: V.
Ar.
www.lareiraportuguesa.com.br.
Aberto em 1978.
O melhor
variado
Salsa da Praia
 |
| Sempre movimentado: boa alternativa
no almoço e na happy hour |
Com mesinhas acomodadas em uma grande
varanda do Shopping Day by Day, o restaurante atrai públicos
diferentes. A partir do meio-dia, os profissionais que trabalham
na região visitam a casa para provar os pratos executivos.
No fim da tarde, há uma happy hour animada, na qual
os clientes podem se servir em um bufê de antepastos.
Por fim, o jantar com serviço à la carte também
garante as mesas sempre cheias. O restaurante faz parte de
uma rede de quatro casas, todas da família de Sebastião
Pedro de Freitas. Além dos dois endereços do
La Salsa, que funciona no sistema self-service por quilo,
há a Salsa Pizza, inaugurada em 2007. Neste ano, pela
segunda vez consecutiva os jurados de VEJA Espírito
Santo elegeram o Salsa da Praia o melhor variado da região.
O cardápio do almoço sempre muda e incorpora,
além das criações do chef Carlos Garlope,
as sugestões de quem freqüenta o restaurante,
que ganham o nome do cliente. Um dos pratos mais pedidos é
o escalope à la jatobá (escalope de filé
mignon grelhado, servido com molho madeira, champignon, bacon,
batata sautée e arroz de queijo), idéia do maître
da casa, Jatobá. No jantar, a dica é o bacalhau
à pedra do cruzeiro (posta grelhada no azeite de alho
e cebola com brócolis, batata e arroz de palmito) ou
ainda a picanha du france (picanha grelhada com molho de jabuticaba
e macadâmia, acompanhada de aspargos gratinados com
presunto, castanha-de-caju, provolone e arroz com mussarela
de búfala). Para a sobremesa, vale apostar na banana
flambada com licor de laranja, acompanhada de sorvete e polvilhada
com farofa de castanha-de-caju e canela em pó. $$$
Rua Eslebão Linhares, 15,
loja 8, Shopping Day by Day, Praia do Canto, Vitória,
(27) 3227-2747 (160 lugares). 11h30/15h30 e 18h/1h (sáb.
e dom. almoço até 16h30; dom. só almoço).
Cc.: M, V e A. Cd.: M, R e V. Cr.: T e V.
Ar.
(R$ 25,00)
www.gruposalsa.com.br.
Aberto em 2004.
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